domingo, 9 de outubro de 2022

A BÍBLIA, AS PLANTAS E OS ANIMAIS AQUÁTICOS

                            Leitor amigo, 

Estou fazendo uma rápida análise sobre algumas passagens bíblicas acerca da Criação, que está presente nos 2 relatos de Gênesis. Até agora, em 8 vídeos, apresentei 10 erros muito ingênuos: 


1º. O Sol criado depois da Terra, das águas, das plantas e das árvores;

2º. a Lua, um luzeiro, criado para iluminar a Terra durante a noite;

3º.  as estrelas criadas também para iluminar a Terra;

4º. plantas e árvores criadas antes do homem (1º relato), e o contrário, no 2º relato

5º. homem e mulher criados ao mesmo tempo (1º relato), e o contrário, no 2º relato;

6º. animais irracionais criados antes do homem (1º relato), e o contrário, no 2º relato;

7º  o dia e a noite sem a existência do Sol;

8º. as águas surgindo antes da existência do Sol;

9º. a existência de águas acima dos céus;

10º. os animais domésticos, segundo sua espécie.



Para esse vídeo, mais 1 erro, o 11º: plantas e árvores terrestres antes da existência dos animais aquáticos. Antes de entrar no assunto, é bom trazer aqui o que disse Alfred Läpple, um sacerdote católico alemão, doutor em Teologia e Filosofia, autor de vários livros, falecido em 2013. Em seu livro A Bíblia hoje - Documentação de História, Geografia e Arqueologia, Edições Paulinas, 1979, página 37, ele escreve:


 

 

“Para designar os onze primeiros capítulos do Gênesis, é frequente o uso da expressão ‘pré-história bíblica’. Ela não é muito feliz, pois pode fazer pensar que se encontre nesta parte da Bíblia material interessante sobre a história da Terra e sobre a origem do homem. É preciso esclarecer, porém, desde o início, que a Bíblia não é um manual de física, de geologia ou de biologia. É preciso libertar-se uma vez por todas da ideia, largamente difundida, que a ‘pré-história’ bíblica seja uma espécie de reportagem sobre a origem do universo e do homem.”


Alfred Läpple era muito amigo de Joseph Ratzinger, que foi o papa Bento XVI. Era um cristão católico, por isso merece aplausos por ter registrado em um de seus livros as palavras acima. Ele foi profundamente honesto. Disse que os 11 primeiros capítulos do livro de Gênesis não são aulas de Física, Geologia e Biologia. Não são uma reportagem sobre a origem do Universo e do homem. Que coisa bonita ler essa verdade vinda de um cristão fervoroso! 

Os 11 primeiros capítulos de Gênesis, mencionados por Alfred, trazem a Criação, Adão e Eva no Jardim do Éden, o dilúvio e a torre de Babel. Alfred deixou claro que essas passagens bíblicas não podem ser levadas a sério, ao pé da letra, como se fossem relatos reais, que realmente ocorreram. Ninguém pode ver essas passagens bíblicas como se fossem aulas de Geologia, Geografia, Física, Biologia, Astronomia etc. Entendeu, leitor! Se Alfred estivesse vivo hoje, eu daria um grande abraço nele. Ele foi muito honesto. O que está nos 11 primeiros capítulos de Gênesis são narrações criadas, inventadas por escritores hebreus, repletas de erros, porque eles não estavam fazendo Ciência, não estavam dando uma aula, por exemplo, de Biologia, Botânica, Física, Astronomia, Geologia etc. Entendeu, leitor? Você, leitor amado, quer saber sobre Física, Biologia, Astronomia? Então, não procure a Bíblia, procure livros de Ciência! De Ciência, entendeu? Para você, leitor, entender melhor, vou trazer mais um exemplo bíblico ingênuo que dá apoio ao que disse o católico Alfred Läpple. Um erro de Biologia. Veja o quadro abaixo:

 

         1º RELATO DA CRIAÇÃO BÍBLICO

           

                       1:12 e 13


                    1:20,21 E 23



“A terra, pois, produziu relvas, ervas que davam semente segundo a sua espécie e árvores que davam fruto, cuja semente estava nele, conforme sua espécie. E viu Deus que isso era bom. Houve tarde e manhã, o terceiro dia.”

