sábado, 11 de março de 2023

JESUS, O MAIOR PSICÓLOGO ( 20º )

                             Livros cristãos só levam os leitores ao mundo da fantasia.

Na página 70, o psicólogo cristão Mark W. Baker escreve o seguinte:


“A psicoterapia funciona porque segue o padrão que Jesus descreve para o processo da salvação.”



Entendeu, leitor, o que diz acima o psicólogo cristão Mark W. Baker? Eu vou explicar, mas quero lhe pedir um favor: você me promete que não vai rir? Se você me promete que não vai rir, então vou explicar. Mark W. Baker está afirmando acima que a psicoterapia funciona porque segue o padrão deixado por Jesus para a salvação das pessoas. Você está rindo, não é mesmo, leitor? Mas você me prometeu que não riria. O psicólogo cristão pensa que todos os leitores de seu livro são idiotas.

 De início, veja, leitor, o que é a psicoterapia. De forma reduzida, é a cura da mente. É um tratamento que tem a finalidade de resolver os inúmeros problemas relacionados à mente, como depressão, ansiedade, dificuldades no relacionamento pessoal, conflitos familiares etc. O profissional que trabalha com a psicoterapia trata seus pacientes com amor, solidariedade e compreensão. Então? O psicólogo cristão diz que a psicoterapia funciona porque segue o padrão deixado por Jesus. Isso, leitor, é uma piada! Ora, a “psicoterapia” praticada por Jesus, nos textos dos 4 evangelhos do Novo Testamento, está muito distante da psicoterapia empregada pelos psicólogos sérios da Terra. Se a “psicoterapia” de Jesus fosse praticada atualmente, os pacientes ficariam mais doentes ainda. 


Qual era o PADRÃO utilizado por Jesus para o processo da salvação? O que as pessoas deveriam fazer para obterem a salvação? A resposta está nos 4 evangelhos, amigo leitor. Veja um exemplo em Marcos, capítulo 16, versículos 15 e 16:  



   “E disse-lhes: "Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.”



A passagem bíblica acima é atribuída a Jesus. Ele está dizendo aos discípulos que devem propagar o evangelho a todas as pessoas. Quem crer nele será salvo, mas quem não crer será condenado. Então, qual era o padrão utilizado por Jesus para alguém conseguir a salvação? O terror, caro leitor, o terror! Quem não crer em Jesus, quando morrer, será condenado, isto é, será queimado eternamente no fogo do inferno. É fácil ver que Jesus utilizava o terror, como padrão, para que as pessoas aderissem às suas ideias. E o Mark W. Baker ainda tem a coragem de dizer que os psicólogos de hoje empregam a psicoterapia praticada por Jesus. Nenhum psicólogo, até mesmo formado no Paraguai, ameaça seus pacientes, utiliza o medo como ferramenta. Ao contrário. 



Afirmei acima que a psicoterapia é um processo de tratamento que tem a finalidade de resolver os inúmeros problemas relacionados à mente, como depressão, ansiedade, dificuldades no relacionamento pessoal, conflitos familiares etc. Será que o Jesus dos 4 evangelhos agia assim, resolvendo, por exemplo, conflitos familiares? De forma alguma, amigo leitor! A “psicoterapia” de Jesus aumentava os problemas familiares. Veja, por exemplo, o que está escrito em Mateus, capítulo 10, versículo 37. Jesus diz a seus discípulos:


“Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim."


Que coisa horrível, não é mesmo, leitor? O cristão que escreveu o texto acima atribuído a Jesus nada entendia de amor, principalmente de amor entre familiares. É loucura exigir que um filho ame mais a Jesus  do que a seus próprios pais, que um pai ame mais a Jesus do que a seus próprios filhos. Isso é loucura, é caso de internação em hospital psiquiátrico. Um filho problemático diante de um “psicólogo” assim ficará mais problemático ainda, não é mesmo, leitor? Na verdade, nenhum psicólogo fará exigência tão maluca quanto essa. E o Mark W. Baker ainda tem a coragem de afirmar que os psicólogos de hoje seguem o padrão de salvação deixado por Jesus.

Em Mateus, capítulo 19, versículo 29, mais uma aberração psicológica atribuída a Jesus:



“E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna.”





