sexta-feira, 13 de novembro de 2015

SIGMUND FREUD E A ILUSÃO RELIGIOSA ( IX )

SIGMUND FREUD E A ILUSÃO RELIGIOSA  (IX)


Eustáquio
13/11/2015 

Caro leitor, 
Este é o 9º artigo de uma série em que analiso alguns trechos do livro “O futuro de uma ilusão”, de autoria do austríaco judeu Sigmund Freud (1856 – 1939), o Pai da Psicanálise.
A ilusão que consta do título é a religião. Freud foi o pioneiro em estudar a mente (psique) humana, daí ser chamado o Pai da Psicanálise. Já que Freud estudava a mente humana, estudou também a religião e os deuses porque a mente humana cria esses elementos. Assim, Freud escreveu muito sobre o fenômeno religioso. Seus principais livros acerca de religião são: “O futuro de uma ilusão” (1927), “O mal-estar na cultura” (1921) e “Moisés e o monoteísmo” (1930).
Repito! Estou analisando alguns trechos do primeiro livro, ou seja, “O futuro de uma ilusão”. Na página 110 , Freud, entre outras coisas, escreve:

“Se, por um lado, a religião produz restrições obsessivas apenas comparáveis às da neurose obsessiva individual, por outro, ela contém um sistema de ilusões de desejo com recusa da realidade como apenas encontramos isolado na amência, uma confusão alucinatória radiante.”

Você, caro leitor, entendeu o que diz acima o mestre Sigmund Freud? Em termos mais simples, Freud diz que a religião é um sistema de ilusões que beira à demência, caindo assim numa confusão alucinatória radiante. E diz também que a religião, já que é uma ilusão, recusa a realidade. E o que Freud diz acima é a mais pura e cristalina verdade. E é fácil provar que Freud tem toda razão.
Veja, caro leitor, o que o homem religioso é capaz de fazer por força de sua crença religiosa. Em sua quase totalidade, as religiões são sacrificiais, ou seja, o homem religioso, ao longo da história da humanidade, matou animais irracionais e seres humanos para oferecê-los aos deuses, o que beira à demência. Como é possível uma pessoa imaginar que existem divindades “espirituais” que adoram ver um espetáculo tão deprimente e hediondo, em que a pessoa sangra um animal irracional ou um ser humano. Como uma entidade “espiritual” pode ficar feliz e contente diante de tamanha crueldade e inutilidade? Percebeu, leitor, como o homem religioso cria um sistema de ilusões e vive preso a ele?
E as ilusões religiosas variam de acordo com as religiões. Hoje, temos, no mínimo, 10 (dez) mil religiões. Cada uma diferente das outras. Muitas ilusões, não é mesmo? Há religiosos que colocam explosivos no corpo, acionando-os em lugares públicos a fim de matar inúmeras pessoas inocentes. E o pior é que colocam na cabeça que, com esse ato terrorista e hediondo, ganharão prêmios da entidade “espiritual” quando chegarem ao “céu”. Percebeu, leitor, o estado de demência do homem religioso a que se refere o médico neurologista e psicanalista Sigmund Freud? Ou seja, o homem religioso cria um sistema de ilusões, fugindo da realidade.
Cada homem religioso vê sua religião como a verdadeira. Vê seu deus como o verdadeiro (monoteístas), ou seus deuses como os verdadeiros (politeístas). Os cristãos, por exemplo, dizem que só irão para o “céu” aqueles que aceitarem a Jesus Cristo como seu salvador pessoal. Os demais irão para o “inferno”. Só que existem 27 mil denominações cristãs diferentes em todo o planeta Terra. Cada igreja cristã é diferente das outras igrejas cristãs. Por exemplo, os adventistas do sétimo dia pregam que só eles irão para o “céu” porque não trabalham no dia de sábado. Já os cristãos da assembléia de Deus dizem também que só eles irão para o “céu” mesmo trabalhando no dia de sábado. Já os cristãos católicos apostólicos romanos dizem também que só eles irão para o “céu”. Como se vê, já que cada igreja cristã elimina a outra, nessa ilusão, ninguém alcançará o “céu”. Percebeu, leitor, como a religião conduz o seu humano a um estado de demência? E ele não percebe porque está inserido nesse sistema de ilusões. Esse estado de demência do homem religioso pode ser comparado ao estado em que se encontra um adolescente perdidamente apaixonado por uma pessoa com péssimos predicados. Quando uma mãe vê seu filho apaixonado por uma jovem, por exemplo, atolada em drogas, fica preocupada. Ela dá conselhos ao filho para que deixe aquela garota que só vai trazer problemas para ele. Porém, o filho não escuta a mãe porque está cego pela paixão. Todos veem que aquela garota é um problema, menos o jovem. E por quê? Porque está apaixonado. Ou seja, a paixão o impede de ver o que pessoas não apaixonadas veem. 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

