sexta-feira, 25 de outubro de 2019

OS CRISTÃOS E A CULPADA EVA




Eustáquio

                     
                       

                           O teólogo, psicanalista, escritor e ex-pastor protestante Rubem Alves, no livro “É uma pena não viver. Uma biografia de Rubem Alves”, de Gonçalo Junior, editora Planeta, 2015, na página 145, diz:


                   “A teologia cristã é um edifício construído sobre o absurdo.”


                E, na página 163, continua:



                    “Onde estava a minha inteligência? Tenho vergonha de haver acreditado no que acreditei. (...) Joguei minha vida inteira nas ideias doidas.”


                      Rubem Alves diz que a teologia cristã é construída sobre o absurdo. Nesse vídeo, mostrarei mais um absurdo do cristianismo. Estou aqui com o livro “Por que Deus permite o sofrimento e o mal”, escrito por John Ankerberg e Dillon Burroughs, editora Holy Bible, 2010. Ankerberg é norte-americano, da Igreja Batista, possui um mestrado em artes na história da igreja, um mestrado em divindade e um doutorado em ministério. Seu companheiro Dillon Burroughs é também norte-americano, batista, formado em teologia. Na página 26, eles explicam o porquê da existência do mal na Terra:


             “Eva praticou quatro coisas que marcaram a entrada do pecado na raça humana: Ela viu que o fruto era atraente aos olhos; ela pegou o fruto; ela comeu o fruto; ela deu o fruto para Adão comer.”


            No vídeo anterior, com o título “Os cristãos e a existência do mal”, abordei sobre essa visão errônea dos cristãos acerca da existência do mal, das doenças e da morte. Nesse vídeo, com base na mesma passagem, apresentarei mais um absurdo da doutrina cristã. Veja bem que os dois teólogos cristãos norte-americanos protestantes escreveram que Eva foi a responsável pela entrada do pecado na raça humana. O erro dos cristãos primitivos foi criar doutrinas com apoio num relato lendário. A pergunta é: por que os dois cristãos escreveram que o pecado entrou na raça humana por meio de Eva? Por que a culpa exclusiva recai sobre a mulher? A resposta é muito fácil! Sempre tenho dito que, para entender a Bíblia, é fundamental conhecer os costumes das sociedades em que ela foi escrita. É assim com a Bíblia, é assim com os livros do português Luís Vaz de Camões, é assim com os livros do cearense José de Alencar, é assim com os livros de Machado de Assis e outros. Por exemplo, para alguém entender a Segunda Guerra Mundial, é preciso saber como estava a Alemanha antes de 1939, o início da guerra, nos aspectos econômico, social, racial, bélico etc. A Bíblia cristã, de Gênesis ao Apocalipse, foi escrita numa sociedade patriarcal. O que diabo é isso? Sociedade patriarcal é aquela em que o homem (o macho) se sobressai, em detrimento da mulher (a fêmea). O homem é o gostosão, o inteligente. Já a mulher é um ser inferior, um acessório, quase equiparada a um mero objeto. É por isso que a pobre mulher, na Bíblia, sofre mais do que sovaco de aleijado. É por isso também que, nas passagens bíblicas, os relatos são desfavoráveis à pobre mulher. Repito: os dois teólogos cristãos protestantes escreveram que Eva foi a responsável pela entrada do pecado na raça humana. De que parte do Novo Testamento, eles extraíram essa maluquice? Ora, foram buscar essa maluquice em 1 Timóteo, capítulo 2, versículo 14:


             “E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.”


              Nessa passagem, o apóstolo Paulo, que era extremamente machista, está afirmando que Adão, o homem, o macho, não foi iludido. Não foi iludido porque era muito inteligente. Já a mulher, Eva, foi facilmente enganada pela Serpente. Foi enganada porque era muito burra. No fundo, o deus hebreu é que enganou o Adão. A Serpente não enganou a Eva. Tudo o que a Serpente disse a Eva realmente ocorreu, mas isso é assunto para outro vídeo. É fácil ver que o apóstolo Paulo louva o homem, o macho. Só que Adão também comeu do fruto, ofertado por sua esposa lendária. Paulo era tão machista, situação comum naquela sociedade, que ele solta o grito em 1 Coríntios, capítulo 11, versículos 8 e 9:


              “8 Porque o homem não foi feito da mulher, e sim a mulher, do homem.
               9 Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher, por causa do homem.”



