segunda-feira, 16 de setembro de 2019

A BÍBLIA E O MATA-NÃO MATA



                                                          Eustáquio


                   Esse é o segundo vídeo em que abordamos o “não matarás” que está na Bíblia, precisamente no livro de Êxodo, capítulo 20, versículo 13. No primeiro vídeo, mostramos o primeiro erro nesse mandamento. Você, que está assistindo a esse vídeo, verá agora o segundo. Antes, uma frase do inesquecível intelectual, tradutor, escritor, dramaturgo e humorista brasileiro Millôr Fernandes, falecido em 2012. Ele afirmou:



                  “Se a Bíblia tivesse sido submetida aos críticos todos teriam achado subliteratura sem pé nem cabeça.”



                 Líderes religiosos cristãos propagam que o deus da Bíblia é um deus de amor. Entre outras coisas, eles dizem, por exemplo, que o deus hebreu é totalmente contra o homicídio e que essa ordem está lá no rol dos 10 mandamentos:



               “NÃO MATARÁS”



               Será que o deus hebreu é realmente um deus de amor, de misericórdia, de compaixão? Será que é um deus que, de fato, sente repugnância diante de um homicídio? A resposta, obviamente, a essas perguntas só pode ser encontrada na própria Bíblia, não é mesmo? Nesse relato lendário, que se localiza no capítulo 20 de Êxodo, o deus hebreu, num monte, escreve os 10 mandamentos em duas tábuas, passando-as para Moisés. Lá, na parte inferior do monte, os hebreus, inquietos, aguardavam a descida de Moisés. Moisés estava no monte durante um longo tempo. Como demorava muito, os hebreus perderam a paciência, pedindo ao hebreu Arão que fizesse um deus para eles. Como se vê, os hebreus eram um povo nômade, tribal, apegado a deuses. Arão fez então um deus chamado Bezerro de Ouro. E o povão passou a adorar esse deus com holocaustos. Que povo ignorante, não é mesmo?
                  Quando Moisés desceu do monte, conduzindo as duas tábuas com os 10 mandamentos, ao ver seu povo adorando outro deus, que não o Javé, ficou bastante irado. Você, que está assistindo a esse vídeo, não se esqueça de que o 13º mandamento era justamente o “não matarás”. Moisés tinha esse conhecimento. Revoltado pelo fato de seu povo estar adorando outro deus, sem demonstrar uma gota de misericórdia, de amor, Moisés ordenou que seus seguidores mais próximos pegassem a espada e matassem a todos que estavam adorando outro deus. Morreram ali aproximadamente três mil pessoas. Uma carnificina, portanto. Imagine se isso tivesse ocorrido hoje, no Brasil. Moisés seria com certeza chamado de Hitler brasileiro, não é mesmo?
                   Qual é mesmo o 13º mandamento? Ah, o “não matarás”! E o que Moisés e seus seguidores fizeram? Eles mataram, não foi mesmo? Eles transgrediram o 13º mandamento, foi ou não foi? Claro que foi! Eles foram punidos pelo deus hebreu? Claro que não! E o Arão, irmão de Moisés, o principal responsável por ter feito o deus Bezerro de Ouro, foi assassinado imediatamente? Claro que não! Ah, agora entendi! Então, só a ralé é que se arrebentou! E veja mais um fator agravante: Moisés tinha ciência de que era proibido matar. Ele estava com as tábuas nas mãos. Elas ainda estavam quentinhas. Já o povão que estava adorando o outro deus não tinha o conhecimento de que sua conduta era errada. Para alguém ser punido, há necessidade de ter conhecimento de que sua conduta é contrária à lei. O povão não tinha essa ciência porque os 10 mandamentos se dissolveram quando Moisés quebrou as duas tábuas.
                   Vejamos, agora, o que está escrito no livro de 1 Samuel, capítulo 15, versículo 3:



              “Vai, pois, agora, e fere a Amaleque e destrói totalmente a tudo o que tiver, e nada lhe poupes; porém matarás homem e mulher, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos.”