SIGMUND FREUD E A ILUSÃO RELIGIOSA ( VIII )

SIGMUND FREUD E A ILUSÃO RELIGIOSA (VIII) Eustáquio 12/11/2015 Caro leitor, Este é o 8º artigo de uma série em que analiso alguns trechos do livro “O futuro de uma ilusão”, de autoria do austríaco judeu Sigmund Freud (1856 – 1939), o Pai da Psicanálise. A ilusão que consta do título é a religião. Freud foi o pioneiro em estudar a mente (psique) humana, daí ser chamado o Pai da Psicanálise. Já que Freud estudava a mente humana, estudou também a religião e os deuses porque a mente humana cria esses elementos. Assim, Freud escreveu muito sobre o fenômeno religioso. Seus principais livros acerca de religião são: “O futuro de uma ilusão” (1927), “O mal-estar na cultura” (1921) e “Moisés e o monoteísmo” (1930). Repito! Estou analisando alguns trechos do primeiro livro, ou seja, “O futuro de uma ilusão”. Na página 98 , Freud, entre outras coisas, escreve: “É duvidoso que na época do domínio absoluto das doutrinas religiosas os homens tenham sido em geral mais felizes do que hoje; mais morais certamente não eram.” Você, leitor, entendeu a verdade acima dita pelo mestre Sigmund Freud, não é mesmo? E olhe que ele escreveu isso em 1927, portanto, há 88 anos. O que diz acima o psicanalista Freud? Ora, ele está dizendo, em termos mais simples, que não é verdade afirmar que, no mundo antigo, quando a religião tinha o poder absoluto, as pessoas eram mais felizes, honestas, íntegras, portadoras de uma moral elevada. Ora, é muito comum, caro leitor, religiosos dizerem que quem acredita em um deus ou em vários deuses é uma pessoa mais feliz, mais honesta, mais íntegra que um ateu. A gente vê essa mentira deslavada em livros religiosos, em programas evangélicos, por meio de apresentadores de programas de televisão (Datena e outros). Em vários vídeos e artigos meus acerca de religião, mostro, por exemplo, o discurso falso do espírita Allan Kardec quando ele, entre outras coisas, diz que os incrédulos (ateus) estão a um passo do suicídio e que são pessoas que sofrem de frouxidão moral, ou seja, que os ateus, por não acreditarem em Deus, se sentem livres para praticar os piores crimes. Que discurso mentiroso, não é mesmo, leitor? Freud, que estudou profundamente a psique (mente) humana, sabe muito bem que essa propaganda religiosa é falsa. E, para alguém concordar com o mestre austríaco judeu, nem é preciso estudar psicologia e psicanálise. Basta ler um pouco sobre a história do homem na face da Terra. A história da civilização nos mostra, clara e irrefutavelmente, que o homem antigo, mergulhado na ignorância e na religião, não era mais feliz, mais honesto, mais íntegro, com moral mais elevada que o homem de hoje. Ora, caro leitor, no mundo antigo, marcado por profunda ignorância, a religião reinava. Tudo era explicado à luz da religião. O homem antigo vivia religião, respirava religião, durante 24 horas por dia. E o que esse homem religioso fazia? Ora, a resposta é fácil e está registrada nos livros de história. O homem antigo, apesar de acreditar em deuses, praticava as piores barbaridades: homicídios, intolerância religiosa, estupros, roubos etc. Ou seja, a crença extrema em deuses não serviu como um freio à maldade humana. Quando a religião tinha poder absoluto, ou seja, quando ela ditava as regras, o mundo era muito pior. E a história prova essa verdade. Veja, leitor, como exemplo, a história do Brasil, país em que moramos. Os portugueses chegaram aqui, em abril de 1500. Eles viram os índios, com suas religiões, deuses, ritos e rituais. Como os portugueses eram cristãos católicos em geral, trouxeram para cá sua religião, a cristã católica. A partir daí, ninguém tinha liberdade de crença. Veja, leitor, o que está escrito na primeira Constituição do Brasil, de 1824. Logo no início está escrito que ninguém deveria professar sua fé religiosa em público, a não ser somente os cristãos católicos. Somente os cristãos católicos poderiam, por exemplo, abrir templos, igrejas. Quem não era cristão católico deveria ficar calado, em sua casa e ponto final. Percebeu, leitor, a maldade? Nessa época, a religião dominava, dava as cartas. Tinha o poder absoluto. E veja a intolerância religiosa! Entendeu, leitor, como Sigmund Freud tem razão quando diz que, num mundo comandado pelas religiões, nem tudo são flores? Quando o cristianismo, por exemplo, tinha força e poder, veja o que os cristãos faziam. Veja a história da Igreja Católica Apostólica Romana. Ela não permitia a liberdade de crença. Veja também a desgraça que os cristãos protestantes também faziam. E tudo isso num mundo em que a religião dominava. Entendeu, leitor, como Freud tem razão? Hoje, ano 2015, o Brasil não é mais um país dominado pela religião. É um país laico. E hoje existe liberdade de crença religiosa garantida pela Constituição federal, o que não havia na época em que era um país cristão católico, comandado pela religião. Freud tinha razão!