Jesus aparece aqui como o maior propagador da desunião familiar. Se, em uma família, um pai cristão encontrar problemas relacionados à sua crença, deverá abandonar a esposa com os filhos, em nome de Jesus. Quando morrer, herdará a vida eterna. Que coisa horrível! Nenhum psicólogo sério praticará essa “psicoterapia” atribuída a Jesus. Entendeu, leitor? Um psicólogo sério agirá de forma totalmente diferente. Dirá ao pai cristão que ele deve entender as crenças de sua esposa e filhos para que haja harmonia entre eles. Pessoas são diferentes, não são iguais, portanto, devem ser respeitadas. Uma família deve ser feliz, mesmo que seus membros possuam crenças religiosas diferentes. 

Mark W Baker ainda tem a coragem de afirmar que os psicólogos de hoje praticam a psicoterapia deixada por Jesus.

Pode rir agora, leitor!


sexta-feira, 10 de março de 2023

JESUS, O MAIOR PSICÓLOGO ( 19º )

                             Livros cristãos só levam os leitores ao mundo da fantasia.

Na página 30, o psicólogo cristão Mark W. Baker teve a coragem de escrever o seguinte, acerca de Jesus:


“A filosofia que afirma que as pessoas são essencialmente boas é chamada de humanismo. Devido ao amor de Jesus pelos outros e a sua preocupação com o bem-estar de todos, ele é frequentemente apresentado como um dos grandes exemplos do humanista ideal. Jesus ensinava que devemos amar a todos.”



Você, leitor, entendeu o recado acima do psicólogo cristão? Vou detalhar para você. Mark está afirmando que o Jesus dos 4 evangelhos do Novo Testamento foi um grande humanista, isto é, um homem que acreditava na bondade do ser humano. E ainda diz que Jesus se preocupava com o bem-estar de todos. 

Ora, quando lemos os 4 evangelhos do Novo Testamento (Mateus, Marcos, Lucas e João), não é isso que encontramos em relação a Jesus. Ao contrário do que afirma o psicólogo cristão, Jesus não foi um grande humanista, um homem que compreendia o ser humano. Qual foi a maior propaganda veiculada por Jesus? Você, sabe, leitor? Ela está nos 4 evangelhos. Como exemplo, o evangelho de Marcos, capítulo 16, versículos 15 e 16:  



   “E disse-lhes: "Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.”



Na passagem bíblica acima, Jesus diz a seus discípulos que eles devem pregar o evangelho a todas as pessoas. Quem crer em Jesus será salvo. E quem não crer? Quem tiver outra crença? Ora, quem tiver outra crença, quando morrer, será queimado eternamente no fogo do inferno. Viu aí, leitor, como Jesus não era um humanista, um homem que entendia o ser humano? O cristão que escreveu a loucura acima, atribuindo-a a um certo Jesus, era um ser humano digno de pena. Esse cristão queria uma coisa impossível: que todas as pessoas acreditassem nele, sob pena de sofrerem eternamente no fogo do inferno. Que cristão horrível, que ser humano profundamente mau! E o psicólogo cristão Mark W. Baker ainda tem a  coragem de afirmar que Jesus foi um dos maiores humanistas da Terra. 

Ora, uma pessoa humanista jamais vai exigir que todas as pessoas concordem com suas ideias, que todas as pessoas acreditem nela. E mais: jamais condenará pessoas que discordem de suas ideias. Entendeu, leitor? Você, leitor, é cristão católico? Tem algum amigo ateu ou cristão evangélico? Se pudesse, você torturaria eternamente essas pessoas, apenas porque elas discordam de você? Claro que não, não é mesmo? Você, uma mãe cristã, que tem um filho ateu. Seria capaz de jogar seu filho no fogo eterno do inferno apenas porque ele é um ateu? Claro que não, não é mesmo, mãezinha? Você ama seu filho e deseja tudo de bom para ele, não é mesmo? Você, mãezinha, é uma humanista. O Jesus do Novo Testamento, não! Na fantasia cristã, Jesus exigia o absurdo, isto é, que todos acreditassem nele. E punia eternamente todos os que não acreditassem nele. Que maldade! Isso nada tem a ver com o humanismo. Uma pessoa realmente humanista respeita as ideias de todos, mesmo não concordando com elas. Ninguém deve sofrer punição por ser cristão, ateu, budista, umbandista, judeu etc. 