               Paulo recorre à lenda de Adão e Eva, que está em Gênesis. Naquela sociedade patriarcal, é óbvio que alguém iria escrever que o deus hebreu fez primeiramente o homem, o macho. Adão vivia cercado de animais no Jardim do Éden. E o deus hebreu percebeu que Adão estava muito triste, sozinho. E aí veio a ideia de fazer uma mulher, mas só para lhe fazer companhia porque, segundo a visão dos hebreus, mulher não serve para mais nada. É um mero acessório do homem. Por isso mesmo, o machista apóstolo Paulo diz que o homem não foi feito da mulher, mas a mulher é que foi feita do homem, e somente para lhe fazer companhia. No início, ela não estava nos planos do deus hebreu. O deus hebreu fez o homem, o macho, diretamente. Já a mulher foi feita a partir de uma costela do homem. Ou seja, se não houvesse o homem Adão, o deus hebreu jamais iria fazer uma mulher diretamente. A mulher é um acessório (costela) do homem Adão. É por isso que Paulo afirma que a mulher foi criada por causa do homem, do macho.
                Quando vejo uma mulher de hoje, moderna, lendo a Bíblia, tenho a convicção de que ela não está entendendo nada!

OS CRISTÃOS E A EXISTÊNCIA DO MAL




Eustáquio

                     
                       

                           O teólogo, psicanalista, escritor e ex-pastor protestante Rubem Alves, no livro “É uma pena não viver. Uma biografia de Rubem Alves”, de Gonçalo Junior, editora Planeta, 2015, na página 145, diz:


                   “A teologia cristã é um edifício construído sobre o absurdo.”



                E, na página 163, continua:



                    “Onde estava a minha inteligência? Tenho vergonha de haver acreditado no que acreditei. (...) Joguei minha vida inteira nas ideias doidas.”


                      Rubem Alves diz que a teologia cristã é construída sobre o absurdo. Nesse vídeo, mostrarei um dos absurdos do cristianismo. Pergunte a um cristão qualquer por que existe o mal na Terra, por que o sofrimento, por que as enfermidades, por que a morte? Com certeza, o cristão lhe dirá que esses males existem por causa do pecado praticado por Adão e Eva no Jardim do Éden.
                Estou aqui com o livro “Por que Deus permite o sofrimento e o mal”, escrito por John Ankerberg e Dillon Burroughs, editora Holy Bible, 2010. Ankerberg é norte-americano, da Igreja Batista, possui um mestrado em artes na história da igreja, um mestrado em divindade e um doutorado em ministério. Seu companheiro Dillon Burroughs é também norte-americano, batista, formado em teologia. Na página 26, eles explicam o porquê da existência do mal na Terra:


             “Eva praticou quatro coisas que marcaram a entrada do pecado na raça humana: Ela viu que o fruto era atraente aos olhos; ela pegou o fruto; ela comeu o fruto; ela deu o fruto para Adão comer.”


