quarta-feira, 6 de outubro de 2021

A BÍBLIA: 100% ÉTICA

                                        Esse é o 8º vídeo sobre o manual “Lições Bíblicas, 3º trimestre de 2002, Ética Cristã, confrontando as questões morais”. Mais uma vez, trago a parte do trecho do manual que está na página 4:



“(...) Graças a Deus, temos o maior e melhor referencial ético que o mundo já conheceu: a Palavra de Deus.”



O manual das Assembleias de Deus afirma que a Bíblia é o maior e melhor referencial ético que o mundo já conheceu. Como já dizia Sigmund Freud, o Pai da Psicanálise, judeu e ateu, o homem religioso se contenta com fundamentações miseráveis para seu juízo, para seus pontos de vista. É um absurdo alguém afirmar que a Bíblia é o maior e melhor referencial ético que o mundo já conheceu. Um absurdo! Só mesmo os livros evangélicos para fazer tal afirmação. Nos 4 vídeos anteriores, mostrei 4 passagens bíblicas que estão muito distantes do que conhecemos por ética. Para esse vídeo, mais um exemplo bíblico que é contra a ética. 

Vou começar, amigo leitor, trazendo a Constituição Federal atual, a maior lei brasileira, a lei das leis. No artigo 5º, inciso I, está escrito:

 



“homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição.”

 



A Constituição, de acordo com o inciso acima, está afirmando que, no Brasil, homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. Preste bem atenção, caro leitor: são iguais em direitos e obrigações, mas não são iguais biologicamente. Por exemplo, a mulher menstrua, o homem, não! São, pois, diferentes biologicamente. Todavia, são iguais em direitos e obrigações. E agora lhe pergunto, leitor: por que está escrito na Constituição que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações? Qual é a razão da existência dessa afirmação? A resposta é simples: esse direito de igualdade está escrito na Constituição porque, no passado, não existia, isto é, no mundo antigo, somente o homem (o macho) possuía direitos que eram negados à mulher (a fêmea). Entendeu, leitor? Assim, a Constituição acabou com essa injustiça contra a mulher. 

A Constituição, pois, é um livro ético. A ética exige tratamento igual para o homem e para a mulher, em se tratando de direitos e obrigações. E a Bíblia? Será que homem e mulher são iguais em direitos e obrigações? A resposta também é simples, caro leitor: não! Em toda a Bíblia, de Gênesis ao Apocalipse, o homem (o macho) possuía direitos que eram negados à mulher (a fêmea). E o manual das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus ainda tem a coragem de afirmar que a Bíblia é o maior e melhor referencial ético que o mundo já conheceu. Ora, se a Bíblia fosse aplicada hoje, no Brasil, as mulheres, coitadas, sofreriam horrivelmente. De Gênesis ao Apocalipse, a mulher apanha, apanha, apanha! Veja o primeiro livro bíblico, Gênesis. No capítulo 2º, versículo 4, começa o 2º relato lendário sobre a criação do homem e da mulher. Nessa lenda, o deus hebreu criou primeiramente o homem, o macho. Após a criação do homem, do macho, o deus hebreu o colocou no Jardim do Éden para que cuidasse das plantinhas. E o homem Adão, sozinho, passava o dia todo cuidando das plantinhas. Aí, o deus hebreu resolveu criar todos os animais irracionais, todos os seres viventes, e todos viviam no Jardim do Éden. Por favor, leitor, não ria porque isso se trata de uma lenda, de uma criação do escritor hebreu. Pois bem! O homem Adão vivia numa solidão profunda junto com os animais. E ele via casais de animais, um jumento com uma jumenta, um carneiro com uma ovelha, uma cabra com um bode, só que ele não tinha uma companheira. Isso está no versículo 20 do capítulo 2º. Só aí é que o deus hebreu percebeu que o homem Adão estava solitário triste, razão por que resolveu fazer uma mulherzinha para lhe fazer companhia. E a mulher Eva foi feita, em segundo plano, só para servir de companheira ao homem, ao macho. 



