quarta-feira, 3 de novembro de 2021

PASTOR CLÁUDIO DUARTE E A BÍBLIA ( 4º )

                                                        Na página 16, o pastor Cláudio Duarte escreve assim:



“O grande contexto da crise que a família tem enfrentado é por causa das verdades que foram criadas e criou-se uma ilusão na mente do povo, que está aceitando verdades que não são verdades de Deus’”



Mais uma vez, o pastor Cláudio Duarte bate na mesma tecla: a família de hoje está em crise porque se afastou do deus da Bíblia. Ele diz que está tudo bagunçado. Ora, na verdade, a família de hoje, com todos seus problemas, ainda é dez vezes melhor que uma infinidade de famílias que estão na Bíblia. Basta, leitor, ler a Bíblia e confirmar o que afirmo aqui. Para esse vídeo, vou trazer, por enquanto, dois exemplos típicos de famílias bíblicas: a família de Adão e Eva e a família de Ló. 

A família de Adão e Eva no Jardim do Éden é mais uma lenda criada por um escritor hebreu que não se chamava Moisés. Essa lenda está lotada de absurdos e de ingenuidades. Um dos absurdos foi o fato de o escritor hebreu ter colocado apenas 1 casal no planeta Terra: Adão e Eva! Se eu, Eustáquio, tivesse feito essa lenda, teria colocado na Terra mil casais a fim de evitar muitos problemas. O pastor Cláudio diz acima que a família de hoje está em crise, bagunçada. Ora, as famílias presentes na Bíblia é que viviam em crise, bagunçadas. E aqui está um exemplo. 




Adão e Eva, o primeiro casal, a primeira bagunça familiar, a primeira deterioração da família. Adão fez sexo com Eva, nascendo Caim. Adão volta a fazer sexo com Eva, gerando Abel. Até agora 4 pessoas na Terra: 1 casal e os 2 filhos. Em seguida, Caim mata seu irmão Abel. Sobraram 3 pessoas: Adão, Eva e Caim. Depois nasceram mais filhos e filhas. Quem fez sexo com as filhas do casal? Ora, os próprios irmãos!!! Entendeu, leitor? Imagine a “pureza” de uma família em que irmãos fazem sexo com irmãs, em que irmãos sentem atração sexual pelas irmãs, vice-versa!!! E o pastor Cláudio Duarte ainda diz que são as famílias de hoje que estão em crise, bagunçadas. Eu, Eustáquio, tive uma família muito grande. Minha mãezinha pariu 19 filhos. Hoje, apenas 7 vivos. Quando eu nasci, em 1956, encontrei em casa 4 mulheres, as outras já haviam falecido. Pois bem! Convivendo com minhas 4 irmãs, nunca senti desejo sexual por elas. Jamais! Imagine fazer sexo com elas! Se isso tivesse ocorrido, eu me consideraria um monstro dentro de uma família promíscua. Onde já se viu irmão fazer sexo com irmã!!! Pois essa promiscuidade está na lenda bíblica envolvendo Adão, Eva e seus filhos! A família de Adão e Eva é que era promíscua, deturpada, e não a minha. Entendeu, leitor? E o pastor ainda diz que a família de hoje está em crise. 

Veja agora, leitor, mais uma família bíblica deturpada, deteriorada: a família de Ló! O lendário Ló era filho do irmão do lendário Abraão. Logo, Ló era sobrinho de Abraão. Na lenda que está em Gênesis, capítulo 19, Ló estava em sua casa, com a esposa e as duas filhas, quando recebeu a visita de dois anjos. Em seguida, os homens da cidade queriam fazer sexo com os dois anjos, os dois visitantes de Ló. Ló não permitiu! Sabe o que ele fez, leitor? Sabe o que ele fez? Ele, pai, ofereceu àqueles homens tarados suas duas filhas virgens para que eles abusassem sexualmente delas. Isso é pai, caro leitor? Isso é um modelo de família decente? Essa família bíblica é uma família exemplar? E o pastor Cláudio Duarte ainda propaga que a família de hoje é um desastre, uma bagunça. E mais à frente, no mesmo capítulo, mais uma depravação sexual na família de Ló. As duas filhas virgens fizeram com que o pai tomasse muito vinho, até ficar embriagado. E aí fizeram sexo com ele, fizeram sexo com o próprio pai. Existe família mais depravada do que essa, leitor? Quando isso ocorre hoje, por exemplo, no Brasil, um pai fazendo sexo com uma filha, vira manchete hedionda, horrorosa até fora do Brasil. Com certeza, o pastor Cláudio dirá que a família está em crise, só que ele não vê que essa crise se espalha por toda a Bíblia. 