         
              Por favor, mais uma vez, peço encarecidamente que você, caro internauta, não ria porque seu riso atrapalha minha concentração aqui. Portanto, fique em silêncio. Antes de entrar no assunto, quero lhe fazer uma pergunta simples: você tem algum filho com paralisia infantil em sua casa, numa cadeira de rodas? Se sua resposta for “sim”, fique sabendo que, segundo a teologia cristã, seu filho se encontra nessa situação difícil porque Adão e Eva pecaram no início da humanidade. Você tem câncer? Se a resposta for também um “sim”, a teologia cristã explica que essa terrível doença está em seu corpo por causa do pecado cometido pelo casal Adão e Eva. Você teve algum filho assassinado quando voltava de madrugada do trabalho ou da faculdade? Se a resposta for um “sim”, entenda que essa desgraça ocorreu porque, segundo a teologia cristã, o casal Adão e Eva cometeram um pecado. A essa altura, com certeza, você já entendeu o recado do teólogo Rubem Alves, já falecido, ao afirmar que a teologia cristã é um edifício construído sobre o absurdo, não é mesmo? E bote absurdo nisso! Veja a seguinte situação: o médico brasileiro Roger Abdelmassih foi condenado a mais de 100 anos por ter praticado vários estupros com suas pacientes. Imagine a expedição de mandados de prisão contra os filhos de Roger. Os filhos diriam assim: “Por que nós iremos presos, já que não tivemos participação alguma nas ações praticadas por nosso pai?” E a maluca resposta cristã seria: “Vocês vão presos porque são filhos dele, são seus descendentes, por isso, a punição é estendida para vocês!” Isto é, a mesma maluquice cristã criada a partir da lenda de Adão e Eva.
                    Em primeiro lugar, Adão e Eva nunca existiram. Isso é uma lenda! E toda a narrativa está repleta de erros e ingenuidades. O próprio Papa Francisco sabe que Adão e Eva nunca existiram. Sabe que o relato é fantasioso e infantil. Ele sabe, mas não espalha. Sobre esse relato bíblico lendário, os cristãos primitivos criaram uma doutrina completamente maluca, sem juízo, a saber, a doutrina do pecado original, oriundo de Adão e Eva. Veja essa maluquice no livro de Romanos, capítulo 5, versículo 12:


                “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.”



                   Nessa passagem bíblica, o apóstolo Paulo diz que Adão cometeu um pecado e, em consequência, surgiu a morte que foi estendida para todas as pessoas (velhos, mulheres, deficientes mentais, fetos, crianças, deficientes físicos etc.) Mais uma vez, com certeza, você, que está assistindo a esse vídeo nesse momento, entendeu facilmente por que o teólogo Rubem Alves afirmou que a teologia cristã é um edifício construído sobre o absurdo, não é mesmo? E bote absurdo nisso!
                    Por que está registrado na Bíblia que o pecado cometido pelo casal Adão e Eva foi a causa do surgimento do mal na Terra e estendido para todas as pessoas? Simplesmente porque a visão de justiça daquela época era extremamente errônea, equivocada. Em sua ignorância, os escritores bíblicos achavam justo os filhos pagarem pelos pecados de seus pais, o que é, na verdade, uma verdadeira aberração. Segundo a visão míope dos cristãos, se Adão e Eva pecaram, então o mal entrou na Terra e foi estendido a todas as pessoas que viessem a surgir. Isto é, na lenda bíblica, os descendentes de Adão e Eva pagando injustamente pelo pecado cometido por seus pais. Percebeu a ignorância bíblica? E essa injustiça está em toda a Bíblia. Mais um exemplo: no livro de Êxodo, capítulo 20, estão os 10 mandamentos do deus hebreu, que não são 10. No versículo 5, está escrito:


          “(...) Eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem.”


                Quem escreveu essa passagem bíblica não foi um homem chamado Moisés. Isso é apenas uma convenção. E quem escreveu tinha uma visão errônea de justiça porque está punindo os filhos em razão das iniquidades praticadas pelos pais. É a mesma injustiça no caso da lenda de Adão e Eva. Punindo a humanidade, cada pessoa, por causa do pecado cometido por Adão e Eva. Uma profunda injustiça, que não existe hoje em países civilizados. No Brasil, por exemplo, só sofre uma punição penal quem pratica o crime. Por exemplo, se um pai comete um homicídio, somente ele sofrerá a punição. Seus filhos vivos ou que ainda nascerão não sofrerão punição alguma porque nada fizeram, não têm responsabilidade alguma pelo que seu pai fez. Percebeu o atraso presente na Bíblia? É preciso entender que a Bíblia é um conjunto de livros muito antigo, razão por que está repleta de profundas injustiças. É um erro invocá-la para os dias de hoje.
             
