domingo, 29 de janeiro de 2023

JESUS, O MAIOR PSICÓLOGO ( 1º )

                                      Livros cristãos só levam os leitores ao mundo da fantasia. 

Mark W. Baker, com seus livros direcionados a cristãos, é um sucesso de vendas. Norte-americano, é doutor em Psicologia Clínica e mestre em Teologia. Faz palestras em igrejas cristãs evangélicas, inclusive já esteve no Brasil, recorrendo aos ensinamentos de Jesus para ajudar pacientes com os mais diversos problemas. Diz que Jesus foi o maior psicólogo que já existiu na Terra. E, lamentavelmente, os fiéis passam a acreditar nesses discursos. 

Vamos começar essa série com um de seus livros mais vendidos: Jesus, o maior psicólogo que já existiu, Editora Sextante, 2005. Na parte superior da capa do livro, consta a seguinte informação: Edição  comemorativa de 2 milhões de livros vendidos no Brasil. Isto é, esse livro é mais um sucesso de vendas. Vamos iniciar essa série com o título do livro:



Jesus, o maior psicólogo que já existiu



A primeira coisa que devemos fazer é analisar esse Jesus aí. A que Jesus o autor cristão se refere? Ele se refere ao Jesus que está presente na Bíblia cristã, especificamente nos 4 evangelhos que estão no Novo Testamento. Na Bíblia cristã, só existe cristianismo no Novo Testamento. Então, vamos lá. 





O Jesus dos 4 evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João)  foi realmente o maior psicólogo que já existiu na Terra? Será que isso é verdade? Não, não é verdade! É bom esclarecer, de início, que, nos 4 evangelhos, não existe apenas um Jesus, mas vários, com personalidades diferentes. Isso mostra que foi  uma construção de vários escritores cristãos, cada um escrevendo a seu modo. Na verdade, esse Jesus não foi um psicólogo e, muito menos, o maior de todos. 

Você, leitor querido, sabe dizer qual é a função de um psicólogo? Como ele desenvolve seu trabalho? Bem, o psicólogo é aquele profissional especialista em comportamento humano, que, usando métodos científicos, estuda os fatores que influenciam o modo como as pessoas pensam, agem e sentem. Ele ajuda as pessoas a superarem problemas como ansiedade, medo, estresse, depressão etc. Então, leitor? Será que o Jesus do Novo Testamento era mesmo um psicólogo? Era especialista em comportamento humano? Claro que não! Fazia uso de métodos científicos? Claro que não! Resolvia problemas como ansiedade, depressão, medo etc.? Claro que não! 

Se você, leitor, procurar um psicólogo brasileiro, qualquer um, formado em uma universidade, claro, verá que ele ajudará você a abandonar as fantasias que o atormentam. Entendeu? Qualquer psicólogo vai, por exemplo, orientar você a enfrentar e vencer o MEDO. Ora, o Jesus do Novo Testamento fazia o contrário. Ele tentava conquistar fiéis fazendo uso do MEDO, propagando o MEDO, com ameaças terríveis. Viu aí, leitor, como Jesus não era um psicólogo? Só para começar, veja o que está escrito em Marcos, capítulo 16, versículos 15 e 16:  


   E disse-lhes: "Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.




Na passagem bíblica acima, Jesus, já ressuscitado, aparece aos discípulos, determinando que eles deviam pregar sua mensagem a todas as pessoas. E Jesus foi claro: quem não acreditar nele, quando morrer, será queimado eternamente no fogo do inferno. Em primeiro lugar, Jesus algum ressuscitou. No planeta Terra, jamais alguém ressuscitou. Ressurreição de mortos só existe nos filmes de Hollywood e em livros religiosos. Em segundo lugar, Jesus, ao contrário de qualquer psicólogo, trabalhava com o MEDO, ameaçando as pessoas com um terrível castigo eterno. Entendeu, agora, leitor, por que Jesus não foi realmente um psicólogo? Qualquer psicólogo combate o MEDO, não trabalha com o MEDO, não incentiva o MEDO! Entendeu, leitor? 

Qualquer psicólogo sabe que ninguém pode ser obrigado a acreditar em alguém ou em alguma coisa. É um absurdo exigir que alguém acredite em alguém porque, se não acreditar, vai sofrer punição terrível e eterna. Psicólogo algum prega essa idiotice, essa loucura. O acreditar não deve ser imposto porque não depende da vontade da pessoa. É simples entender isso!