Essa narrativa lendária bíblica foi construída dentro de uma sociedade patriarcal, em que o macho se sobressai em detrimento da fêmea. O macho Adão foi criado primeiramente, uma criação por excelência. Já a fêmea só foi criada depois, após Adão reclamar da solidão profunda. Ela não estava nos planos do deus hebreu. E a fêmea só foi criada para ser uma auxiliadora do macho, para lhe fazer companhia, para acabar com a solidão de Adão. Percebeu, leitor, a importância do macho em detrimento da fêmea? E essa superioridade do macho foi destacada mais à frente, no Novo Testamento, pelo apóstolo Paulo de Tarso, que foi o real fundador do cristianismo, já que o Jesus das lendas dos evangelhos não deixou uma igreja sequer. Assim, em 1 Coríntios, capítulo 11, versículos 8 e 9, Paulo escreve:



“Porque o homem não foi feito da mulher, e sim a mulher do homem.

 Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher, por causa do homem.” 




Percebeu, leitor? Paulo de Tarso, referindo-se à lenda que está em Gênesis, diz que o homem não foi criado por causa da mulher. A mulher é que foi criada por causa do homem. O homem Adão foi criado primeiro, a mulher não estava nos planos do deus hebreu. Ela só foi criada depois por causa do homem, para lhe fazer companhia. Por isso, Paulo de Tarso pregava que o homem tinha privilégios que eram negados à mulher. A ignorância machista de Paulo de Tarso era a regra no mundo da Bíblia. E, para aumentar mais ainda a superioridade do macho, em detrimento da fêmea, Paulo diz que o homem não foi feito da mulher. A mulher é que foi feita do homem. O deus hebreu criou o homem do pó da terra, uma criação por excelência. Já a mulher, não! A mulher foi uma criação secundária, não foi feita do pó da terra, mas de uma parte do homem, da costela. Percebeu, leitor, como o texto bíblico coloca a mulher num plano inferior? Quando eu vejo uma mulher elogiando a Bíblia, vem à minha lembrança Sigmund Freud, o Pai da Psicanálise, judeu e ateu, quando afirmava que a crença religiosa conduz o homem a um estado semelhante ao de amência, demência. Uma mulher elogiando a Bíblia é tão absurdo quanto um judeu elogiando Adolf Hitler. Por quê? Porque a Bíblia coloca a mulher num plano de inferioridade em relação ao macho. Diferentemente da Constituição Federal, a Bíblia é um catálogo de privilégios só para os machos.

Veja, leitor, mais um exemplo bíblico que mostra a inferioridade da mulher diante do macho. No livro Levítico, capítulo 12, versículos 1, 2, 4 e 5, está escrito:



“Disse mais o Senhor a Moisés:

 Fala aos filhos de Israel: Se uma mulher conceber e tiver um menino, será imunda sete dias; como nos dias da sua menstruação, será imunda.

 Depois, ficará ela trinta e três dias a purificar-se do seu sangue; nenhuma coisa santa tocará…

  

 Mas, se tiver uma menina, será imunda duas semanas, como na sua menstruação; depois, ficará sessenta e seis dias a purificar-se do seu sangue.”

 


Em primeiro lugar, veja a expressão  bíblica inicial:



 “Disse mais o Senhor a Moisés”. 






Um cristão lê isso aí e pensa que realmente uma entidade “espiritual” inteligentíssima deu essa ordem a um cidadão hebreu chamado Moisés. Nada disso! Esse relato é mais uma criação de um hebreu. Deus algum existe, deus algum fala com alguém. Vê-se facilmente que esse discurso não veio de um cérebro inteligente, mas de um cérebro de um homem hebreu limitado ao conhecimento de sua época. Esse homem hebreu, e não um deus inteligente, via a mulher como um ser inferior ao homem, razão por que fixou essa regra em detrimento da fêmea. Esse homem hebreu tinha até uma visão errônea também sobre a menstruação.

