quarta-feira, 5 de junho de 2019

O QUE É UM GURU, HEIN?




                                                    Eustáquio


               Caro leitor,

             Na foto abaixo, o guru brasileiro Janderson Fernandes de Oliveira, conhecido como Sri Prem Baba.
             A revista VEJA desta semana, datada de 5 de junho de 2019, nas páginas 13 a 15, traz uma entrevista com o guru supracitado. Você, leitor, sabe me dizer o que significa o vocábulo “guru”? Abrindo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, vejo aqui, entre outras coisas, que guru “é um guia ou líder espiritual que à sua volta congrega seguidores, às vezes fanáticos”. Definição, portanto, acertadíssima, na qual se encaixa o guru Sri Prem Baba. Ele é um guia espiritual. Espiritualidade, mais uma ilusão humana! Como o homem adora ilusão, como o homem adora ser enganado!
             Sri Prem Baba, há alguns anos, lotava auditórios no Brasil e no exterior, pregando sobre como atingir a calma e o equilíbrio espiritual. Possuía centros de meditação em São Paulo, Goiás e até na Índia. Seus seguidores, em geral, eram pessoas bem sucedidas financeiramente, inclusive famosos do meio artístico, tais como: Reynaldo Gianecchini, Bruna Lombardi, Marcio Garcia e outros.
              Prem Baba estava no auge. Até que, em 2018, seu império veio abaixo. Duas discípulas, ricas e casadas, tornaram público que foram abusadas pelo guru, mantendo relações sexuais com ele. E veja, leitor, que ele pregava a favor da loucura chamada abstinência sexual. Prem Baba, sem saída, confirmou que realmente fez sexo com as duas mulheres, mas foram relações sexuais consentidas. Ele explicou, mas não convenceu. Ora, afirmar que as relações sexuais foram consentidas não afasta a reprovação de seus atos porque as duas discípulas eram casadas e a pregação dele era em favor da abstinência sexual. Após a publicação do escândalo, Prem Baba ausentou-se do Brasil, indo morar nos EUA e na Índia. Atualmente retornou ao Brasil e está morando num apartamento em São Paulo. Na foto estampada pela revista VEJA, ele aparece com cabelos curtos e barba bem rala. A entrevista é longa. Para este artigo, vou me ater apenas à insanidade humana chamada de abstinência sexual. O jornalista da VEJA João Batista JR. pergunta ao guru se ele pode fazer sexo mesmo sendo um guru espiritual. Veja, leitor, o que o guru responde:


         “Faço parte da linhagem Brahma Chakra, que nos leva a nos libertar da dependência do sexo. Aos poucos, ele deixa de fazer parte do cotidiano. De qualquer forma, anular a prática sexual não é uma obrigação.”


        Em seguida, o jornalista pergunta:


       “O Senhor foi casado três vezes e teve casos extraconjugais. Se o sexo faz parte de sua vida, por que seguir essa doutrina espiritual?”


      Esse jornalista da Veja é muito inteligente! Ora, quem foi casado por três vezes e, além disso, teve vários casos extraconjugais, é óbvio que o sexo estava presente. Já que é assim, por que, então, o guru prega a favor da abstinência sexual? Por que o guru prega uma coisa que ele próprio não leva a sério?  Veja a resposta do guru:


        “O sexo não é o pilar da minha vida, tenho uma companheira espiritual que também é adepta do Brahma Chakra. Posso transar se quiser, mas já passei muitos anos sem sexo. Não há uma contradição. Não pratico o caminho da proibição, mas o da transcendência. Canalizo a energia para o meu trabalho espiritual.”