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

SIGMUND FREUD E A ILUSÃO RELIGIOSA ( VII )

SIGMUND FREUD E A ILUSÃO RELIGIOSA (VII)

Eustáquio 11/11/2015

Caro leitor, Este é o 7º artigo de uma série em que analiso alguns trechos do livro “O futuro de uma ilusão”, de autoria do austríaco judeu Sigmund Freud (1856 – 1939), o Pai da Psicanálise. A ilusão que consta do título é a religião. Freud foi o pioneiro em estudar a mente (psique) humana, daí ser chamado o Pai da Psicanálise. Já que Freud estudava a mente humana, estudou também a religião e os deuses porque a mente humana cria esses elementos. Assim, Freud escreveu muito sobre o fenômeno religioso. Seus principais livros acerca de religião são: “O futuro de uma ilusão” (1927), “O mal-estar na cultura” (1921) e “Moisés e o monoteísmo” (1930). Repito! Estou analisando alguns trechos do primeiro livro, ou seja, “O futuro de uma ilusão”. Na página 88 , Freud, entre outras coisas, escreve:
“Nenhum homem racional se comportará tão levianamente em outros assuntos, nem se contentará com fundamentações tão miseráveis para seus juízos, para sua tomada de partido; ele se permite isso apenas em relação às coisas mais elevadas e mais sagradas. Na verdade, são apenas esforços para criar a ilusão, diante de si mesmo e dos outros, de que ainda se acredita na religião quando há muito já se está desligado dela.”
Você, caro leitor, entendeu o recado acima do mestre Sigmund Freud? Em poucas palavras, Freud diz que o homem, quando está atolado numa crença religiosa, perde momentaneamente o raciocínio, a razão. E eis mais uma verdade que pode ser comprovada por milhares de provas. Veja, caro leitor, por exemplo, um homem qualquer inteligente e com formação educacional superior (universidade). Esse homem estudado, que lê diariamente livros, revistas e jornais, antes de acreditar em alguma coisa, passa por um processo de raciocínio, de análise. Apenas após analisar com cuidado cada caso, é que ele vai aceitar algo como verdadeiro. Talvez você, caro leitor, seja uma pessoa assim, inteligente, estudiosa e com formação universitária. Se, por exemplo, o seu vizinho for a sua casa, hoje, pela manhã, afirmando-lhe que o jumento do tio dele deu “bom-dia” para seu dono, você, leitor, vai rir bastante dessa grande mentira. Você vai rir porque sabe que jumento não fala, não usa a língua portuguesa (nem qualquer outra) para se comunicar. Porém, caro leitor, se você for um cristão, apesar do absurdo, vai acreditar que o jumento é capaz de falar porque essa aberração está escrita na Bíblia. Apenas porque está escrito na Bíblia que um jumento falou, isso já é o suficiente para uma pessoa acreditar. Entendeu agora, leitor, o que Freud diz? Ora, ele diz que nenhum homem racional aceitará fundamentações ingênuas e miseráveis acerca de qualquer coisa. Porém, quando esse homem racional se acha no mundo da crença religiosa, passa a aceitar essas fundamentações ingênuas e miseráveis. Ou seja, fora da religião, o homem tem um comportamento racional que preza pela razão, pelo raciocínio, pela análise; dentro da religião, o homem perde a razão, o raciocínio, a análise. Entendeu agora, leitor, a mensagem verdadeira de Sigmund Freud? Deixe-me, leitor, dar-lhe mais um exemplo. Os cristãos brasileiros, com razão, ficam revoltados e tristes com a situação de milhares de cristãos que moram no Oriente Médio (terra da Bíblia) e que são perseguidos, expulsos e mortos por religiosos radicais islâmicos integrantes do Estado Islâmico (EI). Por que esses cristãos estão passando por esse sofrimento? Ora, porque o Estado Islâmico quer obrigá-los a mudar de religião, a deixar de adorar o Deus Javé para adorar o Deus Alá. Pois bem! Como já disse, os cristãos brasileiros, com razão, acham um absurdo alguém matar seres humanos (cristãos) apenas porque têm uma crença diferente. Essa conclusão dos cristãos brasileiros é racional. Porém, os cristãos brasileiros perdem essa racionalidade quando não veem o mesmo absurdo contido na Bíblia. Ora, se os integrantes do Estado Islâmico são terríveis por matarem pessoas (cristãos) que têm outro credo, o lendário Moisés bíblico também foi terrível por mandar matar milhares de hebreus apenas porque estavam adorando outro deus. Moisés e os integrantes do Estado Islâmico praticaram a mesma maldade pelo mesmo motivo. Só que os cristãos não veem a maldade de Moisés por causa da crença religiosa que não permite que eles raciocinem. Como afirma Freud, no mundo normal, nenhum homem racional aceita fundamentações levianas, ingênuas e miseráveis. Já no mundo da religião, o homem perde sua racionalidade e passa a delirar na ilusão religiosa.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