Ele não pode recorrer à Bíblia para criticar as famílias de hoje!


terça-feira, 2 de novembro de 2021

PASTOR CLÁUDIO DUARTE E A BÍBLIA ( 3º )

                                                          Na página 23, o pastor Cláudio Duarte escreve assim:

 



“Muitas mulheres me procuram pra dizer que se apaixonaram por um homem casado e ainda perguntam se é de Deus e eu tenho que mostrar na Bíblia o que ela diz sobre isso.  ‘Também o homem que adulterar com mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera. (Levítico 20:10’”



Diz o pastor Cláudio Duarte que muitas mulheres o procuram para lhe dizer que estão apaixonadas por um homem casado. E o que faz o pastor? Ora, recorrendo à Bíblia, ele diz a essas mulheres que o deus hebreu é contra essa relação amorosa, fixando até pena de morte para o adúltero e a adúltera. 

É lamentável, caro leitor, que, em pleno século XXI, um homem recorra à Bíblia para reprovar normas de comportamento. Como estamos vendo ao longo dessa série, o pastor afirma que a família de hoje está distante do deus bíblico, que a Bíblia é um excelente manual de conduta, que o deus bíblico fixou regras para uma família perfeita e exemplar. E o pastor Cláudio Duarte indicou a passagem bíblica que está em Levítico, capítulo 20, versículo 10:



“Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera.”



Os cristãos que adoram as palestras do pastor Cláudio Duarte, por não estudarem a Bíblia, não veem os erros contidos aqui. A realidade da Bíblia é diferente do que afirma o pastor evangélico. Em primeiro lugar, deus algum existe, deus algum fixou regras para o adultério. Em segundo lugar,  essa lei bíblica do adultério, ao contrário do que insinua o pastor, é uma lei profundamente injusta, não benéfica a uma família. Uma lei feita por homens hebreus, e não por uma entidade “espiritual” evoluída. Uma lei feita por homens, machos, em prejuízo da mulher, da fêmea. 

O pastor Cláudio Duarte diz que o deus bíblico, em Levítico 20:10, condena o homem e a mulher que praticam adultério. Que o deus bíblico fixou regras para uma família perfeita. Ora, essas afirmações do pastor não encontram apoio no mundo bíblico. Ele não explica bem o que realmente está em Levítico e nos demais livros bíblicos. Na verdade, essa lei sobre o adultério era contra a família, contra a mulher. Veja, leitor, em destaque o que está em Levítico 20:10:



“Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera.”




Está escrito assim: “Se um homem adulterar com a mulher DO SEU PRÓXIMO.” Ou seja, o homem hebreu não podia se envolver com mulher de outro homem, DE SEU PRÓXIMO. Mas estava livre para se envolver com mulheres livres. Essa regra sobre o adultério era maravilhosa para o homem, mas, péssima para a mulher. Assim, o homem casado podia trair sua esposa, desde que suas amantes não fossem de outro homem, do próximo. Por que essa regra era boa para o homem? Porque era uma sociedade patriarcal, com o macho no comando. A mulher era considerada um ser inferior, por isso o homem podia traí-la porque não lhe devia obediência. A mulher, como objeto, é que devia obediência ao homem. Por isso mesmo, a mulher casada jamais podia trair o marido, nem com homens solteiros. Entendeu, leitor? 

A coisa é bem diferente do que insinua o pastor Cláudio Duarte. No mundo bíblico, o homem casado só praticava adultério se se envolvesse com mulher de outro homem, de seu próximo. Se o homem casado se envolvesse com mulheres livres, não era considerado adúltero. Uma lei a favor do macho, mas contra a harmonia familiar. Já a mulher praticava adultério se se envolvesse com qualquer homem. Como se vê, uma regra boa para o macho, e péssima para a mulher. 