         Ri muito, caro leitor, durante a leitura dessa entrevista. Logo de início, o guru diz que o sexo não é o pilar da vida dele. Como? Ora, o cara foi casado por três vezes e, além disso, teve várias relações sexuais com mulheres, inclusive casadas, e ainda afirma que o sexo não é o pilar de sua vida? Só mesmo seus seguidores fanáticos para acreditarem nessa bobagem. Mais à frente, o guru diz que não pratica o caminho da proibição, mas o da transcendência. Dois erros aqui. O primeiro:  ora, não existe essa tal de “transcendência”. Isso é conversa para boi dormir; o segundo erro: o guru vê o sexo como uma coisa proibida, só que não leva isso a sério, em razão de suas aventuras sexuais. Essa aversão ao sexo é muito pregada desde que o homem é homem, só que ninguém leva a sério. Caro leitor, fuja das pessoas que veem a abstinência sexual como uma virtude. Ao contrário. A abstinência sexual, na verdade, é um câncer que já está em estado de metástase. É uma aberração contra a Natureza. O homem, por natureza, é um animal sexuado. Já nasce com o sexo, desde o berço, que mais tarde brota. O homem, portanto, nasce para as relações sexuais. O sexo só traz benefícios ao corpo humano, inexistindo contraindicações.
                Não acredite, leitor, em gurus. Acredite na Biologia, na Sexologia e na Psicologia.

terça-feira, 4 de junho de 2019

O HOMEM QUE CAGOU SOBRAL




                          

 Na foto abaixo, meu querido irmão Nonato Lins. Mora atualmente na residência de minha não menos querida irmã Graça Lins, em Fortaleza, capital do Ceará. Nonato dispõe de uma confortável suíte (1 quarto espaçoso e um 1 banheiro) somente para ele. Neste artigo, contar-lhe-ei, caro leitor, um fato ocorrido em junho de 2017, portanto, há 4 anos e 2 meses , em Sobral, minha terra natal, em que meu irmão Nonato foi o personagem principal.

               Antes, porém, quero dizer a você, leitor, que estou com 64 anos de idade. Já vivi muito. Vivi mais que, por exemplo, Elvis Presley, que não passou dos 42 anos de idade. Com minha experiência de vida, afirmo com toda certeza uma coisa: somente em 2 momentos de minha vida tive o desprazer de ver montanhas de merda. Montanhas de bosta. E vivenciei essas 2 montanhas de bosta justamente em Sobral. No primeiro caso, com o sobralense Sr. Elói. No segundo caso, com meu irmão Nonato.



O SOBRALENSE SENHOR ELÓI




          Meu pai (João Lopes Lins) faleceu em 1965, quando eu estava com apenas 9 anos de idade. Minha família morava numa casa alugada, na Avenida Boulevard Pedro II, hoje, Avenida Dr. Guarani, quase colada ao Arco de Nossa Senhora de Fátima. A casa não existe mais porque o professor Luciano Feijão determinou sua demolição para construir seu colégio. Várias casinhas foram demolidas, matando assim uma parte da história de Sobral. Após a morte de meu pai, os membros da família, morando naquela casa, eram: mamãe (Gerarda Lins), Graça, Aleuda, Nonato, Deca, João, Liduína, Elcias e eu. Além desses, o Zé Maria, irmão de criação. Minha irmã Célia já morava em Fortaleza. A casa era muito grande, com um quintal imenso. Naquela época, não havia rede de esgoto naquela avenida. No quintal de cada casa, existia uma fossa, um buraco imenso, que captava a merda e o mijo de todos os moradores. A fossa tinha capacidade para armazenar merda e mijo durante 2 anos. E aí era necessário abrir a fossa para a retirada da merda e do mijo, colocando-os em outro buraco existente também no quintal. Minha família era pobre. Quando a fossa estava lotada, mamãe chamava o Senhor Elói, que morava na rua paralela à nossa, a Rua Oriano Mendes. Lembro ainda mamãe dizendo para mim:



              --- Eustáquio, vá ali chamar o seu Elói para vir aqui, limpar a fossa!



             Prontamente, eu saía de casa, correndo em direção à casa do Sr. Elói. Com minhas mãozinhas, segurava a grade de entrada da casa e gritava:



            ---- Seu Elói! Seu Elói! Seu Elói!



           E o Sr. Elói aparecia rapidamente. E eu completava:



            --- Mamãe mandou chamar o Senhor para limpar a fossa!



