terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

JESUS, O MAIOR PSICÓLOGO ( 13º )

                                     Livros cristãos só levam os leitores ao mundo da fantasia. 

O psicólogo cristão Mark W. Baker, que conseguiu vender 2 milhões de livros no Brasil, graças aos cristãos evangélicos, na página 117, narra o caso de um paciente seu chamado Tommy. Sobre o Tommy, ele escreve:



“Pessoas como o Tommy agem como se tivessem convicção absoluta de que estão certas. Jesus desafiava aqueles que tinham essa maneira rígida de pensar, exortando-os a serem mais flexíveis.”



Leitor, adoro comprar livros cristãos só para rir bastante, principalmente os evangélicos. Você, leitor, entendeu o que o psicólogo cristão Mark W. Baker escreveu acima? Vou explicar como se estivesse explicando para uma criança. Mark está dizendo que seu paciente Tommy possuía um defeito horrível. Tinha a convicção absoluta de que estava certo. Ele dizia que sua verdade era absoluta. Mark, como psicólogo, reprova esse comportamento absurdo de Tommy. Até aí, tudo bem! 


O problema aparece quando Mark diz que o Jesus dos 4 evangelhos do Novo Testamento era contra aquelas pessoas que tinham uma maneira rígida de pensar, que pregavam verdades absolutas, pessoas que não eram flexíveis. Segundo Mark, Jesus era defensor da flexibilidade das ideias, acatando as mudanças de pensamento. O QUÊ?  O QUÊ? Acho que o Mark pensa que todos os leitores de seu livro são idiotas, otários. Ora, dizer que o Jesus dos 4 evangelhos era contra pessoas que pregavam verdades absolutas, pessoas inflexíveis, pessoas que não mudavam de ideia, isso é uma piada! Ora, na verdade, Jesus dizia que era a única verdade, o único caminho. Pregava a verdade absoluta! Ele era INFLEXÍVEL, não aceitava mudanças. Entendeu, leitor, a cara de pau do psicólogo Mark W. Baker? Como ele tem a coragem de escrever que Jesus era um homem muito flexível, contra a maneira rígida de pensar das pessoas, aberto a mudanças? Isso é uma piada tão grande que envergonha até o cadáver do humorista cearense Chico Anysio.

Ao contrário do que afirma o psicólogo Mark, Jesus propagava a verdade absoluta e mandava para o fogo eterno do inferno quem discordasse dele. Essa verdade está nos 4 evangelhos do Novo Testamento. Em João, capítulo 14, versículo 6, Jesus diz:



“Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim.”




Viu aí, leitor? E o psicólogo Mark W Baker ainda tem a coragem de escrever que Jesus era contra verdades absolutas e um homem extremamente flexível. Acho que Mark está mais para humorista do que para psicólogo. Na passagem acima, Jesus diz que ele é o ÚNICO CAMINHO, a ÚNICA VERDADE. Não há outra saída. E o Mark ainda diz que Jesus era contra ideias rígidas, que dava liberdade às pessoas para pensarem como quisessem. Chico Anysio perde, em anedotas, para o Mark. Em Marcos, capítulo 16, versículo 16, Jesus diz a seus discípulos:



“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”


Viu aí, leitor? Jesus diz que é a única verdade, e quem não crê nele será queimado eternamente no fogo do inferno. Inflexível e rígido! E o Mark ainda tem a coragem de escrever que Jesus era contra as pessoas inflexíveis e rígidas. 

Não brinca, cara! Não brinca!


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

JESUS, O MAIOR PSICÓLOGO ( 12º )

                                     Livros cristãos só levam os leitores ao mundo da fantasia. 

Na página 100, o psicólogo cristão Mark W. Baker, que conseguiu vender 2 milhões de livros no Brasil, graças aos cristãos evangélicos, escreve o seguinte:




“Deus fica indignado com a idolatria porque ela é uma tentativa de substituir a capacidade divina amorosa dentro de nós por uma ‘coisa’.”