             E os dois cristãos protestantes, autores do livro em exame, escreveram que a lendária Eva foi a principal responsável pela entrada do pecado no mundo. Eles escreveram essa bobagem porque, no mundo da Bíblia, um mundo patriarcal, somente para o macho, a mulher era considerada quase um mero objeto, uma coisa, e nada mais. Na Bíblia, a mulher sofre mais do que sovaco de aleijado. Quem criou essa lenda, colocou Eva comendo do fruto e, depois, levando seu esposo Adão a comer também.
              Entendeu agora por que a teologia cristã é fundada sobre o absurdo? É um absurdo estender uma punição aos filhos em razão de ações praticadas por seus pais. É um absurdo, uma irracionalidade, uma desumanidade, alguém dizer a uma mãe, cujo filho é tetraplégico ou cego, que ele está assim por que Adão e Eva pecaram no Jardim do Éden. 
              Na verdade, o mal, as doenças e a morte existem no planeta Terra simplesmente porque somos seres vivos. O mal, as enfermidades e a morte não são exclusivos do homem. Fazem-se presentes nos animais irracionais e até nas plantas, que não praticam pecados. Uma amiga minha de Fortaleza chamada Eva possui uma cachorrinha de nome Keite. A cadela está morrendo, com câncer. Ela está com câncer, não por que Adão e Eva cometeram um pecado, mas por que é um ser vivo. E assim também o homem.
               Entendeu agora por que o teólogo Rubem Alves afirmava que a teologia cristã está fundada num edifício de absurdos?

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

CONSIDERAÇÕES SOBRE A FÉ CRISTÃ



                                                                                                              Eustáquio


                Em meu vídeo de ontem, com o título “Jesus e a novela da Rede Globo”, recebi inúmeros comentários. Resolvi fazer esse vídeo para apresentar 3, em razão do teor ali contido. São os comentários feitos por Valentim A. Martins, que mora atualmente em Portugal, Edson Martins e Kennedy Litaiff. O Kennedy possui um canal no “You Tube” simplesmente fantástico, com o título “O Mago do Realismo”.
                 O Valentim Martins escreve assim:


              “Meu caro amigo, sim. Estou em terra de Camões. De Camões, de Bocage, de Eça de Queiroz e tantos outros. Que pensariam eles hoje de Portugal? Dessa infâmia e desse embuste que é Fátima, chamada o Altar do Mundo? Neste país onde se benze, com água venta e fumo de alecrim queimado, cavalos, cães, caixas de multibanco, como se benze pessoas? Neste país de beatos e beatas que, dentro da igreja louvam a deus, mas logo que põem o pé fora da porta da igreja, cospem na cara da pessoa ao lado. Há lá gente mais hipócrita e desordeira, trapaceira e mal educada que os beatos e beatas? Fique bem. Forte abraço.”

               Já o Kennedy Litaiff assim se manifesta:

            “O casamento é a união de duas pessoas solitárias tentando ser solidárias. Essa concessão dada por ambos é a base inicial do mesmo, mas, no decorrer do tempo circunstâncias irão minar tal pacto familiar, tornando-o um fardo pesado demais sobre os ombros do casal. A religião querer impor normas e leis sobre tais situações íntimas é tão invasiva quanto ditatorial. Essa maneira de agir é costumeira e escravagista.
            O conhecimento é o cemitério dos deuses, e Holywwod a ressurreição! Abraços!”