CRISTÃO ANDRE ALBENEIR NÃO CONHECE A BÍBLIA

CRISTÃO ANDRÉ ALBENEIR NÃO CONHECE A BÍBLIA Eustáquio 10/11/2015 Caro André Albeneir dos Santos Mello, No vídeo intitulado “Ateu prova: a Bíblia vem do politeísmo da Suméria”, que circula pelo “You Tube”, você, caro André, escreveu um comentário endereçado a mim, ateu, e ao cristão Weydson Lins. Nesse comentário, você afirma que eu estou errado ao interpretar o mandamento “Não desejarás a mulher do próximo”. Entre outras coisas, você diz que não está escrito na Bíblia que o homem casado podia trair sua esposa. Você diz que eu sou o “Satanás” mentindo sobre a Bíblia. Infelizmente, amigo André, tudo o que afirmo sobre a Bíblia é a mais pura verdade. Essa verdade é conhecida nas faculdades sérias de teologia, principalmente espalhadas nos EUA e em toda a Europa. Essa verdade não chega ao conhecimento daqueles fiéis que frequentam igrejinhas. Essa verdade não chega ao seu conhecimento, André. Para que você possa alcançar essa verdade, é preciso que você vá ao encontro dela. Sentado no banco de sua igreja, você, André, nunca alcançará essa verdade. Continuará no engano eterno até que a morte venha. O mandamento bíblico “Não desejarás a mulher do próximo” não é aquilo que você, André, pensa que é. Você está totalmente enganado, mas não percebe seu erro por causa de seu fanatismo religioso. Disseram a você, em sua igrejinha cristã, que esse mandamento vale tanto para o homem quanto para a mulher. Ou seja, você, André, pensa que, no mundo da Bíblia, o homem casado não podia trair sua esposa, e a esposa não podia trair seu marido. Disseram a você que o “não desejarás a mulher do próximo” significa também “não desejarás o homem da próxima”. E você, André, por não conhecer a Bíblia, por não estudar os costumes das sociedades hebraica e judaica, acreditou, ou seja, escorregou em casca de banana. A Bíblia, caro André, só é conhecida por quem conhece os costumes daquele povo. Quem apenas lê versículos isolados, fora do contexto social, nada sabe. E sabe tudo errado. Eis o seu caso. Estou aqui para ajudá-lo a enxergar a verdade que é do conhecimento de doutores em teologia. Vá a uma biblioteca e pegue ali livros sérios sobre a história do povo hebreu, do povo judeu. Estude, André, os costumes daquele povo. Estude também livros sérios de teólogos. Eles mostram também os costumes daquele povo. E você, André, verá que eu digo a mais pura verdade. O povo da Bíblia, caro André, constituía uma sociedade patriarcal. Sociedade patriarcal é aquela comandada pelo homem, pelo macho. Nessa sociedade, a mulher, coitada, não tem vez. Por isso, a mulher, na Bíblia, é considerada um ser inferior ao homem. Quase um mero objeto. O mandamento “Não desejarás a mulher do próximo”, no mundo da Bíblia, significava que a mulher do próximo (casada ou prometida) não podia ser desejada, ou seja, homem algum podia fazer sexo com mulher casada ou prometida. E por que o homem não podia fazer sexo com mulher casada ou prometida? Ora, porque a mulher casada ou prometida já tinha um dono, um proprietário. Se um homem solteiro ou casado fizesse sexo com uma mulher do próximo, estaria desrespeitando esse próximo, ou seja, estaria ofendendo outro homem, outro macho. E isso não era permitido. Já em relação ao homem, ao macho, tudo era diferente. A mulher casada não podia fazer sexo com outro homem porque devia respeito ao seu esposo. Já o homem casado podia fazer sexo com qualquer mulher, desde que não fosse casada ou prometida. Entendeu, André, como essa lei só beneficiava o homem, o macho. Por quê? Porque foi o homem que criou essa lei, e não uma entidade “espiritual”. O homem hebreu ou judeu casado podia trair sua esposa à vontade, desde que as amantes não fossem casadas ou prometidas. Já a mulher casada jamais podia trair o marido. Percebeu, André, que lei terrível, promíscua e injusta? E você, por não conhecer os costumes do povo da Bíblia, propaga por aí que essa lei servia para homem e mulher e que foi o Deus hebreu que a fez, não é mesmo? Sinto muito em dizer-lhe essa verdade, André. Sinto muito! Mas não gosto de iludir as pessoas. E a Bíblia está repleta de leis injustas porque é um conjunto de livros muito antigo. O mundo antigo, caro André, era muito atrasado mesmo, em tudo. Poderia, caro André, indicar-lhe alguns livros para que você veja a verdade. Mas não o faço porque você poderia pensar que eu estou indicando livros de ateus. Poderia indicar a você inúmeros livros de não ateus, de estudiosos dos costumes hebraico e judaico. Mas quero que você os descubra livremente, sem indicação minha. Uma orientação para você, André: sempre que a Bíblia fala acerca de desejo sexual, repare bem que ela traz a expressão “MULHER DO PRÓXIMO”. Ela não diz assim: “Não desejarás mulher alguma”. Mas diz: “Não desejarás a mulher do próximo”. Ou seja, se a mulher não for do próximo (solteira), pode ser desejada. E era assim que se procedia no Velho e no Novo Testamento. O homem casado podia trair sua esposa com várias mulheres solteiras, e isso não era considerado um adultério. O homem casado que traía sua esposa se sentia feliz e protegido pelo Deus Javé. Já a mulher casada que traía seu esposo praticava o crime de adultério e era condenada à morte por apedrejamento. Eis a verdade, caro André! Sinto muito por quebrar seu sonho!