Mark W. Baker afirma acima que Deus fica indignado com a idolatria. Vamos, leitor, entender primeiramente as duas palavras: Deus e idolatria. A que deus Mark está se referindo? Será que ele está se referindo ao deus grego Poseidon? Ou ao deus hindu Brahma? Não, leitor, a nenhum dos dois. Mark está se referindo ao deus Javé, o deus dos hebreus, que está na Bíblia. E o que é a idolatria? Bem. Idolatria é o costume de fabricar imagens representativas de deuses, prestando culto a elas. Por exemplo, o Edson Martins é um brasileiro que mora em Rio Grande da Serra, no estado de São Paulo. Se ele, em algum dia, fabricar uma imagem representando uma entidade “espiritual” qualquer, passando a adorá-la, ele estará praticando idolatria e, segundo o psicólogo cristão Mark, o deus da Bíblia ficará indignado com o Edson. Por favor, leitor, não ria porque está atrapalhando minha concentração aqui. 




De fato, na Bíblia, o deus hebreu era contra a idolatria. Ele ficava muito bravo com os hebreus que praticavam a idolatria, a ponto de mandá-los matar ao fio da espada. E não se assuste, leitor, quando um cristão lhe disser que o deus dele é um deus de amor. Não se assuste, por favor! Vou apresentar um desses relatos bíblicos que fará você, leitor, entender melhor a idolatria. Esse relato está em ÊXODO, capítulo 32.

Num certo dia, Moisés foi ao encontro do deus Javé, na parte superior do Monte Sinai. Os hebreus ficaram no pé do monte, esperando o retorno de Moisés. Só que Moisés permanecia no monte sem dar sinal de vida. Depois de muito tempo, o povo hebreu que estava no pé do monte se cansou de esperar, pensando que Moisés havia morrido. Então, esse povo decidiu fazer uma imagem de escultura representando um deus, o deus Bezerro de Ouro. Como era um povo muito ignorante, passou a adorar a imagem do deus Bezerro de Ouro. Idolatria, pois! 

Lá, em cima do monte, o deus Javé ficou furioso porque seu povo estava adorando outro deus e praticando idolatria, já que fizeram uma imagem de outro deus. Javé, que é o mesmo deus do psicólogo Mark W. Baker, disse a Moisés que iria destruir seu próprio povo. Em seguida, Moisés desce do monte e vê seu próprio povo praticando idolatria. E o que ele fez? Mandou matar, ao fio da espada, 3 mil hebreus que estavam adorando o deus Bezerro de Ouro. E não se assuste também, leitor, quando um cristão lhe disser que Moisés era um homem muito bom, extremamente calmo. 



Essa monstruosidade bíblica pode até ser espalhada por cristãos fanáticos que vivem pelo mundo afora. Mas, jamais invocada por uma pessoa que diz ser psicóloga. Qualquer psicólogo levantará a bandeira da liberdade religiosa, aplaudindo que cada pessoa é livre para escolher qualquer crença religiosa. É livre para adorar quaisquer deuses, feitos artesanalmente ou não. É lamentável que o psicólogo Mark W. Baker venha a escrever esse absurdo, o de que o deus da Bíblia fica revoltado com a idolatria.

 Ao afirmar isso, ele, sem perceber, está incentivando cristãos malucos a destruírem imagens de esculturas representativas dos mais variados deuses, o que ocorre até mesmo no Brasil. Igrejas católicas e terreiros, no Brasil,  são atacados por cristãos doidos, que passam a destruir imagens de santos católicos, influenciados pela propaganda de que o deus da Bíblia condena essas práticas. Deus algum existe, deus algum condena alguma coisa. Deus algum entra em igrejas e em terreiros, destruindo imagens. É o fiel doido que faz esse tipo de coisa.

 Entendeu, leitor?


domingo, 12 de fevereiro de 2023

JESUS, O MAIOR PSICÓLOGO ( 11º )

                                      Livros cristãos só levam os leitores ao mundo da fantasia. 

Nas páginas 99 e 100, o psicólogo cristão Mark W. Baker, que conseguiu vender 2 milhões de livros no Brasil, graças aos cristãos evangélicos, narra como foi o nascimento do filho dele. Mark revela o profundo amor que sente por seu filhinho chamado Brendan. Na página 99, ele escreve:



“Ter um filho não é uma coisa que podemos aprender com os outros. É algo que temos que experimentar pessoalmente para saber como é.”