Esse homem hebreu diz que, se uma mulher hebreia parir um MENINO, um macho, ficará imunda durante 7 dias, e, para se purificar, precisará de 33 dias. 

E se nascer uma MENINA, uma fêmea? Se nascer uma MENINA, aí a coisa piora: a mulher ficará imunda durante 14 dias, o dobro. E, para se purificar, necessitará de 66 dias, o dobro também. Entendeu, leitor, a discriminação injusta apenas levando em consideração o SEXO da criança? Se a criança for mulher, fêmea, tudo piora!!! Era essa a visão negativa desde a infância em relação à mulher. E veja mais absurdos: esse hebreu que escreveu esse texto, e não um deus inteligente, entendia que uma mulher após o parto se tornava imunda e que, durante a menstruação, também era imunda. Vê-se que o mundo bíblico era um mundo muito ignorante e discriminatório em relação à fêmea. E o manual das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus ainda tem a coragem de afirmar que a Bíblia é o maior e melhor referencial ético que o mundo já conheceu. 

Veja mais uma discriminação bíblica em relação à mulher. Em Êxodo, capítulo 20, versículo 14, está escrito:

 


“Não adulterarás.”






Um cristão lê esse mandamento e pensa que o “não adulterarás” era uma ordem igual para o homem e para a mulher. Não, não era! Era uma ordem desigual, boa para o homem, mas péssima para a mulher. Como era isso, então? Era assim: o homem hebreu casado podia trair sua esposa, desde que as amantes não fossem do próximo, de outro hebreu. Por que isso? Ora, porque a mulher era considerada propriedade do homem. Se um homem pegasse a mulher de outro estaria ofendendo seu patrimônio. Já a esposa hebreia não podia trair o esposo em hipótese alguma, nem com homem solteiro. Já que ela era uma propriedade do marido, então, devia obediência a ele. O marido não devia obediência à mulher. Entendeu, leitor, como a mulher apanhava na Bíblia? E o manual evangélico tem a cara de pau em afirmar que a Bíblia é o maior e melhor referencial ético que o mundo já conheceu! 

Para encerrar, mais um exemplo do apóstolo Paulo de Tarso, discriminando a mulher, em 1 Coríntios, capítulo 14, versículos 34 e 35:

 


“Conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar, mas estejam submissas como também a lei o determina. 

  Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem, em casa, a seu próprio marido, porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja.”




É gritante, pois, a visão errônea da Bíblia, dos hebreus e cristãos, acerca da mulher, considerada um ser inferior ao homem, ao macho. Deus algum existe, deus algum escreveu alguma coisa ou disse algo a alguém. Esses textos, na verdade, foram atribuídos a um deus, mas oriundos de homens hebreus que tinham uma visão caótica sobre o mundo que os cercava. 





Quando vejo, repito, uma mulher elogiando a Bíblia, sei de antemão que ela não tem a menor ideia do que está elogiando. 


segunda-feira, 4 de outubro de 2021

A ÉTICA NA BÍBLIA

                                       Esse é o 7º vídeo sobre o manual “Lições Bíblicas, 3º trimestre de 2002, Ética Cristã, confrontando as questões morais”. Mais uma vez, trago a parte do trecho do manual que está na página 4:




“(...) Graças a Deus, temos o maior e melhor referencial ético que o mundo já conheceu: a Palavra de Deus.”

 



O manual das Assembleias de Deus afirma que a Bíblia é o maior e melhor referencial ético que o mundo já conheceu. Como já dizia Sigmund Freud, o Pai da Psicanálise, judeu e ateu, o homem religioso se contenta com fundamentações miseráveis para seu juízo, para seus pontos de vista. É um absurdo alguém afirmar que a Bíblia é o maior e melhor referencial ético que o mundo já conheceu. Um absurdo! Só mesmo os livros evangélicos para fazer tal afirmação. Nos 3 vídeos anteriores, mostrei 3 passagens bíblicas que estão muito distantes do que conhecemos por ética. Para esse vídeo, mais um exemplo bíblico que é contra a ética. 