“Disse também Deus: Povoem-se as águas de enxames de seres viventes; e voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus. Criou, pois, Deus os grandes animais marinhos e todos os seres viventes que rastejam, os quais povoavam as águas, segundo as suas espécies; e todas as aves, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. Houve tarde e manhã, o quinto dia.”

      

   TERÇA-FEIRA

         

     QUINTA-FEIRA

 





Plantas e árvores, amigo leitor, não são animais, mas são seres vivos, que vivem, têm vida. Segundo a imaginação ingênua do escritor bíblico, plantas e árvores terrestres foram os primeiros seres vivos que apareceram na Terra. Foram criados na terça-feira, terceiro dia da criação, e já produziam frutos. Entendeu, leitor? Na terça-feira da criação bíblica, os únicos seres vivos, na Terra, eram as plantas e as árvores. Dois dias depois, na quinta-feira, foram criados mais seres vivos, seres aquáticos. Aquáticos porque criados nas águas(mares, rios e lagoas): baleias, tubarões, cavalo-marinho, estrela do mar, golfinho, jacaré, lula, tilápia, lambari, pirarucu etc. Então, segundo a Bíblia, as plantas e árvores terrestres foram criadas antes da existência dos animais aquáticos. Eis mais uma ingenuidade do escritor bíblico! Na verdade, os primeiros seres vivos que surgiram na Terra foram os animais aquáticos. As mais primitivas formas de vida vieram das águas. Toda forma de vida teve início nas águas, nos mares. Quando havia vida em abundância nos mares, não existia uma planta sequer, ou árvore, em solo terrestre, fora da água. Somente depois de milhões de anos, é que alguns seres vivos dos mares (animais e plantas aquáticas) foram em direção ao solo terrestre. Entendeu, leitor? Ao contrário do que está na Bíblia, as plantas e árvores terrestres não existiam quando surgiram, nos mares, os primeiros seres vivos. 

Há 600 milhões de anos, os mares estavam infestados de criaturas multicelulares, vida em abundância. No solo terrestre, sem vida, nenhuma planta, nenhuma árvore. Há 400 milhões de anos é que alguns animais marinhos foram saindo das águas em direção a terra firme. E, há 150 milhões de anos, é que surgiram as primeiras plantas e árvores em solo firme. Tudo isso, leitor, comprovado por fósseis. E as primeiras plantas e árvores terrestres não se pareciam com as plantas e árvores que vemos hoje. Eram seres moles, sem folhas. 


        Como diz, acima, o teólogo católico Alfred Läpple, ninguém pode levar ao pé da letra os relatos da criação que estão em Gênesis porque o escritor bíblico não queria dar uma aula de Física, Biologia, Química, Astronomia etc. O escritor bíblico, em sua inocência, quis apenas passar para aquele povo que tudo havia sido criado pelo deus invocado. Ele não estava nem aí se não existiam plantas e árvores antes dos animais aquáticos. Ele foi escrevendo do jeito que queria. Não estava preocupado, por exemplo, se o SOL era necessário para a existência das plantas e árvores. Isso para ele não tinha importância. Por isso mesmo, colocou que existiam plantas e árvores antes da existência do Sol. 


sábado, 8 de outubro de 2022

A BÍBLIA E OS ANIMAIS DOMÉSTICOS

                            Leitor amigo, 

Estou fazendo uma rápida análise sobre algumas passagens bíblicas acerca da Criação, que está presente nos 2 relatos de Gênesis. Até agora, em 7 vídeos, apresentei 9 erros muito ingênuos: 


1º. O Sol criado depois da Terra, das águas, das plantas e das árvores;

2º. a Lua, um luzeiro, criado para iluminar a Terra durante a noite;

3º.  as estrelas criadas também para iluminar a Terra;

4º. plantas e árvores criadas antes do homem (1º relato), e o contrário, no 2º relato

5º. Homem e mulher criados ao mesmo tempo (1º relato), e o contrário, no 2º relato;

6º. Animais irracionais criados antes do homem (1º relato), e o contrário, no 2º relato;

7º  O dia e a noite sem a existência do Sol;

8º. As águas surgindo antes da existência do Sol;

9º. A existência de águas acima dos céus.