Mark mostra seu amor profundo em relação ao filho Brendan. Ele diz que sua esposa, Barbara, teve um parto muito difícil. Após passar por 33 horas de contrações, com fortes dores, seu médico chegou à constatação de que o parto só seria possível por meio da cesariana porque a cabeça da criança era grande demais. E aí a criança veio ao mundo. Quando Mark viu seu filho pela primeira vez, chorou de alegria:



“Nunca me esquecerei do momento em que vi meu filho pela primeira vez. ‘Milagre’ ainda é a minha palavra predileta para descrever a experiência. (...) Como é poderoso ter um relacionamento de amor com o meu filho.”





Muito bem, caro leitor! Você viu acima que o psicólogo cristão Mark W. Baker ama profundamente seu filho Brendan desde o momento do parto de sua esposa. E isso é lindo, digno de elogios. Você também, leitor, se for pai, com certeza ama muito seus filhos. Se eu, Eustáquio, tivesse o prazer de ficar frente a frente com o psicólogo Mark, jamais faria uma pergunta a ele. Essa pergunta que eu jamais faria vou fazer agora não por que eu queira fazer, mas porque sou obrigado a fazê-la por causa do Jesus que está presente nos 4 evangelhos. O próprio Mark diz que Jesus foi o maior psicólogo que já existiu na Terra. Então, sou obrigado a fazer a pergunta. Ei-la:



“Mark, diga-me, por favor: você ama mais a seu filho do que a Jesus?”



É uma pergunta completamente maluca, mas sou obrigado a fazê-la porque Mark diz que Jesus foi o maior psicólogo que já existiu na Terra. Só mesmo uma pessoa com problemas mentais para perguntar a um pai qualquer se ele ama mais a um filho do que a Jesus ou a Buda. E pior ainda: exigir que um pai ame mais a Jesus ou a Buda do que ama um de seus filhos. Uma loucura, não é mesmo, leitor? 

Pois fique sabendo, leitor, que essa loucura está nos 4 evangelhos do Novo Testamento e é atribuída a Jesus. Em Mateus, capítulo 10, versículo 37, Jesus disse:




“Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim.”



Que coisa horrível, não é mesmo, leitor? Jesus está dizendo acima que, se o psicólogo cristão Mark W. Baker amar o filho Brendan mais do que ama a Jesus, então Mark não é digno de Jesus, não faz parte do time de Jesus. Segundo a doutrina cristã, quando morrer, Mark será lançado no fogo eterno do inferno, apenas porque ama mais a seu filho Brendan do que a Jesus. Essa mensagem é ou não é um terror, leitor? 

Quem escreveu a passagem bíblica acima nada entendia de amor e, muito menos, de amor familiar. EXIGIR que um pai ame mais a Jesus do que a seu próprio filho, além de maldade, é algo impossível porque o amor não pode ser exigido, já que é espontâneo. O psicólogo cristão Mark W. Baker diz em seu livro que o amor de Jesus é o mais forte e verdadeiro que existe. O Mark pensa que todos os leitores de seu livro são otários, idiotas. Alguém que exija que um pai o ame mais do que a um próprio filho sofre das faculdades mentais, precisando de internação em hospital psiquiátrico. 

Repito: quem escreveu o texto bíblico acima atribuído a Jesus nada entendia de amor e nada sabia de Psicologia. 


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

JESUS, O MAIOR PSICÓLOGO ( 10º )

                                      Livros cristãos só levam os leitores ao mundo da fantasia. 

Na página 100, Mark W. Baker escreve o seguinte:



“Jesus conhecia o ensinamento do Antigo Testamento: ‘Não farás para ti ídolos com  a forma de qualquer coisa que exista em cima, nos céus…’ (Êxodo 20:4). Ele falou do ciúme de Deus, não no sentido da insegurança por medo de perder o seu valor para outra pessoa. Deus quer proteger o mundo do jeito como o criou e fica indignado diante das tentativas de alterar a ordem natural do universo.”



Você, leitor amigo, entendeu o que o psicólogo cristão, com 2 milhões de livros vendidos no Brasil, escreveu acima? Se você não entendeu, então vamos explicar agora. Mark está afirmando que o Jesus dos 4 evangelhos do Novo Testamento conhecia os textos que estão no Velho Testamento. Como exemplo, Mark cita a passagem que está em Êxodo, capítulo 20, versículo 4:



“Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.”