SIGMUND FREUD E A ILUSÃO RELIGIOSA ( VI )

SIGMUND FREUD E A ILUSÃO RELIGIOSA ( VI ) Eustáquio 10/11/2015 Caro leitor, Este é o 6º artigo de uma série em que analiso alguns trechos do livro “O futuro de uma ilusão”, de autoria do austríaco judeu Sigmund Freud (1856 – 1939), o Pai da Psicanálise. A ilusão que consta do título é a religião. Freud foi o pioneiro em estudar a mente (psique) humana, daí ser chamado o Pai da Psicanálise. Já que Freud estudava a mente humana, estudou também a religião e os deuses porque a mente humana cria esses elementos. Assim, Freud escreveu muito sobre o fenômeno religioso. Seus principais livros acerca de religião são: “O futuro de uma ilusão” (1927), “O mal-estar na cultura” (1921) e “Moisés e o monoteísmo” (1930). Repito! Estou analisando alguns trechos do primeiro livro, ou seja, “O futuro de uma ilusão”. Na página 83 , Freud, entre outras coisas, escreve: “Acho que preparamos suficientemente a resposta a ambas as perguntas. Ela se apresenta quando atentamos para a gênese psíquica das ideias religiosas. Estas, que se apresentam como proposições, não são produto da experiência ou resultados finais do pensamento; são ilusões, são realizações dos desejos mais antigos, mais fortes e mais prementes da humanidade, e o segredo de sua força está na força desses desejos.” Você, caro leitor, entendeu o que diz acima o mestre Sigmund Freud, não é mesmo? Ora, Freud diz, com toda razão, que as ideias religiosas são ilusões. Por serem ilusões, elas não são um produto da experiência. Não são uma consequência de um raciocínio, de uma análise, de um estudo. São apenas desejos antigos, fortes e prementes do homem. Entendeu, leitor amigo? Para que você, leitor, entenda melhor, dar-lhe-ei alguns exemplos. Veja o que acontece fora da religião. Pegue, por exemplo, a ciência. Se você, leitor, perguntar a um astrônomo qualquer qual é a distância da estrela Sol do planeta Terra, ele lhe dirá que é de 150 milhões de quilômetros. Se você, leitor, perguntar a esse mesmo astrônomo quanto tempo gasta a luz do Sol para chegar ao planeta Terra, ele lhe dirá que o tempo é de 8 minutos. Veja, leitor, que o cientista respondeu acertadamente às suas perguntas. De onde vieram as respostas dele? Ora, as respostas do cientista são um produto de vários estudos complexos acerca do Universo. Não são um produto de sua imaginação. Agora, leitor, veja o que ocorre no mundo da religião. Apenas ilusões, e nada mais! Se você, leitor, perguntar a um cristão católico, morador de Juazeiro do Norte, no Ceará, devoto do Padre Cícero, quem curou o câncer dele, ele lhe dirá que foi o “Padim Ciço”. De onde o cristão tirou essa ideia? Será que essa ideia foi um produto de estudo, de experiência? Claro que não, não é mesmo, leitor? Quando ele diz que o Padre Cícero o curou, está apenas afirmando algo criado pela sua mente, por causa de sua crença no Padre Cícero. Se esse cristão não fosse devoto do Padre Cícero, mas do Frei Damião, seu discurso seria outro completamente diferente. Estaria dizendo por aí que quem curou seu câncer foi o Frei Damião. Entendeu, leitor, como as ideias religiões são meras ilusões, meras alucinações de uma mente? A entidade “espiritual” curadora muda de acordo com a crença da pessoa curada. Se o cristão acima fosse um devoto de São Francisco, estaria dizendo por aí que esse “santo” curou seu câncer. Como se vê, as ideias religiosas são um produto da imaginação da pessoa que crê. Diferentemente da ciência, a religião é um mundo infinito de ideias desprovidas de estudos, experiência e observação.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