Assim, o Jesus do Novo Testamento jamais foi um psicólogo. O escritor cristão Mark W. Baker escreve essas bobagens para agradar o público cristão, que é muito grande, certeza de um faturamento muito grande. 


quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

JESUS, O CORDEIRO DE DEUS

                                      RC, que não é o cantor Roberto Carlos, possui um canal maravilhoso no You Tube, com o título “RC - Papel Aceita Tudo”. Ontem, terça-feira, 24 de janeiro do corrente ano, em seu canal, assisti ao vídeo “O mito do bode expiatório”, com duração de apenas 2 minutos e 5 segundos. Eis, caro leitor, o vídeo por completo:


Numa narrativa brilhante, ele explica o que significa a expressão “bode expiatório”, ainda muito comum nos dias de hoje. RC diz assim:


“Essa expressão, ela é atribuída a alguém que é escolhido para carregar a culpa de algo que não cometeu.”



Belíssima a definição de RC! A expressão “bode expiatório” quer dizer isso mesmo. Você, leitor, entendeu? Vou trazer mais detalhes para que você entenda. Nos processos criminais, muitas pessoas atuam como bodes expiatórios. É muito comum um adolescente com menos de 18 anos de idade assumir a autoria de um crime que não cometeu para evitar a punição de um adulto, o verdadeiro autor do crime. Esse adolescente, então, é chamado de bode expiatório. É chamado de bode expiatório porque traz para si a culpa da prática de um crime praticado por um adulto. Já que tem menos de 18 anos, não receberá uma pena superior a 3 anos. Ele sofrerá uma punição que deveria ser endereçada ao adulto. O adulto, o verdadeiro autor do crime, ficará sem punição porque o adolescente assumiu falsamente a culpa. Uma injustiça horrível, não é mesmo, leitor? No presente caso, o adolescente é o bode expiatório, vai expiar, sofrer as consequências de um crime que não cometeu apenas para salvar o verdadeiro criminoso. Entendeu, agora, leitor, a repugnante injustiça? 


E qual é a origem dessa injustiça horrível? Onde ela nasceu? De onde ela veio? RC mostra isso com clareza. Ela é oriunda da sociedade hebraica, o povo da Bíblia. A irracional e injusta figura do bode expiatório está presente em toda a Bíblia cristã, no Velho Testamento, que não é velho para os judeus, e também no Novo Testamento, com o cristianismo. O mundo da Bíblia era profundamente ignorante e injusto, daí a existência do bode expiatório.  

Vamos começar nosso estudo com o primeiro grande livro da Bíblia cristã, o Velho Testamento, que, repito, não é velho para os judeus. A ignorância era tão grande naquele mundo que os hebreus escolhiam animais irracionais para sofrerem as consequências de atos praticados por seres humanos. Entendeu a loucura, leitor? Por exemplo, um hebreu cometia um ato reprovável pela sociedade e, para se livrar da condenação moral, pegava um animal irracional, um bode, que sofreria por ele, no deserto. Isto é, um bode expiatório. Um animal irracional sofrendo as consequências de atos praticados pelo homem. Entendeu a loucura daquele tempo, leitor? E está escrito, nos textos bíblicos, que essa maluquice foi determinada pelo deus hebreu. Ora, como diz o RC, deus algum existe, deus algum determinou tamanha loucura. É o homem que cria deuses. Assim, o povo hebreu criou seu deus, entre outros, atribuindo a ele o atraso da época. 

O RC mostrou uma passagem bíblica, trazendo essa ignorância, e são muitas as passagens. Ele leu o que está em Levítico, capítulo 16, versículos 21 e 22:


“E Arão porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, segundo todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso. Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles à terra solitária; e enviará o bode ao deserto.” 


Viu aí, leitor, a ignorância do povo bíblico? Um animal irracional era escolhido para ser o bode expiatório, para sofrer as consequências de atos praticados por seres humanos. Que atraso, que loucura! Com o sofrimento do animal irracional, seres humanos eram perdoados! Que loucura!