Uma regra contra a família exemplar, e o pastor ainda tem coragem em afirmar que a família de hoje sofre de decadência moral. 


segunda-feira, 1 de novembro de 2021

PASTOR CLÁUDIO DUARTE E A BÍBLIA ( 2º )

                                         Nas páginas 10 e 11, o pastor Cláudio Duarte escreve assim:

 



“(...) Família é um projeto de Deus e os planos dele não podem ser frustrados. A família original sempre vai existir… (...) Está tudo mudado, há uma inversão total de valores, o homem tem criado suas próprias verdades e quer que elas se sobressaiam às verdades de Deus.”




No primeiro vídeo dessa série, fiz uma rápida análise acerca da apresentação do livreto, feita pelo diretor executivo da Editora Giofer, Biramar Martins. Ele, apoiado pelo pastor Cláudio Duarte, afirma que a família de hoje é marcada pela decadência moral porque se distanciou do deus bíblico. Por exemplo: quando, em São Paulo, hoje, ano 2021, um irmão mata um irmão, o pastor Cláudio Duarte e o Biramar Martins dizem que o homicídio ocorreu porque a família moderna se distanciou do deus bíblico. Ora, a afirmação dos dois cristãos não têm apoio nem na Bíblia, nem fora dela. Como mostrei no primeiro vídeo, no primeiro livro da Bíblia, Gênesis, na lenda de Adão e Eva, quando havia apenas 4 pessoas na Terra, já ali houve um homicídio. E um homicídio hediondo: um irmão (Caim) matou outro irmão (Abel). Entendeu, leitor? Entendeu, mesmo? Ora, na primeira família da Bíblia, já apareceu ali um homicídio, e foi um irmão contra outro irmão. E o pastor Cláudio Duarte ainda afirma que, quando ocorre um homicídio hoje em São Paulo, irmão contra irmão, isso se deve à decadência moral da família moderna. Percebeu o absurdo, leitor? Ora, se isso é decadência, um irmão matar outro irmão, então essa decadência era maior na Bíblia, já que o primeiro homicídio foi justamente um irmão matando o outro. Entendeu, leitor? Se não conseguiu entender até agora, diga-me, que explicarei novamente!

Na passagem acima, o pastor Cláudio Duarte diz que a família é um projeto do deus da Bíblia. E diz também que hoje a família está mudada, diferente, por causa da inversão total de valores. Ora, em primeiro lugar, deus algum existe, deus algum cria modelos de família. Na verdade, a família é mais uma criação do homem e ela possui várias feições de acordo com a cultura em que as pessoas estão inseridas. São várias as modalidades de família e elas são válidas e aceitas dentro de seu universo cultural. Não existe um modelo de família para todo o planeta Terra, como também não existe uma religião para todo o planeta Terra. É simples entender esse processo. Em segundo lugar, o pastor afirma que a família hoje está mudada, não é mais aquela família estabelecida pelo deus da Bíblia. Ora, ainda bem que nós evoluímos em relação ao mundo da Bíblia, ainda bem que a família de hoje ganhou outra conotação. Os modelos de família na Bíblia eram um desastre. Para esse vídeo, mais um exemplo da deterioração familiar presente na Bíblia. 

O mundo bíblico, leitor amigo, era um mundo patriarcal. O adjetivo patriarcal está ligado ao substantivo patriarca. Patriarca significa o chefe de uma tribo, de um povo. O macho! Por exemplo, Abraão era um patriarca, um macho, um chefe. Na Bíblia, o homem, o macho, ocupava uma posição de destaque, em detrimento da mulher, da fêmea. Essa verdade o pastor Cláudio Duarte não espalha, claro! Cláudio espalha que a família bíblica era uma família modelo, exemplar. Veja, então, leitor, a família de Abraão, veja se é uma família realmente exemplar. Em Gênesis, capítulo 16, versículo 3, está escrito:




“Então, Sarai, mulher de Abraão, tomou a Agar, egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão, seu marido…”




Eis aí, caro leitor, um modelo de família bíblica, tão elogiado pelo pastor Cláudio Duarte. Na verdade, um desastre que você leitor não quer que ocorra em sua família. No mundo da Bíblia, o homem, o macho, casado, podia fazer sexo com outras mulheres, desde que não fossem de outro macho. Já a mulher casada jamais poderia fazer isso. Na passagem acima, a lendária esposa Sarai, depois Sara, era infértil, não conseguia ficar grávida. Então, era costume liberar o esposo para fazer sexo com as escravas. E assim Abrão, mais tarde Abraão, o fez. Pegou a escrava egípcia Agar. Agora, pergunto-lhe, caro leitor? Isso é modelo exemplar de família, como afirma o pastor Cláudio Duarte? Com certeza, leitor, você sentirá repugnância diante dessa família bíblica, não é mesmo? Sinta o absurdo bíblico na pele, leitor! Imagine, você, casado com uma mulher infértil. Já que ela não consegue ficar grávida, então liberará você para fazer sexo com uma amiga ou com sua empregada doméstica. Isso é modelo de família, leitor? 

E o pastor Cláudio Duarte ainda tem a coragem de afirmar que a família de hoje está em decadência moral! 


domingo, 31 de outubro de 2021

PASTOR CLÁUDIO DUARTE E A BÍBLIA ( 1º )

                                                        Vou começar a análise acerca do livreto do pastor Cláudio Duarte, com o título “Reconstruindo as verdades de DEUS”, a partir da apresentação, nas páginas 5 e 6, feita por Biramar Martins, diretor executivo da Editora Giofer. Sobre a família, ele assim escreve:

 


“O contexto das mensagens do pastor Cláudio Duarte sempre envolve família. (...) Em uma sociedade secularizada é necessária uma atenção redobrada com a família. Os valores e princípios que norteiam o bom andamento da sociedade têm sido substituídos por ‘verdades humanas’ e isso tem levado a sociedade a um caos existencial, um conflito de valores e uma decadência moral e o único remédio capaz de curar essa disfunção da sociedade é a verdade de Deus, única e absoluta, contida na Bíblia sagrada.”



Você, leitor, entendeu o recado dado pelo Biramar Martins? Ele está apresentando aos leitores o livreto do pastor Cláudio Duarte. Diz Biramar que as mensagens do pastor sempre envolvem a família. Afirma também que a família hoje passa por uma decadência moral, um caos existencial, porque as pessoas se afastaram de Deus, abandonaram as características da família presente na Bíblia.

Essas afirmações de Biramar Martins me levam a trazer aqui, novamente, Sigmund Freud, o Pai da Psicanálise, que era judeu e ateu. Freud deixou registrado que, diferentemente do homem racional, o homem religioso se satisfaz com fundamentações miseráveis para seus pontos de vista. E aqui está Biramar Martins comprovando que Freud tinha razão. Ora, é uma ignorância sem fim alguém afirmar que os modelos de família presentes na Bíblia eram dignos de elogio, de incentivo, de imitação. Uma aberração! Na verdade, a família de hoje é dez milhões de vezes melhor que as famílias bíblicas, o que vou mostrar ao longo dessa série. 

Biramar Martins e o pastor Cláudio Duarte dizem que o deus hebreu fixou regras para fixação da família exemplar. Ora, deus algum existe, deus algum criou os modelos familiares que estão na Bíblia, de Gênesis ao Apocalipse. Nas narrativas lendárias bíblicas, é fácil ver o fracasso e a decadência moral das famílias, a partir da lendária família de Adão e Eva. 