SIGMUND FREUD E A ILUSÃO RELIGIOSA ( V )

SIGMUND FREUD E A ILUSÃO RELIGIOSA ( V ) Eustáquio 5/11/2015 Caro leitor, Este é o 5º artigo de uma série em que analiso alguns trechos do livro “O futuro de uma ilusão”, de autoria do austríaco judeu Sigmund Freud (1856 – 1939), o Pai da Psicanálise. A ilusão que consta do título é a religião. Freud foi o pioneiro em estudar a mente (psique) humana, daí ser chamado o Pai da Psicanálise. Já que Freud estudava a mente humana, estudou também a religião e os deuses porque a mente humana cria esses elementos. Assim, Freud escreveu muito sobre o fenômeno religioso. Seus principais livros acerca de religião são: “O futuro de uma ilusão” (1927), “O mal-estar na cultura” (1921) e “Moisés e o monoteísmo” (1930). Repito! Estou analisando alguns trechos do primeiro livro, ou seja, “O futuro de uma ilusão”. Na página 86 , Freud, entre outras coisas, escreve: “Se, depois de nos orientarmos, nos voltarmos outra vez às doutrinas religiosas, podemos repetir: todas são ilusões, são indemonstráveis, e ninguém pode ser obrigado a tomá-las por verdadeiras, a acreditar nelas. Algumas são tão inverossímeis, se encontram de tal modo em contradição com tudo que descobrimos arduamente sobre a realidade do mundo, que podem ser comparadas – considerando devidamente as diferenças psicológicas – às ideias delirantes.” Você, caro leitor, entendeu o recado acima do mestre Sigmund Freud, não é mesmo? Ora, Freud diz acima que as doutrinas religiosas são ilusões, fantasias, superstições. São indemonstráveis, inverossímeis e delirantes. São apenas um produto criado pela mente humana. E o que ele diz é uma verdade que pode ser facilmente comprovada pela história da humanidade. O homem, desde as eras patriarcais, mergulhado em profunda ignorância, criou deuses e religiões a rodo. Nessas épocas de profundo atraso, o homem não entendia os fenômenos da natureza, tais como: chuvas, raios, relâmpagos, terremoto, furacão, maremoto, vulcão, a Lua, o Sol, as estrelas etc. Todas essas coisas eram um mistério para o homem primitivo. Ignorante, colocou os mais variados deuses como protagonistas desses fenômenos. Por exemplo, principalmente para o homem antigo, quando chovia, era a prova de que os deuses estavam felizes; quando não chovia e a seca era marcante, pensava que os deuses estavam enfurecidos. E esses deuses criados pelo homem antigo foram sendo repassados pelos laços familiares. E ainda vivem hoje na imaginação da quase totalidade da população mundial. Hoje, no planeta Terra, ano 2015, há, no mínimo, 10 (dez) mil religiões e, no mínimo, 2 (dois) mil deuses. Percebeu, leitor, como é fácil saber que o homem cria deuses e religiões? Os deuses, ao serem criados pelo homem, adquirem algumas características de seu criador. Por exemplo, o Deus Javé, que foi criado pelo povo hebreu. O povo hebreu era um povo guerreiro. Daí a razão do Deus Javé ser um deus guerreiro; o povo hebreu era um povo