             Nesse versículo, quem manda matar homens, mulheres, meninos e crianças de peito? Ou seja, quem incentiva a prática de homicídios? Ora, a mesma entidade que, em Êxodo 20:13, condena a prática de homicídios. E agora como fica? Como pode? Mata ou não mata! Percebeu a contradição gritante? E a ordem para matar é abundante ao longo de toda a Bíblia.
            No mundo da realidade, quem manda matar não tem relação alguma com amor, com misericórdia. Na verdade, deus algum existe, deus algum é contrário, ou não, a homicídios. E o segundo erro está na afirmação dos líderes religiosos cristãos de que o deus hebreu condena a prática do crime de homicídio. A Bíblia diz o contrário!

A BÍBLIA E O “NÃO MATARÁS”




                                                          Eustáquio



                Iniciarei o vídeo com uma frase inteligentíssima do norte-americano Samuel Twain Clemens, mais conhecido pelo pseudônimo Mark Twain. Foi um intelectual, escritor e humorista, falecido em 1910. Twain afirmou o seguinte:



           “Antes de fazer oração por chuvas, é melhor consultar a previsão do tempo”



           Na Bíblia, precisamente em Êxodo, capítulo 20, surgem ali os dez mandamentos que, na verdade, não são dez. Um hebreu, que não foi Moisés, escreveu lá que aqueles dez mandamentos foram escritos pelo deus hebreu e entregues a Moisés. Um bom estudante de Direito, intelectualmente honesto, basta olhar a lista dos mandamentos para constatar que são leis malfeitas e profundamente injustas. E são assim porque foram feitas por um povo arcaico, não havendo entidade espiritual alguma por trás delas.
          Nesse vídeo, abordarei o mandamento que está no versículo 13:



           “NÃO MATARÁS”



        Nesse mandamento, existem 3 erros claros e cristalinos. Para evitar um vídeo muito longo, abordarei aqui acerca do primeiro erro, deixando os outros para os vídeos seguintes. O primeiro erro está na afirmação falsa de líderes religiosos cristãos, no sentido de que esse mandamento é uma ordem do deus hebreu contra a aplicação da pena de morte. Eles dizem aos fiéis, por meio de livros, jornais e televisão, que o “não matarás”, que está em Êxodo, é o mandamento do deus hebreu contrário à pena de morte. Que o deus hebreu é contra a pena de morte Até o papa Francisco, que é uma pessoa simpática, faz coro nessa inverdade.
         Na verdade, o “não matarás” bíblico é uma ordem para decretar a pena de morte aos que, na sociedade hebraica, cometiam o crime de homicídio. Ao contrário do que propagam os líderes religiosos cristãos, os hebreus aplicavam a pena de morte, somente a pena de morte, para os crimes de homicídio. Naquela época, não havia cadeia para os assassinos. Se um hebreu matasse outro hebreu, a punição era a pena de morte, e nada de cadeia, de penitenciária. Portanto, quando um líder religioso cristão invoca o que está em Êxodo 20: 13, para sustentar que a Bíblia é contra a pena de morte, na verdade está levando os fiéis ao erro.
           E onde está escrito na Bíblia que os assassinos hebreus deveriam ser condenados à pena de morte? Ora, a resposta é muito simples. Em Êxodo, capítulo 21, versículo 12, está escrito:



           “Quem ferir a outro, de modo que este morra, também será morto.”