Livros religiosos, principalmente evangélicos, só levam os leitores ao erro. Um leitor inteligente, conhecedor dos textos bíblicos e dos costumes das sociedades hebraica e judaica, percebe logo a fragilidade desses manuais cristãos. Para esse vídeo, o primeiro da série, vou trazer um exemplo da ignorância dos cristãos. No 31 de outubro de 2002, ocorreu, em São Paulo, um caso hediondo. Os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos mataram com marretadas o casal Manfred e Marísia Richthofen, pais de Suzane Von Richthofen, a mando desta. A filha deu a ordem para que seus próprios pais fossem assassinados. E o que cristãos, na época, propagaram? Ora, propagaram que as famílias tinham abandonado o deus hebreu, que as famílias passavam por uma decadência moral. Ora, o caso de Suzane Von Richthofen é fichinha diante dos absurdos familiares que estão na Bíblia. Para começar, leitor, veja o primeiro exemplo da deterioração familiar na Bíblia. Em Gênesis, capítulo 4, versículo 8:



“Disse Caim a Abel, seu irmão: Vamos ao campo. Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou.”




Veja, leitor, que, nessa lenda bíblica, aparece uma família composta por apenas 4 pessoas: Adão, Eva, Caim e Abel. Era um modelo de família exemplar, como pregam os cristãos Biramar Martins e o pastor Cláudio Duarte? Ora, quando havia apenas 1 família na Terra, composta por apenas 4 pessoas, já surgiu aí um homicídio, e um dos mais repugnantes, quando um irmão mata o outro. Como é que um cristão, então, pode dizer, hoje, diante de um homicídio praticado por um irmão contra o outro, que isso se deve à decadência moral da família por ter se esquecido do deus hebreu? No Brasil, atualmente, há mais de 200 milhões de habitantes. Ocorrem muitos homicídios entre familiares, mas, na Bíblia, a situação era pior. Repito: nela ocorreu um homicídio envolvendo irmão contra irmão quando havia apenas 4 pessoas no mundo. 

A decadência moral da família na Bíblia, claro, é mais gritante! 


quarta-feira, 27 de outubro de 2021

JESUS É AMOR!!!

                                                                           Logo de início, envio um abraço para internautas que frequentemente comentam em meus vídeos: Edson Martins, Henrique Agostinho Silvério, Luís Henrique, Aparecido Tadei, Ismael Oliveira, Fábio de Oliveira Lima, Edileusa Franca, Fátima Pereira, Neemias de Sousa e Silva, Josué Coelho, José Hermes, Paulo Gonçalves, Ângela Oliveira, Nádia Soares, Susie Maria, Edson Lemos, Alexandre Aganete, Cláudia Aganete, Ed, Gilberto Cerqueira, Carlos Galfke, João Luiz Costa de Souza, Celso Marcos, Bruno Edson, Nalmira Nascimento e Bruno Edson. Se você, leitor, escreve também em minha página, não fique chateado por não ter sido citado aqui. Mando-lhe também um abraço!

Segunda-feira passada, dia 25 de outubro do corrente ano, reproduzi, em meu canal, um vídeo do ateu Aparecido Tadei, o Aparecido de Bebedouro, com o título “Ateu lê comentários de ateus”. Entre vários comentários, destaca-se o do cristão WIPSON ALVES. Ele escreve assim:

“Vcs vao ver q e real quando tiverem no inferno sendo atormentados pelo seculos dos seculos.”


O cristão Wipson Alves não gostou do que ouviu do ateu Aparecido, que, diga-se de passagem, foi um cristão fervoroso durante 40 anos. Wipson diz que os ateus, quando morrerem, quebrarão a cara porque Deus é real, e eles serão queimados eternamente no fogo do inferno. 

Resolvi, então, fazer uma pequena análise sobre esse comentário do cristão Wipson. Rubem Alves foi pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), teólogo com mestrado e doutorado nos EUA, psicanalista, escritor, conferencista e professor universitário. Após o doutorado em teologia, retornando ao  Brasil, abandonou o cristianismo, passando a criticá-lo com veemência. Eis, por exemplo, uma de suas afirmações:


“A teologia cristã é um edifício construído sobre o absurdo.”


E um desses absurdos da teologia cristã é o famoso inferno. Pastores evangélicos, principalmente, com ênfase, propagam aos fiéis que, se não aceitarem a Jesus como salvador pessoal, quando morrerem, serão queimados eternamente no fogo do inferno. E os pastores ainda dizem que Jesus é amor! E o pior de tudo é que os fiéis acreditam nessas loucuras. O Wipson Alves é um deles!