Para esse vídeo, mais 1 erro, o 10º: os animais domésticos, conforme sua espécie. No primeiro relato lendário da criação, que está em Gênesis, capítulo 1º, versículo 25, está escrito:


“E fez Deus os animais selváticos, segundo a sua espécie, e os animais domésticos, conforme a sua espécie…”





Eis, leitor, mais uma ingenuidade do escritor hebreu. Não existem animais domésticos, mas, animais domesticados, que é coisa completamente diferente. Na lenda bíblica, o deus hebreu criou os animais domésticos, conforme sua espécie, na SEXTA-FEIRA, último dia da criação. Veja, leitor, a primeira ingenuidade: os animais domésticos foram criados antes do homem. Depois, no mesmo dia, o homem foi criado. Ou seja, quando o homem foi criado, já encontrou os animais domésticos. E a segunda ingenuidade: não existem animais domésticos, conforme sua espécie. 

Sempre tenho dito que, para uma pessoa ser ateia, não há necessidade de ter conhecimento. Tanto é verdade, que existem analfabetos ateus. Agora, para conhecer a Bíblia, é necessário ter conhecimento. É preciso conhecer um pouco de Antropologia, Sociologia, Biologia, Química, História, Linguística, Astronomia etc. Se uma pessoa não tiver uma noção sobre essas áreas do conhecimento, ao ler a Bíblia, não encontrará um erro sequer. 

Em primeiro lugar, quando o escritor hebreu fez esse texto, ele e sua comunidade já haviam domesticado alguns animais e plantas. Voltando mais ainda para o passado, na Pré-História, antes do surgimento da escrita, quando surgiram os primeiros seres humanos, eles não encontraram  animais domésticos, muito menos, plantas domésticas. Antes do homem, todos os animais eram selvagens e todas as plantas eram silvestres. Entendeu, leitor, o erro do escritor bíblico? Ele escreveu que, quando o homem surgiu na Terra, os animais domésticos já estavam esperando por ele. Não, não havia animais domésticos nem plantas domésticas!

O homem apareceu na Terra há 2 milhões de anos, vivendo da caça e da coleta de plantas. Quando sentia fome, saía à procura de algum animal ou de um fruto para comer. Até então, não existia um animal nem uma planta domesticada, ou seja, o homem não mantinha animais e plantas em sua morada. Era nômade, ou seja, não parava de andar, sempre à procura de lugares que lhe oferecessem melhores condições de vida. Tudo isso mudou há 10 mil anos, com a chamada Revolução Agrícola. O homem passou a se fixar num determinado lugar e teve a ideia de domesticar alguns animais e plantas. O que é domesticar? Significa trabalhar com alguns animais e plantas a fim de tornar sua vida menos difícil. O homem fazia tudo sozinho, o que exigia trabalho braçal demasiado e aí começou a ter uma ideia. Olhava, por exemplo, bois e cavalos selvagens, chegando à conclusão de que poderiam ser úteis para conduzir pesos. Via as galinhas selvagens, já pensando em domesticá-las para ter a carne e os ovos. E assim começou a domesticação de animais e plantas. Entendeu, leitor? E não foi um processo rápido e fácil. Não existiam, na Natureza, animais domésticos, esperando pelo homem, como está escrito na Bíblia. Todos os animais eram selvagens, e sofreram muito com a domesticação praticada pelo homem. E aí foram domesticados, ao longo da existência humana, bois, cavalos, galinhas, cachorros, trigo, arroz, milho, batata etc. 

A domesticação de animais foi uma coisa horrível para eles. Por exemplo, os cavalos selvagens viviam livres, correndo pelos pastos. E aí aparece o homem para domesticá-los, prendendo-os, submetendo-os a trabalhos forçados e ainda com o uso da violência. Pobres cavalos! E os bois selvagens? Também viviam livres, soltos pelos campos. E aí aparece o homem para domesticá-los, prendê-los, forçá-los a conduzir pesos. Até hoje, ano 2022, muitos animais domesticados sofrem até o último dia de vida. Veja, por exemplo, o jumento, muito comum no Nordeste. Eles eram selvagens, como todos os animais, mas apareceu o homem para domesticá-los, prendê-los, submetendo-os a trabalhos pesadíssimos e sob violência. Entendeu, leitor? 





