quarta-feira, 6 de julho de 2022

A BÍBLIA E AS NOVELAS ( 6º )

                                      Amigo leitor,

Eis o 6º vídeo da série A Bíblia e as novelas. Nessa série estou mostrando que nenhum cristão pode criticar os modelos de família que aparecem nas mais variadas novelas. Por que não podem criticar? Ora, não podem criticar porque os modelos de família na Bíblia eram piores. Ouça, leitor, mais uma vez o que diz Atenéia Araújo, que foi uma cristã evangélica fervorosa, porém, hoje, é uma ateia de primeira qualidade:



             “A Bíblia tem um monte de histórias mostrando famílias disfuncionais. A Bíblia é um manual de maus costumes.”



Atenéia afirma que a Bíblia está lotada de famílias disfuncionais, doentes, problemáticas, com maus costumes. Que as famílias na Bíblia não podem ser elogiadas, não podem ser um modelo, um exemplo. Nas igrejas cristãs, líderes religiosos dizem aos fiéis que as famílias bíblicas eram um modelo, um exemplo a ser seguido. E, lamentavelmente, os fiéis passam a acreditar nessa propaganda que nada tem a ver com as famílias bíblicas. Para esse vídeo, vou trazer mais um péssimo costume presente nas famílias bíblicas. 

Segunda-feira passada, anteontem, dia 4, mais um capítulo da novela Pantanal, da Rede Globo de Televisão. Vou analisar uma cena muito interessante. Na sala, conversando, 3 pessoas: Tenório, José Leôncio e Mariana. Tenório tem 2 mulheres: Maria Bruaca e Zuleica. Com a primeira, 1 filha. Com a segunda, 3 filhos. Mariana é sogra de José Leôncio. Tenório diz à Mariana que tem 2 mulheres e 4 filhos. Veja, leitor, a reação da sogra de José Leôncio:


Após ouvir Tenório dizendo que tem 2 mulheres, Mariana se expressa assim:


“Eu acho que um homem de bem não entraria numa situação dessa. E se fosse uma mulher nessa posição, aí os senhores diriam o quê? (...) Se fosse realmente do bem, teria que imediatamente tomar vergonha na cara, não é?”


Mariana diz que é um absurdo um homem casado possuir outra mulher. Que Tenório, que diz ser um homem do bem, deveria tomar vergonha na cara, deixando a 2ª mulher. Mariana é uma mulher cristã. Só que, amigo leitor, existe um grave engano aqui. Ela, sendo cristã, respeita a Bíblia. Só que, na Bíblia, prevalecia a união de 1 homem com 2 ou mais mulheres. Ou seja, Mariana está mais perdida que cego em tiroteio. Ora, ela critica Tenório por ter 2 mulheres, quando, na Bíblia, isso não era criticado, mas elogiado. Na Bíblia, era pior. 

Mariana diz a Tenório que, se acontecesse o contrário, ou seja, se a esposa dele Maria Bruaca tivesse 2 homens, com certeza ele diria que ela seria uma vagabunda, uma prostituta. Isso é uma verdade, caro leitor. Numa sociedade machista, o homem casado que trai a esposa é considerado um machão, um forte. Já a mulher casada que trai o marido é vista como uma prostituta, sem vergonha na cara. Não é mesmo, leitor? Claro que é! Mas o problema é que Mariana não conhece a Bíblia, apesar de ser uma cristã. Na Bíblia, era pior.  

Por que, na Bíblia, era pior? Ora, era uma sociedade mais machista que a nossa de hoje. O homem, o macho, predominava, em detrimento da mulher, da fêmea. O homem casado podia ter 2 ou mais mulheres, mas a mulher casada não podia ter 2 ou mais homens. Esse direito era apenas para o homem, o macho. Mariana, sem perceber, está criticando a própria Bíblia. Pobre Mariana! No início dessa série, mostrei a família do lendário Abraão. Tenório, na novela, e Abraão, na Bíblia, são iguais. Ambos têm 2 mulheres. Tenório com Maria Bruaca e Zuleica. Abraão com Sara e a escrava Hagar. Na Bíblia, a situação era pior porque a mulher casada não podia trair o marido, em hipótese alguma. Se fizesse sexo com outro homem, estaria praticando adultério e seria morta por apedrejamento. Já o homem casado, o macho, podia trair livremente a esposa, ter várias mulheres, desde que elas não pertencessem a outro homem. Entendeu, leitor? É fácil ver que o mundo da Bíblia era pior para a mulher do que para o homem e mais desumano do que o mundo da novela Pantanal. Por isso mesmo, um cristão consciente não pode criticar as famílias da novela Pantanal. 