Você, amigo leitor, sabe o significado da palavra “escravidão”? Se você sabe, muito bem. Se não sabe, então vamos lá. Escravidão é a situação em que se encontra um escravo. O escravo é uma pessoa que não tem liberdade, submetida a trabalhos forçados sem remuneração e a castigos. Você, leitor, com certeza, trabalha, tem um emprego livre, que lhe garante um salário, descanso semanal, férias, 13º salário, FGTS, previdência social etc. Que beleza! Mas fique sabendo que um escravo não possui nenhum desses direitos. Para refrescar sua memória, leitor, lembre-se da escravidão que reinou no nosso Brasil até 1888.

Pergunto-lhe, agora, leitor: submeter uma pessoa à escravidão é ético? O que você me diz? É ético prender um ser humano, forçá-lo a trabalhar, aplicando-lhe castigos físicos? Isso é ético, amigo leitor? Não ouvi sua resposta, mas tenho certeza de que você disse “NÃO”! Muito bem, caro leitor! Claro que não é ético submeter uma pessoa à escravidão. Ao contrário: é uma das piores barbaridades contra o ser humano! 

Pois bem! Já que o manual das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus afirma que a Bíblia é o maior e melhor referencial ético que o mundo já conheceu, então, a Bíblia deve proibir a escravidão, não é mesmo, leitor? A Bíblia deve ser contra a escravidão, não é mesmo, leitor? E ela é contra a escravidão? Claro que não, leitor! Claro que não! Ao contrário: de Gênesis ao Apocalipse, a escravidão é apoiada e elogiada. É preciso que você, leitor, entenda que a Bíblia é um conjunto de livros de um povo, hebreu, e não de todos os povos. Outros povos, obviamente, têm livros diferentes e deuses diferentes também. No mundo antigo, essa maldade chamada escravidão se fazia presente. Existiu até aqui, no Brasil, que nasceu em 1500, e com maior razão ainda no mundo da Bíblia, que é muito mais antigo. O povo hebreu, que criou o deus hebreu, adorado também pelos cristãos, mantinha escravos. Veja, caro leitor, o que está escrito na Bíblia, no livro  Levítico, capítulo 25, versículo 44:



“Quanto aos escravos ou escravas que tiverdes, virão das nações ao vosso derredor; delas comprareis escravos e escravas.”



Viu aí, leitor, como os hebreus possuíam escravos! Havia escravos hebreus e escravos estrangeiros. Seres humanos comprados, como hoje se compra um televisor, um celular ou uma Bíblia. E o manual das Assembleias de Deus ainda tem a coragem de afirmar que a Bíblia é o melhor e maior referencial ético que o mundo já conheceu. É ou não é uma afirmação totalmente divorciada da história dos hebreus? A escravidão está na Bíblia e nada tem a ver com ética! Um livro que enaltece a escravidão obviamente não é um livro ético! Como, no mundo da escravidão, os escravos eram uma propriedade, um objeto, então se submetiam aos piores vexames, entre os quais, a satisfação sexual de seus proprietários. Eis um exemplo no livro de Gênesis, capítulo 16, versículo 1:



“Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos; tendo, porém, uma serva egípcia, por nome Agar.”



Nessa lenda bíblica, Abraão e Sara formavam um casal. E esse casal possuía escravas, uma delas chamada Agar. Abraão, que não era bobo, fazia sexo com as duas. Suas escravas não tinham vontade, poder de decisão porque eram consideradas objetos. Se o proprietário sentisse tesão por uma escrava, a relação sexual se concretizava. Era assim na Bíblia, como também era assim no Brasil. Os proprietários e seus filhos, como se diz lá, no Ceará, lavavam a burra em cima das miseráveis escravas. Na lenda bíblica, de tanto Abraão trepar na escrava Agar, nasceu um filho chamado Ismael. Após o nascimento da criança, Sara ficou com inveja porque era infértil, não podia gerar um filho. A escrava Agar, uma mera escrava parir, foi visto como ofensa por Sara. E aí, em comum acordo, Sara passou a humilhar a pobre Agar, que, não aguentando tamanha humilhação, fugiu de casa com o menino. 