nômade, ou seja, vivia de um lugar para outro. Daí a razão de o Deus Javé ser um deus nômade; o povo hebreu era intolerante, ou seja, não aceitava que alguém adorasse a outro deus, a não ser o Deus Javé. Daí a razão de o Deus Javé ser um deus intolerante. Entendeu, caro leitor, como o homem cria deuses à sua imagem e semelhança? As diferenças entre o Deus Javé (criado pelos hebreus) e os deuses egípcios, fenícios, gregos, astecas, mais etc. são gritantes. Por quê? Porque cada cultura cria deuses diferentes, religiões diferentes, esportes diferentes, educação diferente, economia diferente etc. Sigmund Freud diz acima, pois, que as doutrinas religiosas são ilusões, fantasias e delírios. A pura verdade, não é mesmo, caro leitor? Veja bem: quantas religiões temos hoje? Mais de 10 (dez) mil, espalhadas por todos os lugares do planeta Terra. Cada religião tem lá suas doutrinas que diferem das outras. E cada uma acha que só a sua doutrina é que é a verdadeira. Já imaginou, caro leitor, o tremendo saco de gatos? E quantos deuses temos hoje? Mais de 2 (dois) mil, não é mesmo? Pois bem! E cada religião pensa que seu deus ou deuses são os verdadeiros. Já os deuses dos outros povos são falsos. Que saco de gatos, não é mesmo? Veja a religião cristã, por exemplo. Existem mais de 27 (vinte e sete) mil denominações cristãs espalhadas pelo planeta Terra. Cada uma com doutrina diferenciada das outras. Uma verdadeira loucura! O cristianismo é uma religião apocalíptica. A ilusão do fim dos tempos o acompanha desde sua origem. Os cristãos primitivos aguardavam o fim do mundo para o seu tempo, para sua época. Como era o óbvio, o fim do mundo não veio, com a vinda do Messias (Cristo, em grego). Com o fracasso, mudaram o discurso. E o fim dos tempos ainda está para chegar. No fundo, nunca chegará o fim dos tempos com a vinda do Messias. Tudo ilusão, fantasia, superstição, delírio. Como Freud tem razão, a Bíblia é um conjunto de livros repleto de lendas, mitos, alegorias, fábulas, contradições e erros de toda espécie. E essa verdade é do conhecimento de inúmeros teólogos sérios, antropólogos, sociólogos, arqueólogos bíblicos e historiadores. Porém, o fiel, aquele que frequenta igrejas, não consegue ver essa verdade tão cristalina, clara e pura. A Bíblia está lotada de ilusões. Diz, por exemplo, que a morte veio como consequência do pecado. Que ignorância, não é mesmo? Ora, o homem é um ser vivo, como uma planta e um animal irracional qualquer. Seres vivos morrem, independentemente de terem cometido “pecado”, ou não. Na verdade, não existe “pecado”. O homem morre porque é um ser vivo, e não porque pecou. Uma vaca morre porque é um ser vivo, e não porque pecou. Um feto no útero materno morre porque é um ser vivo, e não porque pecou. Percebeu, leitor, a ilusão bíblica? De Gênesis ao Apocalipse, a Bíblia está lotada de ilusões, como venho mostrando em vídeos e artigos.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