          Eis aqui a pena de morte aplicada a um hebreu que cometesse o crime de homicídio. Vê-se, pois, que o “não matarás” não tinha relação alguma com o impedimento da pena de morte. Era apenas um aviso para os hebreus. Se um hebreu, dentro da sociedade hebraica, viesse a matar outra pessoa, seria punido com pena de morte. A pena de morte era a única aplicada, para esses casos, em toda a Bíblia. Muito cuidado, portanto, com o que você ouve dos líderes religiosos cristãos!
          E o mais grave ainda é que a pena de morte era aplicada para os casos mais simples. Havia uma injusta desproporção entre os crimes e as penas. Veja, como exemplo, o que está em Levítico, capítulo 20, versículo 10:



          “Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera”



          Como se vê facilmente, era aplicada a pena de morte até para os crimes mais simples, no caso aqui, o do adultério. Os hebreus tinham uma visão distorcida, arcaica, daí as leis absurdas e não lógicas. Hoje, no Brasil, graças aos avanços, o adultério não é mais crime, e, quando fazia parte do Código Penal, quem o praticasse era apenado com prisão leve. É uma maluquice condenar à morte um adúltero ou uma adúltera. Já pensou se as leis bíblicas tivessem vigência hoje, no Brasil? Com certeza, um universo de cristãos adúlteros seria eliminado pela pena capital. Um absurdo, não é mesmo?
            Portanto, a Bíblia sempre foi a favor da pena de morte, e era a pena mais aplicada em todos os seus livros.
           Cuidado, muito cuidado com o que você ouve dos líderes religiosos cristãos!

sábado, 14 de setembro de 2019

NÃO, JESUS! NÃO!




                                                          Eustáquio


                             O espanhol Juan Arias (teólogo, filósofo, psicólogo, jornalista, escritor e especialista em línguas semíticas), em seu livro “A Bíblia e seus segredos”, 2004, Editora Objetiva, na página 30, entre outras coisas, escreve o seguinte:



                   “É lógico, portanto, que a Bíblia apresente erros e contradições, exageros e mitos misturados com fatos reais.”



                   Veja, neste artigo, mais um erro bíblico clássico atribuído a Jesus. Quando me refiro a Jesus, não estou tratando do Jesus histórico, mas do Jesus que está presente no Novo Testamento da Bíblia cristã. O Jesus histórico é quase um nada! Que isso fique bem claro, portanto!
                No evangelho de Marcos, capítulo 2, versículos 25 e 26, está escrito:



                “25 Mas ele lhes respondeu: Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros?
                  26 Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais não é lícito comer, senão aos sacerdotes, e deu também aos que estavam com ele?”



                  Nesses versículos, Jesus e seus discípulos, num dia de sábado, estão passando por um campo de cereais. Seus discípulos, com fome, aproveitaram para colher espigas. Naquela época, era proibido qualquer trabalho no dia de sábado. Os fariseus viram os discípulos pegando as espigas, e foram reclamar com Jesus. Disseram-lhe que era proibido colher espigas naquele dia.
                Jesus, então, respondeu aos fariseus, dizendo-lhes que eles deveriam ver, nas escrituras, o que ocorreu na época do rei Davi. E Jesus disse que Davi, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, com muita fome, comeu os pães da proposição, os quais eram proibidos para o povo em geral. Mesmo assim, Davi os comeu.
               Na afirmação atribuída a Jesus, existe um erro claro e clássico. Ora, o rei Davi não fez nada disso quando Abiatar era o sumo sacerdote. Vê-se, pois, que Jesus cometeu mais um erro, perdendo sua onisciência. Jesus citou aos fariseus a passagem que está no Velho Testamento, precisamente em 1 Samuel, capítulo 21, versículos 1 a 6. Ali, o rei Davi comeu os pães da proposição, no tempo do sumo sacerdote Aimeleque, que era o pai de Abiatar. Jesus confundiu o pai com o filho porque, obviamente, não estava com o texto antigo em suas mãos.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

CALMA, JESUS! CALMA!