Wipson deve espalhar por onde passa que Jesus ama a todos, sem distinção alguma, com uma intensidade inigualável. O amor de Jesus é maior do que o amor que os pais têm pelos filhos. Será verdade, caro leitor, que realmente o amor de Jesus é maior do que o amor que os pais têm pelos filhos? Vamos analisar essa afirmação com profundidade? Vamos! Inicialmente, quando falo sobre Jesus, estou me referindo ao Jesus das narrativas lendárias que estão no Novo Testamento, e não ao Jesus histórico. Veja, leitor, a passagem bíblica abaixo atribuída a Jesus:


“Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.’





Isso está no evangelho de Marcos, capítulo 16, versículo 16. Jesus afirma que, para evitar o fogo eterno do inferno, a pessoa deve crer nele e ser batizada em seu nome. Na verdade, o escritor cristão que escreveu essa maluquice acima, atribuindo-a a um certo Jesus, não tinha a menor ideia do que significa a palavra “amor”. Em primeiro lugar, não se pode exigir de uma pessoa que ela creia em alguém porque o crer não depende da vontade. Está além do querer. Logo, uma pessoa não pode ser punida por algo que não depende de sua vontade. Em segundo lugar, não é verdadeira a afirmação dos cristãos quando dizem que o amor de Jesus por uma determinada  pessoa é maior do que o amor que essa pessoa têm por um filho. 

Você, leitor, é um cristão ou cristã? Você é pai ou mãe?  Se for, então, você anda espalhando essa maluquice por aí, que o amor de Jesus por você é maior que o amor que você sente por seus filhos. Calma, não fique zangado comigo. Vou provar a você que o amor de Jesus não é maior que o amor que você sente por seus filhos. Começo meu discurso, trazendo um fato que ocorreu em minha terra natal, Sobral, no estado do Ceará. Quando eu estava com 16 anos de idade, morava com minha família numa casa de aluguel, na Rua Maria Tomásia. Na rua à esquerda da minha, Rua Padre Fialho, morava dona Alzira com um filho já adulto, o Euclides. Dona Alzira era baixinha, magra e uma costureira de primeira qualidade. Passava o dia diante de sua máquina de costura, que ficava no corredor amplo da casa. Sempre eu passava por lá para conversar um pouco com ela. Seu filho Euclides devia ter, mais ou menos, 32 anos de idade, estava desempregado e com frequência bebia cachaça. Não era um amigo meu. Sabe, leitor, o que ele fazia? Espancava a pobre mãe, uma mulher idosa, baixinha e bem magra. Dona Alzira, coitada, sofria muito com essas agressões físicas do próprio filho. Num certo dia, quando estava sendo espancada, um vizinho, finalmente, teve a iniciativa de ligar para a polícia militar. Quando a viatura policial parou defronte a humilde casa, o povo correu para lá. E eu estava no meio. Dois policiais entraram na casa, pegaram o Euclides, jogando-o dentro do compartimento traseiro. E você, leitor, sabe qual foi a reação da mãe espancada? Ela gritava desesperada, pedindo aos policiais que não levassem seu filho, o filho que a espancava. Como se explica isso, leitor? É fácil explicar: isso, leitor, se chama AMOR DE MÃE! Isso, sim, é amor!

Agora, pergunto-lhe, leitor? Será que o amor de Jesus pelas pessoas é maior que o amor de dona Alzira pelo filho Euclides? Jamais, leitor, jamais! Para ser sincero, nem vejo AMOR presente nesse Jesus dos cristãos. Veja o absurdo da doutrina cristã. Imagine uma mãe ficar feliz ao ver seu filho sofrendo eternamente no fogo do inferno, apenas porque não acreditava num certo Jesus! Leitor, por favor, sinta o problema na pele! Você é mãe? Tem um filho trabalhador, honesto, que a sustenta? Um filho brilhante que deseja vencer na vida para lhe dar um conforto material? Você é uma mãe cristã, mas seu filho é um ateu, ou um budista. Você, mãezinha, desejaria que esse filho queimasse eternamente no fogo do inferno cristão? Você ficaria feliz com isso? Claro que não, não é mesmo, mãezinha? Você, mãe cristã, ama seu filho e jamais desejaria sofrimento, principalmente sofrimento eterno para ele. Mas Jesus, sim! Jesus ficará muito feliz por ver seu filho queimando ETERNAMENTE no fogo do inferno porque era um ateu ou um budista. Percebeu, leitor, como o amor de Jesus pelas pessoas não é maior que o amor de uma mãe qualquer por um filho? É tão simples entender isso! É fácil ver que essa doutrina cristã é extremamente absurda, hedionda! 