                             Entendeu, leitor?


sexta-feira, 3 de março de 2023

JESUS, O MAIOR PSICÓLOGO ( 18º )

                     Livros cristãos só levam os leitores ao mundo da fantasia. Na página 43, o psicólogo cristão Mark W. Baker teve a coragem de escrever o seguinte, acerca de Jesus: 


                        “Jesus sabia que crenças antigas e inflexíveis são como os velhos odres que se rompem e não funcionam na presença do crescimento. Ele sabia que é necessário descobrir que as nossas antigas crenças precisam mudar se quisermos usufruir os benefícios do desenvolvimento. (...) As pessoas sábias estão sempre abertas a novas ideias e crenças.”


 Você, leitor, entendeu o recado acima do psicólogo cristão? Vou detalhar para você. Mark está afirmando que o Jesus dos 4 evangelhos do Novo Testamento pregava que as pessoas não deviam se prender a ideias e a crenças, isto é, que as pessoas eram livres para escolherem novas ideias e crenças. E Mark ainda destaca que as pessoas sábias estão sempre abertas a novas ideias e crenças. É inacreditável, caro leitor! Inacreditável! Como é que um cidadão tem a coragem de afirmar que o Jesus do Novo Testamento era a favor da liberdade em relação a novas ideias e crenças. É muita desonestidade! Ao contrário do que afirma Mark W. Baker, Jesus era totalmente contra a liberdade de ideias e de crenças. Nos 4 evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), Jesus pregava que aquelas pessoas que não acreditassem nele, que tivessem uma crença diferente, quando morressem, sofreriam eternamente no fogo do inferno. Entendeu, leitor? Em todos os textos dos 4 evangelhos, Jesus mandava para o fogo eterno do inferno todas as pessoas que tinham uma crença diferente da dele. Isto, Jesus não permitia que as pessoas fossem abertas a novas ideias e crenças. Viu, leitor, como o Mark W. Baker pensa que todos os leitores de seu livro são idiotas! Só para ilustrar o que afirmo acima, vou trazer algumas passagens do Novo Testamento, atribuídas a Jesus. Veja, leitor amado, o que está escrito em Marcos, capítulo 16, versículos 15 e 16:


                    “E disse-lhes: "Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.” 


                    Na passagem bíblica acima, Jesus diz a seus discípulos que eles devem pregar o evangelho a todas as pessoas. Quem crer em Jesus será salvo. E quem não crer? Quem tiver outra crença? Ora, quem tiver outra crença, quando morrer, será queimado eternamente no fogo do inferno. Viu aí, leitor, como Jesus era contra a liberdade de crença! Ora, quem propaga a liberdade de crença e de ideias jamais vai punir alguém que pensa diferentemente. Jesus não aceitava que as pessoas tivessem crença diferente da dele. Eis a triste verdade que o psicólogo Mark W. Baker esconde de seus leitores. Em Mateus, capítulo 12, versículo 30, é atribuída a Jesus a seguinte afirmação: 


                         “Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha.” 



                       Mais uma vez, Jesus prega contra a liberdade de ideias e crenças. Ele diz que quem não aderir à sua crença não faz parte do time dele. Quem tiver uma crença diferente da dele, é contra ele e, quando morrer, será queimado eternamente no fogo do inferno. Entendeu, leitor, como Jesus não era nada daquilo que prega o psicólogo cristão Mark W. Baker! Eu, Eustáquio, sou a favor da liberdade de ideias e crenças. As pessoas que têm ideias diferentes das minhas não são minhas inimigas e não desejo que elas sofram de forma alguma. Todas as pessoas devem ser livres para escolherem as mais diferentes ideias e crenças. O Jesus era totalmente contra, a ponto de mandar para o inferno pessoas que pensavam diferentemente dele. E o psicólogo cristão Mark W. Baker ainda teve a coragem de escrever que Jesus era totalmente a favor da liberdade de ideias e crenças. Mark ainda escreveu assim: 

                   “As pessoas sábias estão sempre abertas a novas ideias e crenças.” 

                 Mark diz que as pessoas sábias estão sempre abertas a novas ideias e crenças. Sim, isso é verdade! Só que Jesus não gostava das pessoas sábias, não apreciava as pessoas abertas a novas ideias e crenças. Ele, Jesus, mandava para o fogo eterno do inferno as pessoas abertas a novas ideias e crenças.

domingo, 26 de fevereiro de 2023

JESUS, O MAIOR PSICÓLOGO ( 17º )

                                      Livros cristãos só levam os leitores ao mundo da fantasia. 