                                                          Eustáquio



                             Em meu vídeo anterior intitulado “E Jesus perde a onisciência”, publicado hoje, sexta-feira, dia 13 de setembro do fluente ano (2019), mostrei 3 passagens bíblicas em que Jesus perde completamente a onisciência. E há outras. Das 3 passagens, pegarei uma para mostrar mais uma coisinha.
                    Você, que está assistindo a esse vídeo neste momento, por favor, esqueça, pelo menos momentaneamente, que eu sou ateu. Esqueça qualquer religião, qualquer deus. Certinho? Veja a seguinte situação. Suponha que hoje um vizinho seu o procurou para lhe contar um fato ocorrido no dia anterior. Ele lhe disse que o pai dele estacionou o carro debaixo de uma árvore bastante alta e frondosa. Ao retornar para pegar o carro, viu que um galho enorme havia caído sobre o teto, danificando o veículo. Bastante raivoso, o pai de seu vizinho entrou em casa, pegou um machado e conseguiu derrubar a árvore centenária. A cada golpe de machado, ele gritava:


                    “Tome, árvore maldita! Eu te amaldiçoo!”


                E aí, o que você acharia da conduta do pai de seu vizinho? Você diria que ele agiu corretamente, com inteligência e lucidez? Ou diria que, com certeza, o pai de seu vizinho enlouqueceu ou está bem próximo da loucura, já que trocou juízo com uma árvore, que é um ser completamente indiferente ao que ocorre no mundo dos humanos? É claro que você escolheria a segunda opção, não é mesmo? Então por que, diante de uma situação semelhante que se encontra nos evangelhos da Bíblia cristã, você não diz a mesma coisa em relação à figura de Jesus? Ora, Jesus, no relato bíblico, agiu semelhantemente ao pai de seu vizinho. Ambos, trocaram juízo diante de uma árvore que era indiferente aos dois.
          Assim, em Mateus, capítulo 21, versículos 18 e 19, está escrito:



          “18 Cedo de manhã, ao voltar para a cidade, teve fome.
           19 e, vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela; e, não tendo achado senão folhas, disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente.”



          Como se vê facilmente, a situação de Jesus é semelhante à do pai de seu vizinho. Ambos trocaram juízo com uma árvore. Jesus, obviamente, não estacionou seu carro debaixo da árvore. Naquela época, não havia carros. Jesus ficou irado com a árvore porque se sentiu enganado por ela. Ele caminhava com seus discípulos pela estrada, e estavam com muita fome. De longe, Jesus avistou a árvore, a figueira. Pensou imediatamente que ela estava carregada de figos. Aproximou-se, aproximou-se, aproximou-se da árvore, e chegou a uma triste constatação: só havia folhas! Nada do fruto, nada de figos. É fácil ver que Jesus, mais uma vez, perdeu sua onisciência. Nem havia necessidade de Jesus se aproximar da figueira, bastando que tivesse conhecimento de que não era época da colheita do fruto. Nem isso Jesus sabia! E agora surge o ato desesperado de Jesus, extremamente descontrolado. Ele amaldiçoa a árvore, como se ela fosse um ser inteligível. A árvore, coitada, não teve culpa alguma pelo fato de Jesus ter se enganado. Da mesma forma, a árvore, cujo galho caiu sobre o carro do pai de seu vizinho, também não teve culpa alguma. A culpa foi do pai de seu vizinho por ter colocado o carro debaixo dela.
                Jesus e o pai de seu vizinho cometeram um ato extremamente sem juízo porque pessoas mentalmente sadias não investem contra árvores por vingança. Em relação ao pai de seu vizinho, você, com certeza, dirá que ele agiu como um doido, um louco.
                E, em relação a Jesus, por que você não diz a mesma coisa? A explicação é uma só: porque Jesus faz parte de uma crença religiosa; o pai de seu vizinho, não!