No vídeo anterior (5º), mostrei mais um péssimo costume de uma família bíblica: a família de Jacó. Jacó e Esaú eram filhos de Isaque e Rebeca. Era uma família horrível, totalmente desequilibrada. Nunca foi um modelo de família exemplar, que merecesse ser elogiada. O pai Isaque amava o filho Esaú, já a mãe Rebeca, o filho Jacó. Que coisa horrível, não é mesmo, leitor? E o pior é que, depois, a mãe Rebeca e o filho Jacó resolvem enganar o esposo e pai Isaque para prejudicar o outro filho, Esaú. E pastores evangélicos pregam por aí que as famílias bíblicas eram famílias exemplares. E os fiéis acreditam. Por favor, leitor, não ria, porque está atrapalhando minha concentração aqui. 

Veja agora, leitor, outro péssimo costume dessa família. Mariana, acima, diz que um homem de bem jamais trairia sua esposa, jamais arranjaria outra mulher. Quem faz isso não tem vergonha na cara. Ora, os machos casados na Bíblia tinham essa marca, possuíam várias mulheres e isso era elogiado. Abraão inicialmente tinha 2 mulheres. Depois, se uniu a várias mulheres e concubinas, conforme Gênesis, capítulo 25. Veja, leitor, os irmãos Esaú e Jacó. Após assistir a esse vídeo, leia os capítulos 28, 29 e 30 de Gênesis. Quero que você os leia para confirmar o que mostro aqui. Esaú e Jacó possuíam mais mulheres do que o Tenório da novela Pantanal. Tenório tem 2 mulheres. Esaú e Jacó tiveram inúmeras mulheres, só que Mariana criticou apenas o Tenório porque não conhece o mundo da Bíblia, que era pior. Em relação a Esaú, veja, leitor, o que está escrito em Gênesis, capítulo 28, versículo 9:


“Foi Esaú à casa de Ismael e, além das mulheres que já possuía, tomou por mulher a Maalate, filha de Ismael, filho de Abraão, e irmã de Nebaiote.”


Vê-se que o Tenório da novela Pantanal é um “anjinho” diante do lendário Esaú. Este pegou até uma prima, a Maalate, que era filha de Ismael, irmão de seu pai Isaque. A mesma situação de Jacó. Teve também várias mulheres ao mesmo tempo, e não apenas 2, como o Tenório. Eis algumas de suas mulheres: Raquel, Lia, Zilpa e Bila. Jacó mantinha relações sexuais com elas e teve filhos com elas. Ele, como era homem, podia ter várias mulheres, mas as mulheres jamais podiam ter mais de um homem. Essa era uma das características das famílias na Bíblia. Isso é exemplo de famílias exemplares, que merecem ser elogiadas? Claro que não, não é mesmo, leitor? 

Mariana disse ao Tenório que, se ele fosse um homem do bem, deveria ficar apenas com uma mulher, deveria criar vergonha na cara. Ora, piores que a família de Tenório eram as famílias da Bíblia. Mariana está mais por fora do que bunda de índio.


terça-feira, 5 de julho de 2022

A BÍBLIA E AS NOVELAS ( 5º )

                                      Amigo leitor,

Eis o 5º vídeo da série A Bíblia e as novelas. Nessa série estou mostrando que nenhum cristão pode criticar os modelos de família que aparecem nas mais variadas novelas. Por que não podem criticar? Ora, não podem criticar porque os modelos de família na Bíblia eram piores. Desde o 1º vídeo, estou comparando um modelo de família da novela Pantanal e um modelo de família da Bíblia. Na novela Pantanal, a família de Tenório. Ele tem 2 mulheres: Maria Bruaca e Zuleica. Na Bíblia, o mesmo modelo de família, idêntico. O lendário Abraão tem também 2 mulheres: Sara e a escrava Hagar. E mostrei que a família de Abraão era pior que a de Tenório. É por essa razão que um cristão não pode criticar a família de Tenório porque, se o fizer, estará criticando também a família bíblica de Abraão. 

Ouça, leitor, mais uma vez o que diz Atenéia Araújo, que foi uma cristã evangélica fervorosa, porém, hoje, é uma ateia de primeiríssima qualidade:



             “A Bíblia tem um monte de histórias mostrando famílias disfuncionais. A Bíblia é um manual de maus costumes.”