SIGMUND FREUD E A ILUSÃO RELIGIOSA ( IV )

SIGMUND FREUD E A ILUSÃO RELIGIOSA ( IV ) Eustáquio 3/11/2015 Caro leitor, Este é o 4º artigo de uma série em que analiso alguns trechos do livro “O futuro de uma ilusão”, de autoria do austríaco judeu Sigmund Freud (1856 – 1939), o Pai da Psicanálise. A ilusão que consta do título é a religião. Freud foi o pioneiro em estudar a mente (psique) humana, daí ser chamado o Pai da Psicanálise. Já que Freud estudava a mente humana, estudou também a religião e os deuses porque a mente humana cria esses elementos. Assim, Freud escreveu muito sobre o fenômeno religioso. Seus principais livros acerca de religião são: “O futuro de uma ilusão” (1927), “O mal-estar na cultura” (1921) e “Moisés e o monoteísmo” (1930). Repito! Estou analisando alguns trechos do primeiro livro, ou seja, “O futuro de uma ilusão”. Na página 75 , Freud, entre outras coisas, escreve: “Tentemos medir as proposições religiosas com o mesmo critério. Quando perguntamos sobre o fundamento da pretensão de que se acredite nelas, recebemos três respostas que se harmonizam notavelmente mal entre si. Em primeiro lugar, merecem crédito porque nossos ancestrais já acreditavam nelas; em segundo lugar, possuímos provas que nos foram transmitidas precisamente dessa época antiga, e, em terceiro lugar, é absolutamente proibido questionar essa comprovação. No passado, esse atrevimento era punido com os mais severos castigos, e ainda hoje a sociedade vê com desagrado que alguém o renove.” Você, caro leitor, entendeu o recado acima do mestre Freud? Veja bem que ele escreveu essa verdade em 1927, portanto, há 88 anos. O que Freud afirma acima? Ora, ele afirma que as ideias religiosas são uma ilusão, uma superstição. São ideias falsas e irracionais, que “se harmonizam notavelmente mal entre si.” Freud diz que, quando pessoas religiosas solicitam que acreditemos em suas ideias religiosas (deuses, anjos, espíritos etc.), elas fazem uso de três respostas. Ou seja, os religiosos apresentam 3 respostas que, segundo eles, provam que, por exemplo, deuses existem. E o Freud nos mostra essas respostas: a) Os deuses existem porque nossos ancestrais acreditavam neles; b) Os deuses existem porque existem provas que nos foram transmitidas dessa época antiga; c) É proibido alguém questionar essas provas. Como você, caro leitor, percebe acima, as provas apresentadas pelas pessoas religiosas para comprovar a existência de deuses não são provas, mas ilusões, fantasias e superstições. São, na verdade, conclusões ingênuas, irracionais e completamente errôneas. Infelizmente, até hoje, ano 2015, depois de 88 anos desse texto de Freud, pessoas religiosas, mergulhadas num profundo fanatismo, ainda invocam essas “provas” citadas acima pelo genial médico neurologista. Veja, caro leitor, a primeira “prova” que carrega nas costas as demais: OS DEUSES EXISTEM PORQUE NOSSOS ANCESTRAIS ACREDITAVAM NELES Essa “prova” da existência de deuses é tão ingênua, irracional e errônea que dói nos olhos. E o pior, caro leitor, é que ela aparece até hoje em livros religiosos, principalmente em livros publicados por editoras evangélicas. E o pior mesmo é que os fiéis acreditam nessa “prova”. Por que essa “prova” da existência de deuses é ingênua, infantil, irracional e errônea? Ora, é ingênua, infantil, irracional e errônea porque uma coisa ou um ser existe simplesmente porque o homem primitivo acreditava nessa coisa ou nesse ser. A história da civilização nos mostra que o homem antigo era um homem ignorante. Por exemplo, o homem da Idade da Pedra Lascada não sabia nada sobre astronomia, astrofísica, física, química, tecnologia avançada etc. Ele não conhecia nada sobre o Universo. Não entendia os fenômenos da natureza: chuva, terremoto, furação, vulcão e maremoto. Esse homem antigo, mergulhado em profunda ignorância, criou deuses numa tentativa de entender tudo aquilo que o cercava. Em sua profunda ignorância, os deuses estavam por trás das chuvas, dos terremotos, dos vulcões etc. Em sua profunda ignorância, o planeta Terra tinha um abismo lá na linha do horizonte. Você, leitor, está entendendo, não é mesmo? Ora, o fato de o homem antigo acreditar em deuses não prova que eles existam. Ora, o homem antigo acreditava em milhares de coisas que hoje sabemos que eram errôneas. Acreditava num universo de erros por causa de sua ignorância diante de tudo o que o cercava. Eu, caro leitor, poderia aqui mostrar uma infinidade de erros que, no passado, eram considerados uma verdade pelo homem primitivo. Dar-lhe-ei alguns exemplos. A humanidade em peso acreditava que o planeta Terra era imóvel, fixo, com a estrela Sol e os demais planetas girando em torno dele. Era a defesa do sistema geocêntrico, ou seja, a Terra como centro do Universo. E esse erro está registrado na Bíblia cristã. Repito: a humanidade em peso acreditava nisso. E hoje sabemos que a humanidade estava completamente errada. Percebeu, leitor, como não podemos dizer que uma coisa é verdadeira apenas porque nossos ancestrais acreditavam nela? A humanidade em peso acreditava que o planeta Terra possuía um abismo, ao longo da linha do horizonte. E esse erro também está gravado na Bíblia cristã. Esse “abismo” não existe. É apenas uma ilusão de ótica. A humanidade em peso acreditava que a Lua tinha luz própria apenas porque ela aparecia à noite, bem clara. Nossos ancestrais pensavam que a Lua iluminava a Terra. E esse erro também está registrado na Bíblia cristã. Percebeu, leitor, como não podemos afirmar que uma coisa é verdadeira apenas porque nossos ancestrais ignorantes pensavam assim? A humanidade em peso acreditava que, em queda livre, os corpos pesados caíam mais rapidamente que os corpos leves. O filósofo grego Aristóteles também pensava assim. E hoje sabemos que era mais um erro. Percebeu, leitor, a infantilidade da afirmação de que, se nossos ancestrais acreditavam em deuses, então os deuses existem?