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

A INJUSTA PUNIÇÃO A ADÃO E EVA




                                                          Eustáquio



                Em meu vídeo de hoje, intitulado “Na Bíblia, a ignorância é louvada”, mostrei que, na lenda do Jardim do Éden, o deus hebreu queria que Adão e Eva não comessem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Desejava que o casal permanecesse eternamente na ignorância, sem saber distinguir o bem do mal.
            As ingenuidades e os erros são gritantes nesse relato bíblico. Neste artigo, mostrarei mais um. A pergunta é a seguinte:

             Adão e Eva mereceram a punição decretada pelo deus hebreu?

             O que você acha? Você viu, no vídeo supracitado, que o deus hebreu foi categórico. Disse inicialmente a Adão que jamais deveria comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Quando a mulher Eva apareceu, a proibição foi estendida a ela. Isto é, os dois não poderiam comer daquele fruto. Ocorre que, mais tarde, os dois desobedeceram à ordem do deus hebreu, ou seja, comeram do fruto proibido. Veja bem! Antes de comerem do fruto, os dois não tinham conhecimento do bem e do mal, ou seja, os dois não sabiam discernir o bem do mal. Após comerem do fruto, os olhos de ambos se abriram, e os dois passaram a ter conhecimento do que era bom e do que era mal. O deus hebreu, então, resolveu castigá-los, e um dos castigos foi a expulsão do Jardim do Éden.
               Certinho? Muito bem! A pergunta é: Adão e Eva mereceram as punições? A resposta é simples: claro que não! No relato lendário, o deus hebreu foi profundamente injusto com o pobre casal. O homem hebreu que escreveu esse relato (não foi Moisés) não possuía uma visão correta de justiça. Por que Adão e Eva não mereceram as punições? Não mereceram as punições porque, antes de comerem do fruto, não tinham consciência do que era bom ou mal. Adão e Eva não tinham conhecimento de que, ao desobedecerem à ordem do deus hebreu, estavam fazendo alguma coisa errada, algum mal. Entendeu?
                 Ora, uma pessoa qualquer só pode sofrer punições, se tiver a capacidade de conhecimento acerca das ações, se tiver conhecimento de que sua ação representa um mal para a comunidade em que vive. Se essa pessoa não tiver esse conhecimento, essa consciência, jamais poderá sofrer punições. Por exemplo, uma criança e um adulto com deficiência mental não têm o conhecimento acerca do bem e do mal. Uma criança não sabe o que é mal, o que é bem. Um adulto com problemas mentais também não sabe o que é mal, o que é bem. Se eles cometerem um crime, não serão punidos. Justamente porque não sabem que aquela conduta é um mal. Da mesma forma, Adão e Eva na lenda bíblica. Os dois não sabiam discernir o bem do mal. Não sabiam o que era do mal, e o que era do bem. Somente depois de comerem do fruto, é que passaram a ter esse conhecimento. Antes, não tinham esse conhecimento. Logo, as punições aplicadas foram profundamente injustas. Adão e Eva foram punidos por terem praticado uma ação quando eram profundamente ignorantes, quando não tinham a consciência do que era do bem e do mal. Punir Adão e Eva é o mesmo que punir uma criança com 6 anos de idade que vem a matar seu pai com um tiro de revólver. Ora, essa criança jamais será punida porque lhe falta o conhecimento de que aquela ação é do mal. Punir Adão e Eva é o mesmo que punir um adulto com deficiência mental. Um absurdo! Um adulto louco, ao matar a alguém, não é condenado porque não tem consciência de que aquela conduta é do mal. Esse adulto maluco ficará internado em hospital psiquiátrico para evitar que ele venha a matar mais pessoas.
                 Entendeu? Na lenda bíblica, o deus hebreu castigou o casal Adão e Eva. Uma profunda injustiça! Quando eles desobedeceram a Deus, antes de praticarem a ação, eram muito ignorantes, não tinham conhecimento do bem e do mal. Eles não sabiam que, ao desobedecerem, estava praticando alguma coisa errada, alguma coisa do mal. Só tomaram consciência do mal e do bem, após comerem do fruto.