Atenéia afirma que a Bíblia está lotada de famílias disfuncionais, doentes, problemáticas, com maus costumes. Que as famílias na Bíblia não podem ser elogiadas, não podem ser um modelo, um exemplo. Nas igrejas cristãs, líderes religiosos dizem aos fiéis que as famílias bíblicas eram um modelo, um exemplo a ser seguido. E, lamentavelmente, os fiéis passam a acreditar nessa propaganda que nada tem a ver com as famílias bíblicas. Até agora, mostrei a família deturpada de Abraão, que não é um exemplo de família que venha a ser elogiada. A partir de hoje, vou mostrar mais uma família bíblica terrível, provando, mais uma vez, que as famílias bíblicas não eram modelo, um exemplo a ser seguido: a família de Jacó. Vou pegar alguns detalhes, dividindo-os em 3 vídeos. Para esse vídeo, o primeiro detalhe. Antes, leitor, quero que você, depois de assistir a esse vídeo, leia os capítulos 25 e 27 de Gênesis, o primeiro livro da Bíblia. Quero que você leia esses capítulos para comprovar que não estou mentindo. 

Nas lendas bíblicas, Jacó era filho do casal Isaque e Rebeca. Jacó não foi o primeiro filho a nascer. O primeiro filho a nascer foi Esaú. Logo em seguida, Jacó. Eram irmãos gêmeos. Esaú foi o primeiro a sair pela vagina de Rebeca, e Jacó, o segundo. Naquela época de profundo atraso, essa era a única modalidade de parto. Veja agora, leitor, mais um péssimo costume de mais uma família bíblica. Em Gênesis, capítulo 25, versículo 28, está escrito:


“Isaque amava a Esaú, porque se saboreava de sua caça; Rebeca, porém, amava a Jacó.”


O pai, Isaque, amava o filho Esaú. Já a mãe, Rebeca, amava o filho Jacó. Veja, leitor, a primeira característica horrível dessa família. Uma família cujos pais têm preferência diferente em relação aos filhos não é uma família-modelo, exemplar, que merece ser elogiada. Eu, Eustáquio, nasci numa família sadia, feliz, apesar de pobre. Minha mãe teve 19 filhos. Papai e mamãe amava igualmente todos os filhos. Não existia esse negócio de amar determinado filho ou filha, em prejuízo de outro. Só mesmo uma família doentia para que um pai e uma mãe venham amar diferentemente seus filhos. Quando um pai ou uma mãe amam um filho em detrimento do outro, isso gera ódio e desunião familiar. E foi o que aconteceu nessa lenda bíblica envolvendo a família de Isaque e Rebeca. 


Veja bem, leitor! Isaque, o pai, amava o filho Esaú. Rebeca, a mãe, amava o filho Jacó. Um amor familiar doentio, que vai gerar ódio familiar. Num certo dia, quando o pai Isaque estava muito velho, cego, sua esposa Rebeca e o filho Jacó fizeram uma sacanagem com ele e com o outro filho, Esaú. E diz a lenda bíblica que o deus hebreu abençoou essa sacanagem. Por favor, não ria, leitor, porque está atrapalhando minha concentração aqui. Por favor, não ria! Qual foi a sacanagem preparada pela Rebeca e o filho Jacó? Ora, já que Rebeca, esposa de Isaque, amava o filho Jacó, então resolveu enganar o próprio marido que estava velho e cego. Quem tem uma esposa assim, não precisa de inimigos, não é mesmo, leitor? Uma família cuja esposa engana o esposo com a ajuda de um filho é uma família-modelo, exemplar, que merece ser elogiada? Claro que não, não é mesmo, leitor? Pois bem, Rebeca, que amava o filho Jacó, pediu que ele fosse ao encontro do pai Isaque, levando comida para que recebesse sua bênção antes do filho Esaú. Esaú é que deveria ter recebido a bênção do pai porque foi o primeiro a nascer. Rebeca, em sua maldade, para enganar o próprio esposo que estava velho e cego, colocou uma roupa de Esaú em Jacó. E Jacó, pilantra, enganou o próprio pai, na ingênua lenda bíblica. Isaque, velho e cego, pensando que Jacó era o Esaú, o abençoou. O honrar pai e mãe bíblico foi parar na privada. Rebeca e seu filho Jacó fizeram uma sacanagem contra Isaque e Esaú. Uma família desajustada, desequilibrada, que não é modelo, não é exemplo. E o pior é que a lenda bíblica diz que o deus hebreu ficou feliz com essa sacanagem familiar, que o deus hebreu abençoou Jacó por ter enganado o próprio pai. Por favor, leitor, não ria! Já lhe pedi, não ria! 