Até a Justiça brasileira é mais amável que o Jesus dos cristãos. Nenhum preso no Brasil passa por sofrimento físico! O pior estuprador brasileiro, por exemplo, fica preso, mas não sofre castigos físicos. Não sofre queimadura alguma. Toma café pela manhã, almoça e janta. Tem direito a visitas, a tratamento médico, ao trabalho etc. Veja, leitor, estou me referindo a um criminoso hediondo, um estuprador. Ele não sofre tortura física alguma. Já o Jesus dos cristãos condenará ETERNAMENTE ao fogo do inferno qualquer pessoa que não creia nele. Basta não crer! Percebeu, leitor, a loucura da doutrina cristã? Como é possível uma pessoa, no gozo de suas faculdades mentais, aceitar uma doutrina religiosa desse quilate? Quem condena uma pessoa eternamente a um sofrimento deve ser internado num hospital psiquiátrico. E, principalmente, quem condena eternamente uma pessoa apenas porque não acreditou em alguém ou em algo. 

O escritor cristão que escreveu a maluquice acima, atribuída a um certo Jesus, era completamente mau e doido! Onde já se viu, punir ETERNAMENTE ao fogo alguém? E, com maior razão, alguém que apenas não conseguiu CRER em Jesus. Imagine, leitor, na fantasia cristã, dona Alzira, que era católica, perguntando a Jesus qual o destino de seu filho Euclides, e Jesus dizendo a ela:


“Seu filho Euclides está queimando eternamente no fogo do inferno!”


Sabe o que dona Alzira diria a Jesus:


“Não, Jesus, não quero meu filho sofrendo eternamente! Eu o amo, sou mãe! Pode me jogar também no fogo do inferno!”


O cristão Wipson Alves, coitado, ainda anda propagando por aí essa maluquice cristã: que o amor de Jesus é maior que o de qualquer mãe por seu filho!!!


terça-feira, 26 de outubro de 2021

ATEU HENRIQUE X CRISTÃO RENATO ( 10º )

                                                                            Esse é o 10º vídeo da série “Ateu Henrique X Cristão Renato Romão”. Uma série em que analiso algumas afirmações do cristão Renato Romão presentes no debate ao vivo com o ateu Henrique. Esse debate rendeu um vídeo com duração de 3 horas, 58 minutos e 54 segundos, encontrando-se à disposição de qualquer pessoa nos canais de Ismael Oliveira (o intermediador) e de Henrique. 

No tempo de 2 horas, 16 minutos e 47 segundos, o cristão Renato Romão diz ao ateu Henrique:



“(...) Henrique, mas de maneira nenhuma Deus vai intervir, Henrique! Isso é o que eu quero que você entenda! 



E o Henrique assim se manifesta:


“(...) Então? Mas, na Bíblia, ele intervém, cara! Hein, na Bíblia, ele intervém, cara!”