E fique sabendo, leitor, que essa mesma loucura está no Novo Testamento, no cristianismo. Os cristãos, também no maior atraso, achavam tão linda a figura do bode expiatório que a colocaram em Jesus. Em todo o Novo Testamento, a propaganda está lá, Jesus, o bode expiatório, aquele que morreu pelos pecados praticados pelos seres humanos. O mesmo atraso do Velho Testamento. Neste, um bode sendo sacrificado para que o deus hebreu perdoasse os pecados do povo. No Novo Testamento, Jesus sendo sacrificado para que o deus hebreu perdoasse os pecados da humanidade. Entendeu, leitor, a louca e atrasada associação? Em todo o Novo Testamento, Jesus é o cordeiro sacrificado, o bode sacrificado, para que o deus hebreu perdoasse os pecados do homem. Que loucura, que atraso! Veja, como exemplo, o que está escrito em João, capítulo 1, versículo 29:

“No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”


Percebeu a maluquice cristã? Jesus, o novo cordeiro, o novo bode expiatório que seria sacrificado para que o deus hebreu perdoasse o pecado do mundo. O quadro abaixo mostra bem o atraso:


           BODE EXPIATÓRIO


         VELHO TESTAMENTO

         NOVO TESTAMENTO

            

                   Um cordeiro


                   Um bode

     

                  

                      JESUS



domingo, 22 de janeiro de 2023

FUI CASTIGADO POR DEUS

 


A pessoa religiosa não consegue raciocinar. Antony Galvão, o Pilastra da Verdade, em seu canal, publicou, ontem, sábado, dia 21 de janeiro do corrente ano, um vídeo intitulado Nem uma religião tem demônio e também não tem deuses, tudo fantasia mental humana. 

Uma pessoa chamada Luís Carlos assistiu ao vídeo citado acima e fez um comentário. Nesse comentário, narrou um fato, solicitando uma explicação por parte do Antony. Já que, até agora, não houve resposta do Antony, resolvi, então, responder ao Luís Carlos. Eis, na íntegra, seu comentário:


“Antony, meu nome é Carlos. Tenho um emprego razoável, quer dizer, ganho razoavelmente bem para os padrões de uma cidade pequena do interior. Não sou rico. Porém, quando cheguei a conclusão que era ateu e contei para a minha família, ficaram decepcionados e disseram que "como tu se afastou de Deus, agora tudo vai dar errado na tua vida". Pois aconteceu mesmo e agora estou passando por dificuldades financeiras sérias. O que você acha disso? Poderia me dá sua opinião,  por favor?”











Luís Carlos nasceu numa família cristã. Era um cristão fervoroso até que, num dado momento, perdeu a fé religiosa, tornando-se  um ateu. Antes de revelar a seus familiares sua descrença, possuía um emprego muito bom, com um salário alto, que lhe permitia ter uma vida confortável. E o que aconteceu? Num certo dia, ele resolveu revelar a seus familiares que era ateu, não acreditava mais na entidade “espiritual” adorada pelos cristãos. Essa revelação causou decepção na família cristã. Os familiares disseram a Luís Carlos que o deus bíblico havia dado uma vida maravilhosa para ele, um excelente emprego, só que, como ele perdeu a fé, tornando-se um ateu, a entidade “espiritual” iria agora abandoná-lo, fazendo com que tudo desse de errado na vida dele. Luís disse que, passado algum tempo, isso realmente ocorreu. Perdeu o emprego e está passando por sérias dificuldades financeiras. E aí ele pede a opinião de Antony Galvão.

Comecei esse vídeo, afirmando que pessoas religiosas não conseguem raciocinar. E aqui, mais um exemplo dessa verdade, trazido pelo Luís Carlos. Seus familiares cristãos evangélicos não conseguem raciocinar. Segundo a ideia louca deles, Luís Carlos está passando por graves dificuldades financeiras porque se tornou um ateu, abandonando a fé cristã, daí, como consequência, um castigo do deus bíblico. Quem afirma que um deus qualquer castiga alguém precisa de tratamento psiquiátrico e, em casos mais sérios, de internação em hospital psiquiátrico. Deus algum existe, deus algum protege quem acredita nele e, muito menos, castiga quem deixa de acreditar nele. 





Vou começar essa análise, fazendo uma rápida comparação entre mim, Eustáquio, e o Luís Carlos. Desde que eu me entendo por gente, sou ateu, o único ateu de uma grande família cristã católica. Nasci numa família muito pobre, como as pessoas que acompanham há muito tempo meu canal já sabem. Sou o único ateu da família. Graças ao meu gosto pelos estudos, consegui vários empregos com estabilidade e excelente salário, por meio de concursos públicos. Repito: sempre ateu! Não sou rico, mas tenho uma vida segura e tranquila financeiramente até o dia em que morrer. Meus irmãos que sempre foram cristãos não conseguiram o que eu consegui porque nenhum deles gosta de ler, muito menos de estudar. De todos, sou eu, ateu, que possui uma situação financeira consolidada. É fácil ver que a família de Luís Carlos afirmou uma grande idiotice, a de que o deus cristão castiga com o desemprego e miséria as pessoas que são ateias. Entendeu, leitor? 