Mark W. Baker, que conseguiu vender 2 milhões de livros no Brasil, graças aos cristãos evangélicos, na página 140, escreve assim:



“Empatia é sinônimo de compreensão, e ninguém na história demonstrou ser mais capaz de evidenciá-la do que Jesus.”



O psicólogo cristão teve a coragem de escrever acima que o Jesus dos 4 evangelhos do Novo Testamento foi o maior propagador da empatia, ou seja, da compreensão. E, na mesma página, ainda escreve assim:



“A maior expressão de empatia é sermos compreensivos com alguém de quem não gostamos.”



É, amigo leitor, o Mark W. Baker pensa que todos os leitores de seus livros são idiotas. O Jesus presente nos 4 evangelhos do Novo Testamento jamais foi um defensor da empatia, da compreensão, da aceitação das personalidades das pessoas. Nos 4 evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), Jesus age contra a empatia, contra a compreensão, contra a simpatia em relação às pessoas que não aceitavam suas ideias. 




Em Mateus, capítulo 10, versículos 14 e 15, Jesus diz a seus discípulos que aquelas pessoas que não abrissem a porta das casas para recebê-los sofreriam muito mais, quando da vinda do Messias, do que as pessoas das lendas de Sodoma e Gomorra. Que coisa horrível! O cristão que escreveu isso aí atribuído a um certo Jesus era totalmente contra a empatia, um inimigo mortal da compreensão. Esse Jesus está afirmando que pessoas com ideias diferentes das suas não merecem respeito algum e, depois da morte, serão condenadas eternamente ao fogo do inferno. E não se espante, leitor, quando alguém lhe disser que o cristianismo é uma religião com 2 bilhões de fiéis. O Jesus do Novo Testamento vai mandar para o fogo eterno do inferno todos aqueles que não crerem nele. E o psicólogo cristão Mark W. Baker ainda tem a coragem de escrever que Jesus, como ninguém, foi o maior defensor da empatia, da compreensão! 

Em Mateus, capítulo 12, versículo 30, é atribuída a Jesus a seguinte afirmação:



“Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha.”



Mais uma afirmação completamente maluca, contrária à empatia, à compreensão. O cristão que escreveu a aberração acima entendia que quem não era por ele era contra ele. Ou seja, as pessoas que não aceitavam suas ideias eram contra ele, portanto, merecedoras de castigo eterno no fogo do inferno. Esse Jesus, como se vê, nada entendia de amor, de empatia, de compreensão. Pessoas que pensam diferentemente de mim, Eustáquio, não são minhas inimigas, não merecem punição alguma. Apenas pensam diferentemente de mim, como eu também penso diferentemente delas, entendeu, leitor? Eu, Eustáquio, de Sobral, no Ceará, sou um defensor incansável da empatia, da compreensão. O Jesus do Novo Testamento era totalmente contra, a ponto de mandar para o fogo eterno do inferno todas as pessoas que não pensassem como ele, que não aderissem às suas ideias. E o Mark W. Baker ainda tem a coragem de afirmar que Jesus foi o maior defensor da empatia, da compreensão. 

Jesus não tinha empatia, compreensão, nem com o amor entre familiares. Em Mateus, capítulo 10, versículo 37, ele prega o absurdo familiar. Exige que um filho ou filha o ame mais do que ama os próprios pais, vice-versa. Que terror! Se um filho ama mais a seus pais do que a Jesus, não é digno do amor dele. Que loucura, caro leitor! O cristão que escreveu a passagem acima sofria das faculdades mentais. Era um lunático, vivia no mundo da lua. Era um inimigo da empatia, da compreensão. É loucura total exigir que um pai ame mais a alguém de fora da família do que a seus próprios filhos. Isso é caso de internação em hospital psiquiátrico. 




Nenhum psicólogo de verdade, sério e honesto, concordará com essas ideias loucas atribuídas a um certo Jesus. Infelizmente, em todas as profissões, existem profissionais desonestos. 


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

JESUS, O MAIOR PSICÓLOGO ( 16º )

                                     Livros cristãos só levam os leitores ao mundo da fantasia. 