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo de Tarso, que foi realmente o fundador do cristianismo, já que o Jesus das narrativas lendárias não deixou igreja alguma, pois era judeu, fazia propaganda da escravidão. Em Gálatas, capítulo 4º, versículos 30 e 31, em relação à lenda de Agar e seu filho Ismael, Paulo escreve:


“Contudo, que diz a escritura?

 Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava será herdeiro com o filho da livre.

 E, assim, irmãos, somos filhos não da escrava, e sim da livre.”





Segundo o ponto de vista do apóstolo Paulo de Tarso, os escravos eram cidadãos de classe inferior, razão pela qual ele achou correta a expulsão da escrava Agar e de seu pobre filho pelo casal Abraão e Sara. Paulo diz que, de modo algum, o filho da escrava seria herdeiro, mas apenas o filho de Sara. Mais à frente, em 1 Timóteo, capítulo 6º, versículo 1, Paulo diz sobre os escravos:

 



“Todos os servos que estão debaixo de jugo considerem dignos de toda honra o próprio senhor, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados.”




Paulo de Tarso está afirmando que os servos (escravos) devem honrar seus proprietários, seus donos, porque agindo assim o deus hebreu ficará muito feliz. Você entendeu, leitor amigo? Serei mais claro: Paulo está dizendo que os escravos devem ser obedientes aos seus patrões para que a doutrina cristã não seja blasfemada. Entendeu agora, leitor? 


E, lamentavelmente, o manual das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus ainda tem a coragem de afirmar que a Bíblia é o melhor e maior referencial ético que o mundo já conheceu!

Durma-se com um barulho desse!!!!


sábado, 2 de outubro de 2021

A BÍBLIA É MUITO ÉTICA

                                    Esse é o 6º vídeo sobre o manual “Lições Bíblicas, 3º trimestre de 2002, Ética Cristã, confrontando as questões morais”. No vídeo anterior, mostrei um exemplo bíblico que é contrário à afirmação do manual evangélico que está na página 4:



“(...) Graças a Deus, temos o maior e melhor referencial ético que o mundo já conheceu: a Palavra de Deus. Ela é lâmpada e luz divinas, tanto para nosso ser interior como para nosso viver exterior.”



Muito bem! Para esse vídeo, trago mais um exemplo bíblico que, novamente, anula a afirmação do manual. É dito acima que a Bíblia é o maior e melhor referencial ético que o mundo já conheceu. Ora, caro leitor, se fosse verdadeira essa afirmação, o mundo estaria perdido hoje. Por exemplo, a vida aqui, no Brasil, seria insuportável. Mostrei no 5º vídeo que o incentivo a invasões de terras está presente na Bíblia. Até minha cadela, que se chama Frida, sabe que é contra a ética invadir terras alheias. Na lenda que está em Gênesis, o deus hebreu determina que Abraão saia da sua terra e vá para uma terra alheia, que pertence a outros povos, chamada Canaã. Deus diz a Abraão que expulsará daquelas terras seus reais proprietários a fim de dá-las ao povo de Abraão, ao povo hebreu. Que maldade, caro leitor! E, loucamente, o manual das Assembleias de Deus ainda tem a coragem de afirmar que a Bíblia é o maior e o melhor referencial ético que o mundo já conheceu. E, pior ainda, os cristãos acreditam nessa mentira! Veja, agora, leitor, mais uma passagem bíblica. No livro de Êxodo, capítulo 20, versículo 3, está escrito:



“Não terás outros deuses diante de mim.”