Pois bem! Mark diz que Jesus conhecia esses textos. E diz também que Jesus, ao se referir a essa passagem, estava falando acerca do CIÚME de Deus, mas não no sentido da insegurança, não no sentido do medo de Deus em perder o seu valor para outros deuses. Não, Deus não tem esse ciúme, diz Mark. Segundo ele, Deus apenas quer proteger o mundo do jeito como o criou, ficando indignado diante das tentativas de alteração da ordem natural. Para ser mais claro, segundo Mark, o deus da Bíblia, quando fez a Terra e o homem, proibiu a idolatria, ou seja, proibiu a criação e a adoração de imagens de esculturas representativas de deuses. Entendeu, agora, leitor? Nenhuma pessoa poderia, por exemplo, criar uma imagem de barro, ferro ou ouro, vendo nela um deus a ser adorado. Mark diz que Deus não tem CIÚME de outros deuses, mas fica indignado quando uma pessoa adora imagens porque está alterando uma ordem dele. Por favor, leitor, não ria porque está atrapalhando minha concentração aqui.

Ora, deus algum existe, deus algum criou alguma coisa! É o homem, ao longo de sua existência, que cria deuses. Vejamos, como exemplo, o deus da Bíblia. Esse deus é apenas mais um deus, entre tantos. É o deus de um povo, o povo hebreu. Será que o povo hebreu foi o primeiro povo a aparecer na Terra? Não, de forma alguma! A civilização hebraica surgiu apenas há 6 mil anos, na Mesopotâmia, no período chamado de História, com o aparecimento da escrita. Milhões de anos antes do aparecimento do povo hebreu, havia outros povos com seus deuses e suas imagens, foi o período mais longo da história do homem na Terra, chamado de Pré-História. É fácil, pois, entender que, graças à imaginação humana, havia deuses e criação de imagens de deuses muito antes do surgimento do povo hebreu, muito antes do surgimento da Bíblia. Então, o deus da Bíblia não foi o primeiro deus a ser criado pelo homem, logo, suas ordens não foram as primeiras. É fácil entender que o deus da Bíblia é o deus de um povo, e não um deus de todos os povos. 

Mas vamos à parte mais cômica do psicólogo cristão Mark W. Baker. Ele escreve assim:



“Ele falou do ciúme de Deus, não no sentido da insegurança por medo de perder o seu valor para outra pessoa.”




Mark diz que o CIÚME de Deus nada tinha a ver com o medo de perder seu valor para outra pessoa porque esse ciúme é doentio. Conversa fiada do Mark porque o CIÚME do deus da Bíblia era de natureza doentia, não queria que seu povo adorasse outros deuses. O deus criado pelo povo hebreu era excessivamente ciumento. Mark citou a passagem bíblica que está em Êxodo 20:4. Veja, leitor, o que está escrito no mesmo capítulo, no versículo 3:



                  “ NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM”



Viu, aí, leitor? Como o deus da Bíblia era excessivamente ciumento? Ele não queria que o povo adorasse outros deuses, mas os hebreus não estavam nem aí porque adoravam também outros deuses. O psicólogo cristão Mark vem inventando que Deus não é ciumento, mas apenas fica irritado porque estão mudando o que ele havia fixado. É realmente uma piada! Como é possível que um psicólogo formado nos EUA tem a coragem de escrever tamanha bobagem? Veja, leitor, o que está escrito novamente no mesmo capítulo, no versículo 5:



“(...) Eu sou o Senhor, teu Deus, Deus ciumento, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem.”



Esse deus criado pelos hebreus revela seu ciúme excessivo. O hebreu que viesse a adorar outros deuses seria morto ao fio da espada, assim também seus filhos. Um mundo recheado de maldades e injustiças. Na Bíblia, a partir de ÊXODO, centenas e centenas de textos em que o deus hebreu, excessivamente ciumento, manda matar hebreus adoradores de outros deuses. 

Como é possível que um psicólogo, até mesmo formado no Paraguai ou na Bolívia, passe a tecer elogios em relação a essas aberrações? Um psicólogo sério e honesto agirá de forma diferente, afirmando, por exemplo, que o ciúme é algo doentio e que a intolerância religiosa deve ser condenada sempre.