             E diz o Edson Martins:



         “Os cristãos ainda dizem que a bíblia é um livro atual. Quanta ignorância! O medo os deixa cegos, são os famosos tementes à deus. Por outro ângulo, veja como "deus" uni as pessoas. Ora, fora a igreja católica, temos o lado evangélico com mais de 30 mil denominações, todos elas brigando entre si, cada uma diz que é a certa, e as outras, não. Vivem metendo o pau um no outro, fofocando, e não se unem nunca. Vide: Edir Maiscedo, Silas Malacraia, Valdomijo Santiago, RR suado e outros tantos. Casamento é uma convenção, invenção humana. Deus algum une alguém, deus algum separa alguém. Deixo aqui a minha frase: " Igrejas são lugares onde as pessoas se reúnem para compartilhar ignorância ". Religião para a maioria é como uma doença sem cura, a pessoa tem que tomar o remédio todos os dias para sobreviver. No caso, a receita é: " Uma dose de culto, de 12 em 12 horas. Caso não não ache o culto pode substituir por missa, o princípio ativo é o mesmo. Abraço e parabéns”



                   Deixo aqui registrados meus agradecimentos aos 3: Valentim Martins, Kennedy Litaiff e Edson Martins. Enfim, a todos que comentaram naquele vídeo. Meu canal é 100% democrático. Jamais apago comentários por piores que sejam. Assim, você, que está assistindo a essa vídeo, caso queira fazer algum comentário em minha página, sinta-se livre para o fazer. E, se você abandonou sua crença religiosa e quiser narrar essa trajetória, sinta-se à vontade. E, se permitir, transformá-la-ei em vídeo.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

JESUS E A NOVELA DA GLOBO




                                                                                                              Eustáquio


                 
                 O teólogo, psicanalista, escritor e ex-pastor protestante Rubem Alves, no livro “É uma pena não viver. Uma biografia de Rubem Alves”, de Gonçalo Junior, editora Planeta, 2015, na página 163, afirmou:



                    “Onde estava a minha inteligência? Tenho vergonha de haver acreditado no que acreditei. (...) Joguei minha vida inteira nas ideias doidas.”



                Rubem Alves reconhece que sua inteligência, sua capacidade intelectual, o abandonou a partir do momento em que se tornou um cristão. Ele mesmo afirma que as ideias cristãs são ideias doidas, completamente irracionais e notavelmente desumanas. Ele se arrependeu amargamente de ter acreditado na religião.
             Quando eu afirmo que a doutrina cristã é sem cérebro, exageradamente irracional, pode ser que alguns cristãos pensem que os odeio, ou coisa assim. De minha parte, não há ódio algum. Essa afirmação minha é decorrente de uma análise profunda nessa religião, já que é a dominante no Brasil. Lamentavelmente, os cristãos que frequentam igrejas desconhecem essa doutrina que está tão clara principalmente nos 4 evangelhos do Novo Testamento. O teólogo Rubem Alves, profundo conhecedor do cristianismo, abandonou essa religião, afirmando, entre outras coisas, que a doutrina cristã foi fundada sobre um edifício de absurdos. E uma novela nova da Rede Globo de Televisão, de forma indireta, mostra um dos absurdos do cristianismo.
                    No evangelho de Marcos, capítulo 10, versículos 11 e 12, está escrito:



                  “11 E ele lhes disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela.
                   12 E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério.”



                      Nessa passagem bíblica, Jesus diz aos discípulos que um casal deve se manter unido até à morte porque o que Deus ajuntou o homem não pode separar. Para ser mais claro, Jesus prega o casamento indissolúvel. Eis, aqui, mais uma aberração da doutrina cristã. Por essa e por outras, é que o teólogo Rubem Alves gritou:



                       “Onde estava a minha inteligência? Tenho vergonha de haver acreditado no que acreditei. (...) Joguei minha vida inteira nas ideias doidas.”