NA BÍBLIA, A IGNORÂNCIA É LOUVADA




                                                          Eustáquio


                  Você sabia que, na Bíblia cristã, de Gênesis ao Apocalipse, a ignorância é louvada?
             Vamos explicar isso direitinho. Peguemos o primeiro livro da Bíblia, o livro de Gênesis. Em Gênesis, capítulo 2, versículos 16 e 17, está escrito:



            “16 E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente,
              17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”



              No segundo relato lendário da criação, Adão, o macho, foi criado primeiramente. Deus diz a Adão que ele poderia comer de todos os frutos das árvores que estavam no Jardim do Éden, porém, não poderia comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Naquele momento, Adão era um homem profundamente ignorante, tão ignorante que não tinha conhecimento do que era bom e do que era mal. Não sabia discernir as duas coisas. Era, de fato, um tremendo imbecil! E Deus estava muito feliz pelo fato de o homem ser um idiota. Depois, Deus fez a mulher, a fêmea. E a ignorância de Adão foi transmitida também a ela.
           Num certo dia, a Serpente convenceu Eva a comer do fruto da árvore do conhecimento. Eva, bastante idiota, imbecil, comeu do fruto, e seus olhos se abriram para o mundo, a partir daí foi infestada pelo conhecimento. Agora, já sabia discernir o que era do bem e o que era do mal. A essa altura, Adão ainda continuava um ignorante em potencial. Levado pela Eva, comeu também do fruto, e deixou também de ser um idiota, um ignorante. O casal agora era possuidor do conhecimento. Deu adeus à ignorância. Esse fato fez com que Deus ficasse bastante irado, raivoso. O desejo de Deus era que o casal permanecesse em estado eterno de ignorância, de desconhecimento do bem e do mal. Bastante irado, Deus os castigou e os expulsou do Jardim do Éden.
                 Há muitas ingenuidades nesse relato bíblico. Mas aqui me refiro, no momento, apenas à conquista do conhecimento, o abandono da ignorância. Adão e Eva foram castigados por Deus pelo fato de terem adquirido o conhecimento, de terem saído da ignorância. Percebeu, leitor, como os relatos bíblicos louvam a ignorância? Se Adão e Eva não tivessem comido daquele fruto, jamais teriam adquirido o conhecimento.
                  Vamos agora ao Novo Testamento. Também lá a ignorância é louvada. Os cristãos, é óbvio, criticavam o conhecimento, a inteligência, a razão, porque sua doutrina era ingênua, escandalosa e tola. Em todo o Novo Testamento, a ignorância é também louvada. Os discípulos escolhidos por Jesus, por exemplo, eram pescadores pobres e analfabetos. Ignorantes, pois!  E Jesus também era analfabeto, não sabia escrever. Tudo indica que ele sabia ler, mas escrever, não. No livro de João, há uma passagem afirmando que Jesus escreveu na areia. Isso aí foi mais uma invenção de João. Essa passagem sobre a mulher adúltera não fazia parte dos evangelhos primitivos. Foi um acréscimo posterior. João inventou que Jesus escreveu alguma coisa, pelo menos numa miserável areia.
               Vamos para frente. Em 1 Coríntios, capítulo 1, versículo 19, o apóstolo Paulo escreve:



               “Pois está escrito:
                 Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos.”



                  Percebeu, leitor, como a Bíblia louva a ignorância, o desconhecimento, a irracionalidade? A sabedoria e a inteligência são vistas como um mal. No mesmo livro, no capítulo 3, versículo 20, Paulo reforça:



                “E outra vez:
                 O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são pensamentos vãos.”