E qual foi a atitude de Esaú, o outro filho, quando soube de seu pai que Jacó e Rebeca o enganaram? A resposta está em Gênesis, capítulo 27, versículo 41. Esaú passou a odiar a Jacó, querendo matá-lo, mas não conseguiu porque o deus hebreu protegia Jacó. Por favor, não ria, leitor! O deus hebreu protegendo Jacó que, juntamente com a mãe, enganaram o velho Isaque e fizeram sacanagem com o filho Esaú. Isso é uma família exemplar, modelo, que merece ser elogiada? Claro que não, não é mesmo, leitor? O esposo é enganado pela própria esposa e pelo filho Jacó, em prejuízo do outro filho Esaú. Que sacanagem familiar! E o filho traído deseja matar o próprio irmão enganador. Isso, leitor, é exemplo de uma família-modelo, como dizem os líderes cristãos aos fiéis? Claro que não! 

Se você, leitor, for um cristão, jamais condene alguma família que aparece em novelas porque as famílias bíblicas eram piores. No próximo vídeo, mais uma deturpação dessa família bíblica.  


segunda-feira, 4 de julho de 2022

A BÍBLIA E AS NOVELAS ( 4º )

                                    Caro leitor,


Eis o 4º vídeo da série A Bíblia e as novelas. Você, leitor, é uma pessoa inteligente, que gosta de comparar as coisas, que gosta de raciocinar? Uma pessoa que não aceita passivamente o que outras pessoas lhe dizem? Se você tem essas qualidades, parabéns, porque, regra geral, o povo não age assim. Já que você é uma pessoa inteligente, que adora raciocinar, então ouça novamente a Atenéia Araújo. Atenéia foi uma cristã evangélica fervorosa, mas, hoje, é uma ateia de primeira qualidade. Em um vídeo lançado recentemente, ela diz assim:


Atenéia diz que é um absurdo um cristão qualquer afirmar que as novelas acabam com a família nos dias de hoje. Por quê? Ora, simplesmente porque as famílias presentes na Bíblia, de Gênesis ao Apocalipse, não eram exemplares, um modelo de família. Eram laços familiares marcados por maus costumes. Vou trazer para esse vídeo mais um mau costume das famílias bíblicas que não existe na família brasileira atual. Antes, veja novamente, leitor, as afirmações de Atenéia e do pastor evangélico Cláudio Duarte:



         ATENÉIA ARAÚJO

   PASTOR CLÁUDIO DUARTE

        


  “A Bíblia tem um monte de histórias mostrando famílias disfuncionais. A Bíblia é um manual de maus costumes.”

            “(...) Família é um projeto de Deus e os planos dele não podem ser frustrados. A família original sempre vai existir… (...) Está tudo mudado, há uma inversão total de valores, o homem tem criado suas próprias verdades e quer que elas se sobressaiam às verdades de Deus.”






Atenéia Araújo e o pastor evangélico Cláudio Duarte fazem afirmações contrárias. Ela diz que a Bíblia apresenta inúmeras famílias disfuncionais, com péssimos costumes. Já o pastor afirma que a família bíblica é um projeto do deus hebreu, uma família exemplar, que hoje está mudada, que sofreu uma inversão total de valores. E aí, leitor, qual dos dois está afirmando a verdade de acordo com o mundo bíblico? Se você, leitor, ler a Bíblia, verá que Atenéia está dizendo a verdade. 

Desde o início dessa série, estou comparando duas famílias: uma, que aparece na novela Pantanal, da Rede Globo de Televisão. A outra, na Bíblia. Na novela, a família de Tenório. Ele tem duas mulheres (Maria Bruaca e Zuleica). Na Bíblia, o mesmo formato de família: o lendário Abraão com duas mulheres (Sara e Hagar). É por isso que um cristão não pode criticar esse formato de família na novela porque o mesmo modelo se encontra na Bíblia, entendeu, leitor? Na novela, 1 homem com 2 mulheres. Na Bíblia, 1 homem com 2 mulheres. Entendeu, leitor? E a família bíblica de Abraão é pior que a família de Tenório. E agora vou mostrar mais um péssimo costume da família de Abraão, mais um péssimo costume das famílias na Bíblia, que não existe na família de Tenório, que não existe nas famílias brasileiras de hoje. Eis a pergunta, caro leitor:






Uma família cujo marido pode fazer sexo livremente com outras mulheres é uma família-modelo, exemplar, que merece ser elogiada? 