                      Hoje, em meu apartamento, à tarde, estava assistindo ao capítulo de hoje da novela “Éramos seis”. Trata-se de uma novela de época, e isso me atrai por mostrar um pedaço da história do Brasil. A novela é exibida no final da tarde, só que eu sou assinante da “Globoplay”, razão pela qual assisto antes. Pois bem! No capítulo de hoje, os personagens Argemiro de Almeida e Clotilde se encontram novamente. São namorados. O Argemiro tem um problema gravíssimo para revelar à sua namorada, mas está com bastante medo de perdê-la, após a revelação. E que problema é esse? Ora, ele já foi casado e, há muito tempo, está separado da esposa. Porém, por força da lei, continua casado até à morte, já que naquela época não havia o divórcio. O pobre do Argemiro está sofrendo muito, há vários dias não dorme por causa dessa situação. No capítulo de hoje, diante de sua amada Clotilde, ele tocou de leve no assunto, sem dizer que era o caso dele, só para ver a reação dela. E ela disse que era a favor do casamento eterno porque o que Deus uniu o homem não pode separar. O Argemiro ficou muito triste diante do ponto de vista cristão de Clotilde.
                     Pois bem! O Jesus das narrativas lendárias do Novo Testamento pregava a união matrimonial indissolúvel. O casamento até à morte, com a morte de um dos cônjuges. Ora, essa exigência é uma aberração terrível. É por isso que se diz que a doutrina cristã é contra a felicidade das pessoas. Ora, exigir que um casal permaneça unido até à morte é assinar um atestado de ignorância acerca da natureza humana. Quando duas pessoas se casam, é óbvio, desejam viver juntos até à hora de vestir o paletó de madeira. Só que a relação conjugal não é uma proposição matemática, não é, por exemplo, 2 mais 2= 4. Uma coisa é a fase de namoro. Coisa bem diferente é a vida a dois, sob o mesmo teto. É muito comum casais se separarem pelos mais variados motivos: incompatibilidade de gênios, dificuldades financeiras, insatisfação sexual, agressões verbais e físicas etc. Narro um caso real aqui. Quando eu morava na cidade do Gama, aqui mesmo, no Distrito Federal, minha vizinha chamada Lúcia, todos os dias, era espancada pelo marido. Numa madrugada, ouvi seus gritos de dor, e liguei para a polícia. Ela abriu a porta, e o marido foi levado preso. Depois, continuou apanhando em silêncio, com medo de que eu chamasse novamente a polícia. Já pensou que absurdo exigir que essa pobre esposa aguente o miserável do marido até que a morte os separe? Uma monstruosidade, não é mesmo? Não deu outra: de tanto apanhar, Lúcia saiu de casa, sem que ele soubesse, e pediu o divórcio. Hoje, ela está feliz em Fortaleza, ao lado de um homem que a ama. Ela merece ser feliz, não é mesmo? E são tantos os casos. Um amigo meu bastante rico se divorciou da esposa porque ela não gostava de fazer sexo. Além disso, ela vivia dentro de casa só reclamando da vida que levava, e era uma vida de luxo. Que esposo aguenta uma vida assim? Ele tem o direito de ser feliz, não é mesmo? Divorciou-se, e hoje vive muito feliz ao lado de outra mulher que o ama. Percebeu como é uma monstruosidade decretar que um casal é obrigado a viver junto até que a morte os separe? Quem cria uma lei maluca dessa desconhece totalmente a natureza humana.
              Na novela da Globo, o pobre Argemiro de Almeida está sofrendo demais porque, em sua época, não havia o divórcio. O medo dele é que sua querida namorada Clotilde o deixe, após saber que ele é um homem casado para sempre.
                   E, lamentavelmente, um universo de cristãos que frequentam igrejas nem percebem que estão contrariando a ordem absurda de Jesus. Todos os casais divorciados que eu conheço, todos, são cristãos, e muitos frequentam igrejas.

AUGUSTO CURY E A RELIGIÃO




                                                                                                              Eustáquio



                  Em mais uma obra fantástica (O Mestre Inesquecível), editora Sextante, 2006, na página 55, o psiquiatra Augusto Cury escreve:



                  “Antigamente, muitos psiquiatras, inclusive eu, achavam que ter uma religião era um sinal de fragilidade intelectual. Hoje, sabemos que pode ser sinal de grandeza intelectual, emocional e espiritual.”