Mark W. Baker, que conseguiu vender 2 milhões de livros no Brasil, graças aos cristãos evangélicos, nas páginas 81 e 82, narra mais um caso de uma paciente que foi atendida em sua clínica nos EUA. Ele diz que, num certo dia, o casal Tompkins lhe telefonou para comunicar o problema da filha adolescente Amanda. Amanda era uma jovem muito inteligente e dedicada aos estudos, só que, há dois anos, mudou totalmente seu comportamento, passando a ser um problema em sua casa. Havia sido reprovada na escola e estava agredindo verbalmente seus pais. Então, os pais resolveram procurar o psicólogo cristão Mark W. Baker. 

Mark diz que resolveu o problema. Ele descobriu que os pais faziam de tudo para agradar a filha, sem fixar regras. Segundo Mark, o amor exige limites para que a criança se sinta segura. A partir do momento em que o casal Tompkins passou a estabelecer regras para o comportamento da filha adolescente, tudo mudou. Amanda voltou a ser a garota exemplar, e o amor renasceu naquela família. Na página 82, ele escreve assim:


“A família de Tompkins descobriu a antiga verdade que Jesus pregou há muito tempo. (...) As regras que Jesus praticava serviam para facilitar o amor aos outros.”




Você, leitor, entendeu a afirmação do psicólogo cristão acima, não é mesmo? Ele está afirmando que recorreu aos ensinamentos de Jesus para resolver o problema existente naquela família. Por isso mesmo, Mark diz que Jesus foi o maior psicólogo que já existiu na Terra. Isso é uma piada! Mark pensa que todos os leitores de seu livro são idiotas, imbecis. Na verdade, o Jesus dos 4 evangelhos do Novo Testamento não tinha especialidade alguma em amor, principalmente em amor familiar. Quem conhece o cristianismo, e é honesto, sabe que Jesus não pregava a união familiar, ao contrário. Para comprovar essa verdade, vou trazer alguns exemplos que estão presentes nos 4 evangelhos. Em Mateus, capítulo 10, versículo 37, Jesus diz a seus discípulos:


“Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim."


Entendeu o absurdo, leitor? Viu como Jesus não tinha noção do que signifIca o AMOR? Qualquer psicólogo, até mesmo o mais despreparado da Terra, sabe muito bem que é uma loucura exigir que uma pessoa ame mais a alguém do que a outra. Por que é uma loucura? É uma loucura porque o amor é um sentimento espontâneo, que surge naturalmente, sem imposição alguma. E, no caso atribuído a Jesus, uma loucura maior ainda. É loucura exigir que um filho ou filha ame mais a ele do que aos próprios pais, ou que os pais amem mais a ele do que aos próprios filhos. Isso não é AMOR, mas TERROR! Na verdade, o cristão que escreveu a loucura acima nada entendia de amor, principalmente de amor entre pessoas de uma mesma família. Veja agora, leitor, mais um exemplo de que Jesus desconhecia o amor familiar. Em Mateus, capítulo 19, versículo 29, está escrito: 


“E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna.”



A passagem bíblica acima é atribuída a Jesus. Ele está pregando aos discípulos a desunião familiar, o conflito familiar. Jesus está afirmando que aquele que crê nele deve abandonar sua família (esposo, esposa, pai, mãe e filhos) por causa de seu nome. Quem escreveu isso aí queria que as pessoas daquela época acompanhassem Jesus, deixando seus lares pela causa dele. Entendeu, leitor? Uma propaganda contra a paz familiar, a união entre familiares. Por exemplo, se uma pessoa crente em Jesus quisesse ganhar a vida eterna, quando morresse, deveria abandonar sua família (esposo, esposa, pai, mãe e filhos) porque o importante era amar mais a Jesus. Entendeu, leitor? Imagine um homem crente em Jesus abandonando esposa e filhos, à míngua, para seguir a Jesus. Esse homem, quando morrer, ganhará a vida eterna porque deixou tudo para seguir a Jesus. Viu, leitor, que mensagem horrível contra a união familiar, a estabilidade das famílias!

O psicólogo cristão Mark W. Baker ainda tem a coragem de afirmar que os ensinamentos de Jesus eram a favor da paz e da estabilidade familiar. Ele escreve que:



“A família de Tompkins descobriu a antiga verdade que Jesus pregou há muito tempo.”



Não, o casal Tompkins não seguiu os ensinamentos de Jesus. O pai e a mãe recuperaram a filha Amanda, fixando-lhe regras e limites saudáveis, e não o terror. Se o casal tivesse aplicado o conselho de Jesus, abandonando sua filha em nome dele, a família teria sido dizimada.