Mais uma vez, quero dizer que nada tenho contra o cristão Renato Romão. É um bom rapaz, simpático e educado. O problema é que é um homem religioso, um cristão evangélico, por isso não diz coisa por coisa. Na passagem acima, o ateu Henrique, que foi cristão evangélico durante 20 anos, diz ao Renato que o deus da Bíblia intervém, em todas as páginas, na vida de seu povo, o povo hebreu. Diante dessa afirmação do ateu, Renato diz que, de maneira alguma, o deus hebreu intervém. Por favor, leitor, pare de rir porque está tirando minha concentração aqui. Em seguida, Henrique fornece ao Renato até um exemplo bíblico da intervenção do deus hebreu, trazendo a lenda de Jonas, que se localiza no livro de Jonas, com apenas 4 capítulos. Por favor, leitor, leia essa lenda, e você verá que o ateu Henrique tem razão quando diz que o deus hebreu, em toda a Bíblia, intervém na vida das pessoas. Nessa lenda, o deus hebreu interveio na vida de Jonas, enviando um grande peixe que engoliu Jonas, mantendo-o em seu ventre durante 3 dias e 3 noites, para, depois, devolvê-lo à terra vivo e feliz. Veja, leitor, a prova da INTERVENÇÃO do deus hebreu, no capítulo 1, versículo 17:


“Deparou o Senhor um grande peixe, para que tragasse a Jonas…”


Percebeu, leitor, como o ateu Henrique afirmou uma verdade bíblica, a de que o deus hebreu intervém na vida das pessoas em cada página? De acordo com a lenda bíblica acima, quem deparou, quem colocou um grande peixe para que engolisse Jonas:


  1. Jair Messias Bolsonaro

  2. Silas Malafaia

  3. Edir Macedo

  4. Satanás

  5. O deus hebreu


Se você marcou a opção “E”, acertou! Parabéns! O deus hebreu! Quando Henrique acabou de citar esse exemplo, o cristão Renato Romão acabou concordando. Ou seja, Renato está mais perdido que cego em tiroteio em uma das favelas do Rio de Janeiro. E o Henrique não parou, não mudou de assunto, continuou dizendo que hoje o deus hebreu, por exemplo, não intervém para salvar uma mulher que está sendo estuprada ou assaltada. 

A fé religiosa faz um estrago no cérebro humano. Ela corrói os neurônios, afetando a racionalidade de seu portador. Por isso, religiosos não dizem coisa por coisa, não conseguem formular um raciocínio. Veja, novamente, a afirmação do cristão Renato:


“(...) Henrique, mas de maneira nenhuma Deus vai intervir, Henrique! Isso é o que eu quero que você entenda!”


Você, leitor, acabou de ver que, nas lendas bíblicas, o deus hebreu intervém a todo momento, contrariando a afirmação do cristão Renato. Veja agora como a pessoa religiosa não consegue raciocinar. Quando uma mulher cristã escapa de um estupro, a polícia aparece no momento em que o bandido vai penetrá-la, o que ela diz? Ora, essa mulher cristã dirá a todos que Deus resolveu intervir para salvá-la, enviando a polícia. Ou seja, Deus interveio!!! Imagine agora, leitor, outra situação. Outra mulher cristã não teve a mesma “sorte”, a polícia não apareceu, e ela foi estuprada. E aí ela perguntará a seu pastor evangélico por que Deus não interveio para salvá-la. E o pastor lhe dirá:

“Deus, minha filha, não pode intervir no livre-arbítrio! Cada um é responsável pelos seus atos!”


Percebeu, leitor, a loucura dita pelo pastor evangélico? Diante da mulher cristã que escapou do estupro, ele pregará em sua igreja que isso ocorreu porque Deus resolveu intervir, agir, Deus interveio no livre-arbítrio do criminoso. Já diante da mulher cristã que foi estuprada, ele dirá que Deus não pode intervir no livre-arbítrio do criminoso. Entendeu, leitor, a maluquice do pastor evangélico? E isso a gente vê todos os dias, em igrejas cristãs e em programas evangélicos nas televisões? De acordo com a fantasia cristã, Deus intervém ou não pode intervir. 

Se a cristã escapa de um estupro ou de um acidente, Deus interveio. 

Se não escapa, Deus não pode intervir. Entendeu a maluquice, leitor? 

Como afirmei acima, o ateu Henrique foi um cristão evangélico durante 20 anos, saía por aí pregando o Evangelho para conquistar fiéis. 20 anos nessa ilusão religiosa! Colocou o cérebro para funcionar, e se tornou um ateu convicto. Livre de qualquer tipo de superstição!

Torço para que o cristão Renato Romão consiga também encontrar essa luz.