                  Augusto Cury diz que ter uma religião pode ser sinal de grandeza intelectual. Essa afirmação só não é totalmente catastrófica porque Cury diz que “pode ser”, e não “é” um sinal de grandeza intelectual. Em oposição a Cury, trago aqui as palavras do Edson Martins, um internauta brasileiro:



               “Que me desculpem os que tem fé religiosa, mas os enxergo como verdadeiros "débeis mentais"”



                Ora, Augusto Cury afirma que ter uma religião pode ser um sinal de grandeza intelectual. Edson Martins diz o contrário: ter uma religião é um sinal de fragilidade intelectual. Qual dos dois está certo? Sem dúvida alguma, o Edson Martins. E vamos mostrar algumas provas.

               A observação feita pelo Edson não é coisa nova. Sigmund Freud (1856 – 1939), o Pai da Psicanálise, judeu e ateu, há quase um século, já afirmava tal coisa. Em seu livro “O futuro de uma ilusão”, editora Pallotti, 2010, na página 110, acerca da religião, ele diz:



              “(...) ela contém um sistema de ilusões de desejo com recusa da realidade como apenas encontramos isolado na amência, uma confusão alucinatória radiante.”




               Assim, o homem religioso vive uma ilusão, recusa-se a ver a realidade e tem comportamento semelhante ao de uma pessoa com amência, demência. Veja que essa afirmação de Freud está em consonância com a de Edson Martins. Edson equipara o homem religioso a um débil mental, pessoa que não faz uso de sua capacidade intelectual. Freud, também. E veja o que diz o doutor em teologia, psicanalista e escritor Rubem Alves, em uma de suas palestras, referindo-se ao filósofo alemão Friedrich Nietzsche:
             Como você acabou de ouvir, Nietzsche afirmava que a inteligência do homem religioso sofre uma paralisação a partir do momento em que entra no terreno da religião, da crença religiosa. O Augusto Cury, em seu livro, aborda a religião cristã, o cristianismo. Estou analisando algumas passagens do último livro de Cury, e, com este, são 62 vídeos. Ora, o cristianismo é mais uma religião irracional e extremamente absurda. O próprio teólogo e ex-pastor protestante Rubem Alves fez afirmação semelhante no livro “É uma pena não viver. Uma biografia de Rubem Alves”, de Gonçalo Junior, editora Planeta, 2015, na página 163:


                    “Onde estava a minha inteligência? Tenho vergonha de haver acreditado no que acreditei. (...) Joguei minha vida inteira nas ideias doidas.”



                Rubem Alves reconhece que sua inteligência, sua capacidade intelectual, o abandonou a partir do momento em que se tornou um cristão. Ele mesmo afirma que as ideias cristãs são ideias doidas, completamente irracionais e notavelmente desumanas. Ele se arrependeu amargamente de ter acreditado na religião. E assim um universo de pessoas. O teólogo e pedagogo Fábio de Oliveira Lima, que possui um canal muito bom no “You Tube” com o título “Fábio de Oliveira”, é outro exemplo. Foi convidado por uma irmã de sangue a frequentar uma igreja evangélica. Quem tem uma irmã assim, não precisa de inimigos. Permaneceu durante 17 anos, acreditando na doutrina cristã. Isto é, Fábio perdeu sua inteligência durante longos anos. Saiu da religião, recuperando sua capacidade intelectual.
                   Na verdade, ter uma religião é sinal de fraqueza intelectual, de ausência de raciocínio. Religião é mera crendice, e nada mais. Quando uma pessoa busca uma religião, uma igreja qualquer, não age conduzida pela inteligência, mas por sua fragilidade emocional. Às vezes, está passando por um momento difícil, a perda de um ente querido, uma doença terrível, problemas amorosos e financeiros. E aí, convidada por outrem, passa a fazer parte do corpo de membros de uma organização religiosa. É a fragilidade intelectual que conduz uma pessoa a uma determinada religião, e não a inteligência.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

AUGUSTO CURY E OS MAIORES ATEUS DA TERRA





                                                                                                              Eustáquio

            
                 Em seu fantástico livro “O Mestre Inesquecível”, editora Sextante, 2006, o psiquiatra Augusto Cury, na página 156, entre outras coisas, escreve o seguinte:


                 “Se Nietzsche, Karl Marx e Jean-Paul Sartre tivessem tido a oportunidade de analisar a personalidade de Jesus e a sua atuação nos bastidores da mente dos discípulos, como eu fiz, provavelmente não figurariam entre os maiores ateus que pisaram nesta terra.”