Você, leitor, entendeu a pergunta acima? Serei mais claro com você. Na novela Pantanal, Tenório, casado com Maria Bruaca, faz sexo com outra mulher, com a Zuleica. E aí, leitor, você acha isso errado? Um homem casado trair sua esposa, mantendo relações sexuais com outra? Se você, leitor, acha que isso é errado, uma esculhambação, então diga também que as famílias presentes na Bíblia eram um desastre porque praticavam a mesma coisa e não era considerada uma esculhambação. E a injustiça na Bíblia era pior. 

Por que a injustiça familiar na Bíblia era pior? Ora, era pior porque o homem casado podia trair sua esposa, podia fazer sexo com mulheres que não pertenciam a outro homem, mas a mulher casada jamais podia trair seu marido. Esse direito era só do marido, do macho. Você sabia disso, caro leitor? Acho que não, não é mesmo, leitor? Pois fique sabendo que isso é verdade no mundo da Bíblia. Eis mais um péssimo costume familiar bíblico que não é modelo, que não é exemplar, que não pode ser elogiado. 

Por que, na Bíblia, o homem casado podia trair sua esposa, mas a esposa não podia trair o marido? Ora, simplesmente porque a mulher era considerada inferior ao homem, uma propriedade dele. Sendo assim, por ser uma propriedade do homem, a mulher lhe devia respeito. Já o homem, por ser o dono, o proprietário, podia trair a esposa sem punição, desde que fizesse sexo com mulher que não pertencesse a outro homem. Se você, leitor, não sabia disso, então fique sabendo agora. Alguém está enganando você, e esse alguém não sou eu. Entendeu, leitor, por que a família bíblica não é uma família-modelo, exemplar, que merece ser elogiada! Repito, alguém está enganando você, e esse alguém não sou eu. 

Veja, na Bíblia, como exemplo, a família de Abraão. Desde o início dessa série, estou comparando a família de Tenório com a de Abraão. No primeiro livro da Bíblia, Gênesis, capítulo 16, versículo 3, está escrito:


“Então, Sarai, mulher de Abrão, tomou a Hagar, egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão, seu marido, depois de ter ele habitado por dez anos na terra de Canaã.”


Viu aí, leitor? Está escrito que a lendária Sara entregou seu marido Abraão à escrava Hagar para que ele fizesse sexo com ela. Ou seja, o marido (Abraão) fazendo sexo com outra mulher (escrava Hagar). Isso era permitido no mundo da Bíblia. Isso é modelo de família, que merece ser elogiado? A própria Sara permitiu que seu esposo fizesse sexo com outra mulher. Sara não podia fazer sexo com outro homem porque era mulher, considerada uma propriedade. Já o homem podia trair sua esposa, desde que a outra mulher não pertencesse a outro homem. Entendeu, leitor, por que as famílias presentes na Bíblia não são famílias-modelo, exemplares, que merecem ser elogiadas? Atenéia diz que a Bíblia é um manual de maus costumes. E aqui está mais um exemplo bíblico. É um péssimo costume permitir que o marido tenha liberdade sexual para trair sua esposa. Isso é uma esculhambação, não é mesmo, leitor? Se você, leitor, critica o Tenório por trair sua esposa Maria Bruaca, na novela Pantanal, então deve criticar as famílias na Bíblia porque essa esculhambação era permitida. Em toda a Bíblia, os machos casados podiam fazer sexo com várias mulheres, mas nenhuma mulher casada podia fazer sexo com outro homem. Esaú fazia sexo com várias mulheres (Gênesis 36:6), assim também Jacó (Gênesis 29 e 30), Davi (I Samuel 30), Salomão (I Reis 11) e outros. Entendeu, leitor? Nas famílias da Bíblia, repito, o marido, o macho, podia livremente fazer sexo com outras mulheres, mas a esposa não podia fazer a mesma coisa. Isso é modelo de família, exemplar, que merece ser elogiado? Claro que não, não é mesmo, leitor? Por isso mesmo, Sara aceitou que Abraão fizesse sexo com a escrava Hagar porque ele era o macho. Já Sara jamais podia fazer sexo com outro homem.

Entendeu, leitor?