Ora, existem ateus que são vitoriosos e milionários. Como exemplos, dois grandes ateus bilionários e famosos: Bill Gates e Elon Musk. Bill Gates, num gesto nobre, doou quase metade de sua riqueza para fins humanitários, e a cada dia mais rico fica. Cantores brasileiros ateus e milionários fazem sucesso no Brasil e fora dele. Entendeu, leitor? É fácil ver que deus algum castiga ateus com miséria e desemprego.








 

Os familiares cristãos evangélicos de Luís Carlos estão mais por fora do que bunda de índio. Se a gente for olhar apenas para o Brasil, nem precisa sair do Brasil, 32 milhões de habitantes estão passando fome, sem ter o que comer, pedindo osso nos açougues. São ateus castigados pelo deus cristão? Não, caro leitor, não! São, na quase totalidade, cristãos católicos e evangélicos. Cristãos (jovens, crianças e idosos) sem alimentos, sem um lar para morar. 

É fácil entender que deus algum protege quem acredita nele, e castiga quem nele não acredita.   


sábado, 21 de janeiro de 2023

UMA EXPERIÊNCIA PESSOAL COM DEUS

                                      A pessoa religiosa não consegue raciocinar. O raciocínio exige a RAZÃO, e esta permanece ausente do mundo religioso. Em livros religiosos cristãos, é comum aparecer, como prova da existência do deus hebreu, a EXPERIÊNCIA PESSOAL. Pessoas cristãs dizem que sua divindade existe porque tiveram uma experiência pessoal com ela. Mais uma ilusão criada pelo órgão mais fantástico do corpo humano: o cérebro!

EDILINA é uma cearense, residente na cidade de Trairi, no Ceará, possuidora de um canal no You Tube intitulado O despertar da consciência. Há 4 dias, ela produziu um vídeo, justamente falando sobre a ilusão da EXPERIÊNCIA PESSOAL COM DEUS. Ouça, leitor amado, o que ela diz:

De forma brilhante, Edilina diz que o cérebro humano é um grande criador de ilusões, uma máquina de armazenamento. Segundo ela, quando uma pessoa acredita em uma entidade “espiritual” qualquer, o cérebro reage, alimentando ilusoriamente essa crença, fabricando fantasias relacionadas a esse credo. Edilina, pois, foi perfeita! 

Quando um cristão diz que teve uma EXPERIÊNCIA PESSOAL com o deus invocado ou com um dos “santos” criados pela Igreja Católica Apostólica Romana, ele está em delírio, mergulhado no mundo da fantasia. Deus algum existe, santo algum existe, logo, não entram em contato com pessoas. Tudo isso é criação do cérebro!

Peguei esse vídeo da Edilina, e o coloquei em meu canal, ontem, terça-feira, dia 17 do corrente mês. Entre vários comentários postos ali, um, em especial, merece uma observação. É o comentário feito pelo Júlio Mendes. Ele apenas escreveu o seguinte:




“QUERO VER UM HINDU SONHAR COM JESUS”



Júlio Mendes foi brilhante! Ele está afirmando que tudo depende da cultura de um povo. Povos espalhados pela Terra criam suas fantasias religiosas, que são muito diferentes. Cada povo tem suas particularidades. Júlio diz que, por exemplo, um hindu jamais sonhará com Jesus, nunca dirá que teve uma experiência pessoal com ele. Por quê? Ora, porque Jesus não faz parte de seu credo, de sua crença. Entendeu, leitor? Cada pessoa trabalha com os elementos de sua cultura. Um cristão evangélico jamais dirá que teve uma experiência pessoal com São Francisco de Assis. Por quê? Ora, porque São Francisco de Assis não faz parte da crença evangélica. Já um cristão católico pode afirmar que teve uma experiência pessoal com São Francisco de Assis porque esse “santo” faz parte de sua crença. É simples entender isso! Cada pessoa vai invocar elementos de sua crença. Um cristão evangélico nunca dirá que teve uma experiência pessoal com Maomé porque este é rejeitado por sua crença. Já os seguidores do islamismo podem afirmar que tiveram uma experiência pessoal com Maomé porque este faz parte de sua cultura. 

Tudo é questão cultural! Culturas diferentes, povos diferentes, deuses diferentes e ilusões diferentes!