                 Augusto Cury diz que, se o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, o economista e filósofo prussiano Karl Marx e o filósofo francês Jean-Paul Sartre tivessem tido a oportunidade de analisar a personalidade de Jesus e sua atuação na mente dos discípulos, eles jamais teriam sido ateus. Se tivessem realmente estudado a fundo a personalidade de Jesus, os três teriam sido cristãos fervorosos. O próprio Cury diz que era um dos maiores ateus da Terra porque não conhecia a personalidade de Jesus. Já que agora a conhece, abandonou o ateísmo.
               Sem dúvida alguma, Nietzsche, Karl Marx e Jean-Paul Sartre conheciam muito mais, não a personalidade de Jesus, mas as personalidades atribuídas a Jesus nos 4 evangelhos, do que o Augusto Cury. Nietzsche, principalmente, escreveu livros, analisando o Jesus dos evangelhos, destacando-se o livro “O anticristo”, lançado em 1895.
              E aproveito a oportunidade para colocar uma afirmação de Nietzsche trazida pelo teólogo, psicanalista e escritor brasileiro Rubem Alves, durante uma palestra num auditório. Como você acabou de ouvir, Nietzsche dizia que “basta falar o nome de Deus para as pessoas terem sua inteligência paralisada”. Isso explica a afirmação de Augusto Cury exposta no início do vídeo.

AUGUSTO CURY E O EVANGELHO DE MATEUS





                                                                                                              Eustáquio

            
                 Em seu fantástico livro “O Mestre Inesquecível”, editora Sextante, 2006, o psiquiatra Augusto Cury, na página 149, entre outras coisas, escreve o seguinte:



                 “Mateus, o evangelista, primeiro publicano transformado em apóstolo, escreveu um dos evangelhos. (...) Jesus já havia partido há mais de 20 anos, mas as suas palavras e parábolas ficaram alojadas na memória de Mateus. Escreveu seu evangelho em hebraico.”



                Há mais de 30 anos que estudo sobre a Bíblia. Despertei-me para isso porque, ainda criança, já suspeitava de que tudo não passava de fantasias. Estudiosos sérios da Bíblia sabem muito bem que os 4 evangelhos que estão no Novo Testamento não foram escritos pelas pessoas grafadas neles. Isto é, o evangelho de Mateus não foi escrito por uma pessoa chamada “Mateus”, e muito menos pelo Mateus coletor de impostos. E assim também os outros evangelhos. Naquela época, era muito comum pessoas anônimas escreverem textos, atribuindo-os a outras pessoas famosas no seio da sociedade. E a Bíblia está lotada desse costume. Outro exemplo: não foi o lendário Moisés que escreveu os 5 primeiros livros do Velho Testamento, que não é velho para os judeus.
              Augusto Cury afirma que Mateus, o coletor de impostos, escreveu um evangelho. Não, não foi aquele Mateus. E Cury ainda afirma que Mateus guardou em sua memória as palavras e parábolas de Jesus, colocando-as em seu evangelho. Não, isso não é verdade. Ao contrário. Os 4 evangelhos foram escritos por pessoas que nunca viram a Jesus, que nunca conversaram com Jesus, que nunca andaram com Jesus. É consenso entre os estudiosos sérios que o primeiro evangelho a ser escrito foi o de Marcos, entre 35 e 40 anos após a morte de Jesus. O de Mateus só foi escrito muito tempo depois. E Cury afirma que Mateus escreveu seu evangelho em hebraico. Não! Os 4 evangelhos, como também os demais textos do Novo Testamento, foram escritos originariamente em grego, por pessoas que conheciam profundamente a língua grega.
                O que afirmo aqui é do conhecimento até do papa Francisco, até dos homens que todos os dias servem o café da manhã no aposento papal.