                Por que essa indignação dos cristãos diante da sabedoria, do conhecimento, da racionalidade? Ora, porque eles pregavam o absurdo, tais como: divindade de Jesus, nascimento virginal, ressurreição de mortos, arrebatamento de cadáveres, ressurreição de Jesus, sofrimento eterno no inferno etc. Mesmo numa época marcada pela pobreza e analfabetismo, havia pessoas que eram dadas à leitura, sábias e inteligentes. Obviamente, essas pessoas afirmavam que o cristianismo era mais uma seita, mais uma superstição. Aí está o porquê de os cristãos condenarem a sabedoria e a inteligência.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

SEM DEUS, OS CRIMES SÃO PERMITIDOS





                                                          Eustáquio



                     Em meu vídeo “A loucura das mulheres no túmulo de Jesus”, publicado no dia 6 de setembro, portanto, há 3 dias, o cristão Jader Nascimento da Cruz, entre outras coisas, escreveu o seguinte:



                    “ok então obrigado por esclarecimento, agora eu posso matar roubar estrupar, não tem problema nenhum, já que Deus não existe.”



                     Muito bem! O comentário dele nada tem a ver com o conteúdo do vídeo. Mesmo assim, resolvi fazer um vídeo para mostrar o erro claro em que o cristão Jader incorre. Ele é cristão, logo, deve andar lendo livros religiosos que, infelizmente, só levam os leitores ao erro.
                    O cristão Jader afirma, com toda certeza, que, se uma pessoa não crê em Deus, então ela se sentirá livre e desimpedida para cometer os piores crimes, tais como: roubar, estuprar, matar, furtar, corromper etc. Como afirmei acima, isso é um erro gravíssimo, uma mentira propagada pelos religiosos em geral. Trago aqui, inicialmente, alguns exemplos práticos. Eu, Eustáquio, desde que me entendo por gente, sou ateu, desde os 9 anos de idade aproximadamente. Estou hoje com 62 anos de idade. Em minha longa existência, não cometi, até hoje, roubo, furto, estupro, corrupção etc. Fui um filho maravilhoso para minha mãe, sou um irmão bastante querido e um amigo notável. Por onde passo, deixo minha marca, deixo boas lembranças. E, repito, sempre fui ateu. Da mesma forma, o inesquecível ateu Oscar Niemeyer, já falecido. Que eu saiba, Niemeyer não era dado a prática de crimes. Posso ainda citar mais um exemplo, o também inesquecível ateu Ricardo Boechat, jornalista cuja morte comoveu o Brasil. Boechat, também, não era dado a prática de crimes. E poderia citar inúmeros ateus com comportamento exemplar.
                  O Jader Nascimento da Cruz, como já escrevi acima, é cristão. Se ele, pelo menos, tivesse voltado os olhos para sua própria religião, com certeza não teria escrito o que escreveu, isto é, que, sem Deus, todas as desgraças são permitidas. O problema de Jader, com toda certeza, é dar crédito a livros religiosos confeccionados pela igreja em que congrega. Ora, a história do cristianismo está mergulhada em sangue humano, e pior, em sangue humano inocente. Quando a religião cristã dava as cartas, tinha o poder de decidir sobre a vida das pessoas, o derramamento de sangue humano era evidente. Existia Deus na religião cristã, mas essa crença não impediu a Igreja de torturar e matar inúmeras pessoas inocentes, apenas por causa de crenças diferentes. Deus estava presente no cristianismo, mas esse fator não impediu que cristãos perseguissem e matassem vários judeus. Deus sempre esteve presente também entre os membros da organização cristã protestante norte-americana Ku Klux Klan, mas não a impediu de praticar crimes hediondos contra cristãos católicos e judeus. É fácil verificar que a crença, ou não, em Deus, nada tem a ver com a prática de crimes, com uma vida desregrada.
               O Jader Nascimento é cristão, logo, antes de escrever o que escreveu, poderia ter voltado também seus olhos para a própria Bíblia. O Deus hebreu está lá, como também os piores crimes, a inaceitável intolerância religiosa, os estupros, os roubos etc. Como se vê, não há relação alguma entre a crença em Deus com a exigência de um modelo de comportamento exemplar.