Deus algum existe, deus algum criou animais domésticos, destinados a ser dominados pelo homem para lhes impor prisão e sofrimento. Nunca existiram, na Natureza, animais domésticos, conforme sua espécie. Nunca! Todos os animais eram selvagens! Quando apareceu o homem, o pior predador, passou a DOMESTICAR alguns animais selvagens, impondo-lhes tarefas torturantes e prisão.


quinta-feira, 6 de outubro de 2022

SÃO FRANCISCO DE ASSIS PROTEGE OS ANIMAIS

                                      Leitor amado, 

Em seu livro O futuro de uma ilusão, Editora Pallotti, 2010, página 88, sobre o homem religioso, Sigmund Freud (1856-1939), que era judeu e ateu, escreve:


“Nenhum homem racional se comportará tão levianamente em outros assuntos nem se contentará com fundamentações tão miseráveis para seus juízos, para sua tomada de partido; ele se permite isso apenas em relação às coisas mais elevadas e mais sagradas.”


Freud afirma acima que o homem religioso faz uso de fundamentações miseráveis para a formação de seu juízo, para sua tomada de partido, para seus pontos de vista. Ontem, terça-feira, dia 4 de outubro do corrente ano, vi mais um fato que confirma a afirmação do mestre Freud. No Jornal Hoje, da Rede Globo de Televisão, apresentado pelo brilhante e competente jornalista César Tralli, uma matéria sobre o “santo” São Francisco de Assis, segundo os cristãos católicos, o protetor dos animais. Veja, leitor, um trecho da reportagem:

Na matéria, aparecem alguns cristãos católicos em Goiânia e Salvador, que levaram seus animaizinhos a paróquias para receberem água “benta” e a proteção de São Francisco de Assis. Logo no início, surgem 5 cães e uma ave chamada calopsita. A primeira pessoa a falar foi o lindo menino Mateus Latorraca, com 9 anos de idade, que disse o seguinte:



“É muito importante trazer os animais porque, que não trazer eles, é como que não cuidasse deles.”      


Mateus está com 9 anos de idade. Eu, com essa idade, perdia meu pai e já era ateu, lá, em Sobral, no Ceará. Mateus, lindo, diz que as pessoas devem levar seus animais à paróquia para receberem a bênção do padre porque isso é uma demonstração de que os proprietários amam seus animais, cuidam deles. Ora, São Francisco de Assis não existe, logo, não cuida de animais. E vou apresentar provas ao longo desse curto vídeo. Mas, por que a criança Mateus disse aquilo? Ele disse aquilo porque recebe, em seu lar, a doutrina cristã católica de seus pais. É simples entender isso. Se o Mateus fosse filho de um casal evangélico, jamais levaria seu animalzinho a uma paróquia católica e também jamais buscaria proteção de um “santo” chamado São Francisco de Assis, simplesmente porque os cristãos evangélicos não adoram os “santos” criados pela Igreja Católica Apostólica Romana. É fácil ver que tudo depende da cultura da pessoa. 

Outra pessoa que aparece na reportagem é o baiano Coaraci Ferreira que levou seu animalzinho para ser abençoado. Há 8 anos que Coaraci cuida do bichinho, um passarinho. O engraçado, para não dizer triste, é que o pobre passarinho vive preso numa gaiola, há 8 anos. O Coaraci nem o padre perceberam isso. Se eu fosse o padre, teria mandado o Coaraci abrir a gaiola para que o bichinho sentisse o que é liberdade. O passarinho, coitado, não matou, não estuprou, não roubou, então, por que continuar preso? 


Eu tenho uma cadela chamada Frida. Já está com 6 anos de idade. Amo muito esse animalzinho. Sou seu único protetor. Isso é fato! Jamais a levaria para receber bênção de um religioso porque, se o fizesse, seria a coisa mais inútil e cômica. Santo algum existe, santo algum protege animais. Você, leitor, crê que São Francisco de Assis é realmente o protetor dos animais? Se você crer, então vamos lá. São Francisco é protetor das lombrigas? As lombrigas são animais, logo, o “santo” também é seu protetor, não é mesmo? São Francisco é protetor também do mosquito Aedes Aegypti? Esse mosquito está matando muita gente no Brasil, causador da dengue, zica e chikungunya. É um animal, logo, o “santo” também é seu protetor, não é mesmo, leitor? É ou não é? 

E no habitat dos animais irracionais, com milhões de animais carnívoros, matando e devorando outros. Será que São Francisco protege mesmo os animais da cadeia alimentar? Por exemplo, leões são animais carnívoros, comem carne, não adianta colocar alface para eles, não entra. Para não morrerem de fome, eles matam e comem outros animais, é a Natureza que dá as cartas. São Francisco, obviamente, não protege gnus e zebras dos ataques leoninos. E os ratos? Também são animais, logo, São Francisco os protege?  Protege ou não? 