Preste bem atenção, leitor! O que está no capítulo 20 de Êxodo é uma relação de mandamentos que o escritor hebreu, em sua imaginação, atribuiu ao deus hebreu. Na verdade, deus algum existe, deus algum fez lei alguma. É o homem que faz deuses, é o homem que faz leis. Esses 10 mandamentos, que não são 10, não foram criados pelo deus hebreu, mas pelos homens hebreus numa época bastante atrasada em comparação com a época de hoje. Por isso mesmo, são leis muito velhas, malfeitas e extremamente injustas. Líderes cristãos enganam os fiéis, afirmando que são leis maravilhosas porque provenientes do deus hebreu, e, lamentavelmente, os fiéis passam a acreditar nessas mentiras. Veja, novamente, o mandamento acima:

 



““Não terás outros deuses diante de mim.”




Você, leitor amigo, tem ideia do que esse mandamento significa? Será que é mais um exemplo de ética bíblica, como dizem os cristãos? Será que esse mandamento bíblico transborda ética? Claro que não, amigo leitor! Esse mandamento nada tem a ver com ética, ao contrário, é contra a ética, é antiético! Esse mandamento, na verdade, é mais uma monstruosidade bíblica. Está destruindo a liberdade de crença religiosa, está afirmando que as pessoas não são livres para adorar outros deuses ou divindades, além do deus hebreu. Quem adorar outros deuses deverá ser morto! Eis a verdade acerca desse mandamento! 

O mundo da Bíblia era um mundo terrível, muito diferente do mundo atual em que vivemos. Não havia liberdade de culto, não havia liberdade de crença. Nessa lenda horrível, o deus hebreu entrega 10 leis a Moisés, no monte Sinai, para que o povo hebreu as siga. Quando Moisés desce do monte, vê que seu povo está adorando outro deus, o deus Bezerro de Ouro. E o que Moisés faz? Ora, ele manda que seus soldados matem, ao fio da espada, os hebreus que estavam adorando outro deus. E os soldados matam 3 mil hebreus porque estavam apenas adorando outro deus. Que maldade, amigo leitor! Essa maldade está no livro de Êxodo, capítulo 32. É fácil ver que esse mandamento bíblico nada tem a ver com ética, ao contrário, é antiético, contra a ética. A ética nos recomenda que devemos respeitar a crença dos outros, que cada cidadão é livre para seguir qualquer religião, para adorar os deuses que quiser. Ou seja, a ética é contrária à Bíblia. E o manual evangélico ainda tem a coragem de afirmar que a Bíblia é o maior e melhor referencial ético que o mundo já conheceu! Que absurdo! 

A Bíblia, caro leitor, não é ética, mas a Constituição Federal é! Aquilo que é negado pela Bíblia ( a liberdade de crença) é defendido pela Constituição brasileira. A Constituição garante às pessoas a liberdade de crença! A Bíblia nega! Entendeu, leitor? No artigo 5º, inciso VI, está escrito:

 



“É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.”




Viu, aí, leitor, a enorme diferença entre a Bíblia e a Constituição Federal? Na Bíblia, era proibida a liberdade de crença. Os hebreus só deveriam adorar o deus hebreu. Não havia liberdade de crença, não havia liberdade religiosa. Se um homem hebreu adorasse outro deus, o que ocorria sempre, era condenado à pena de morte. Uma lei insana, uma lei má, uma lei injusta! Na Constituição Federal, tudo diferente! No Brasil, a liberdade de crença é inviolável, ou seja, ninguém pode violá-la, ninguém pode, por exemplo, punir outra pessoa por adorar deuses diferentes. É livre a crença religiosa! A Constituição é, pois, ética!!!! 



Na lenda bíblica, Moisés mandou matar 3 mil hebreus apenas porque estavam adorando outro deus. Se esses 3 mil hebreus estivessem vivos hoje e morando no Brasil, nenhum mal teria acontecido a eles porque estavam exercendo o direito constitucional à liberdade de crença. Percebeu, leitor, como a Bíblia nada tem de ética? 

Lamentavelmente, cristãos, que passam por lavagem cerebral religiosa, ficam ainda hoje e sempre elogiando a Bíblia sem perceberem o absurdo. E, por incrível que pareça, os cristãos adoram a liberdade de crença, só que não percebem que essa liberdade não existe na Bíblia.

Na verdade, quem defende a liberdade de crença não pode defender a Bíblia.