E o homem é o mais terrível predador. Um animal irracional mata outro rapidamente para comê-lo em seguida. O homem, não. Impõe sofrimento terrível aos animais, antes de matá-los. Como os animais sofrem sob o comando humano, sem que “santo” algum apareça para protegê-los. Quase todos os dias, noticiários televisivos mostram torturas praticadas contra cães indefesos, submetidos a agressões físicas e à fome. Milhares de animais marinhos morrendo por causa da poluição humana, sem que um “santo” qualquer aja para protegê-los. E nas fazendas produtoras de carne? Inúmeros bezerros, ao nascerem, são separados da mãe, isolados em cubículos, durante 4 meses em média, sem brincar com outros bezerros, tudo isso para evitar que eles fortaleçam seus músculos a fim de a carne permanecer macia para o sucesso na venda. E, como é óbvio, São Francisco não aparece para defender esses animaizinhos. Mas o povão religioso ainda continua dizendo que São Francisco de Assis é o protetor dos animais.    

Caindo agora, na Bíblia, será que o deus hebreu, adorado pelos cristãos, protegia os animais? O que você, leitor, acha? Antes de qualquer coisa, é bom deixar registrado aqui que deus algum existe, mas, nas lendas bíblicas, deuses existem aos montões. Então, o deus hebreu protegia os animais? Vou ajudar você a descobrir isso. Leia, leitor, o que está em Gênesis, capítulo 6, versículo 7:


“Disse o Senhor: Farei desaparecer da face da Terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito.”  


Essa passagem bíblica se refere à lenda do dilúvio. O deus hebreu, por causa da maldade do homem, se arrependeu de sua criação. Veja bem, leitor, apenas por causa da maldade do homem! E o que ele fez? Resolveu matar afogados, além das pessoas, os animais irracionais. Ora, animais irracionais não raciocinam, não devem receber punição alguma por causa do comportamento do homem. Entendeu, leitor, a ingenuidade do relato criado por um escritor hebreu, que não se chamava Moisés?  Esse escritor colocou em sua lenda uma aberração, isto é, animais irracionais pagando pelo que o homem fez. As aves, indefesas, coitadas, também morreram afogadas. Como se vê, na lenda, o deus hebreu não gostava de animais. 

Mais um exemplo bíblico, leitor. Em Êxodo, capítulo 12, versículo 29, está escrito:


“Aconteceu que, à meia-noite, feriu o Senhor todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava no seu trono, até ao primogênito do cativo que estava na enxovia, e todos os primogênitos dos animais.”


Mais uma lenda bíblica, inventada por um escritor hebreu, por isso mesmo, repleta de irracionalidade e injustiça: a saída do povo hebreu do Egito. Na História, jamais o povo hebreu, em peso, ficou sob escravidão egípcia. É bom dizer que os textos bíblicos foram escritos por hebreus, daí a supervalorização criada por eles próprios. Deus algum existe, deus algum ajuda alguém a se livrar da escravidão. O homem, somente o homem, é que escraviza alguém e é quem livra alguém da escravidão. Somente o homem! 










Mas, na lenda, o deus hebreu, mais uma vez, mostra que não gosta de animais. Mais uma vez, pune os pobres animais irracionais por causa da ação de um homem: Faraó. Na lenda, o Faraó não libertou o povo hebreu da escravidão. Então, o deus hebreu enviou 10 pragas ao Egito. O povo egípcio sofrendo por causa de apenas uma pessoa, o Faraó. Em vez de matar, de imediato, o Faraó, o deus hebreu resolveu castigar o povo. Essa injustiça, leitor, é muito comum em toda a Bíblia.  E, na 10ª praga, o deus hebreu matou os primeiros filhos dos casais egípcios (que nada tinham a ver com o comportamento do Faraó), o primeiro filho do Faraó, os primeiros filhos dos escravos egípcios e, pior ainda, os primeiros filhotes dos animais irracionais.  É muito fácil ver a ingenuidade presente nesses relatos. 


Na verdade, é uma criação de um escritor hebreu que mostra a visão errônea de justiça daquela época muito distante.