          Meia hora depois, o Sr. Elói aparecia lá em casa, acompanhado por um jovem ajudante. Eles traziam dois grande baldes com duas cordas extensas. Eu, ainda uma criança, corria alegre para o quintal a fim de assistir ao trabalho dos dois. Minha mãe me dava um pano para que eu colocasse no nariz a fim de não sentir o fedor da merda e da urina acumuladas ao longo de 2 anos. Porém, não adiantava muito. Mesmo pressionando o pano contra meu nariz, a catinga era terrível. Mas eu não saía dali. O Sr. Elói quebrava a tampa de cimento da fossa. Eu olhava curioso para dentro e via aquele mar de bosta e de mijo. O fedor era tão grande que se estendia pela avenida. As pessoas passavam pela calçada com os dedos polegar e indicador pressionados sobre o nariz. O Sr. Elói passava creolina no corpo e, bastante corajoso, entrava naquela fossa lotada de merda e de urina. Eu só via a cabeça dele porque a bosta encostava quase em seu queixo. Que trabalho desgraçado! O ajudante passava o balde vazio para o Sr. Elói, e este o devolvia lotado de merda e de mijo. Aí então o ajudante levava aquela porcaria fedorenta para outro buraco. Quando não havia mais bosta e urina na fossa, Sr. Elói fazia com cimento outra tampa. Ele, obviamente, saía da fossa todo cagado. Seu ajudante pegava uma mangueira e jogava água sobre aquele corpo. O interessante, caro leitor, é que nunca vi o Sr. Elói doente, acamado. Jamais! Ele só morreu anos depois devido a uma queda de um telhado de uma casa. O pobrezinho despencou do telhado. Ficou alguns dias na Santa Casa de Misericórdia de Sobral, situada na Rua Coronel Albuquerque. Depois, faleceu. Essa foi a primeira vez que eu vivenciei uma montanha de merda e de mijo. Já a segunda vez, foi com meu irmão Nonato Lins, cujo relato narrarei agora.


 O SOBRALENSE NONATO LINS




            Em junho de 2017, há 4 anos e 2 meses, eu estava em Fortaleza para mais um mês de diversão. Eu ficava no apartamento em que minha irmã Liduína e meu irmão Nonato Lins moravam, na Avenida Sargento Hermínio, perto do Colégio Estadual Liceu do Ceará, onde cursei o 2º Grau. Nonato estava com 73 anos de idade. Ele queria muito ir a Sobral para rever o amigo dele, o Sr. Atebalde (pronúncia do Nonato). Eu resolvi então realizar esse sonho dele. Coloquei em meu carro a Liduína, o Nonato e a Lucy Freitas, uma amiga nossa que cuidava do Nonato. E chegamos a Sobral. Ficamos 4 dias ali, na casa de minha querida irmã Aleuda, localizada na Rua Padre Fialho, perto da Praça São João, onde está localizado o teatro com o mesmo nome. No primeiro dia, tudo beleza, sem problema algum. Fazia minhas longas caminhadas pelo centro da cidade (Praça São João, Praça Coluna da Hora, Beco do Cotovelo, Mercado Municipal, Colégio Estadual Dom José Tupinambá da Frota, Arco de Nossa Senhora de Fátima etc.). No segundo dia, tudo beleza. Coloquei meu irmão Nonato no carro para visitar o Sr. Atebalde, que está morando hoje com uma filha perto do Colégio Professor Arruda, localizado na Praça do Bosque (o Nonato pronuncia “box”). Ao chegar à casa do Sr. Atebalde, desci do carro, segurando com firmeza o braço direito do Nonato porque ele já estava andando com dificuldade. E foi muito bom o reencontro dos dois amigos. Conversaram durante 1 hora e meia. Depois, voltei com ele para a casa da Aleuda. Uma explicação importante: desde o primeiro dia de nossa chegada a Sobral, coloquei o Nonato e a Lucy Freitas, que cuidava dele, no “Hugo Plaza Hotel”, um bom hotel que fica na Rua Deputado João Deodato com a Rua Anahid Andrade, próximo à rodoviária da cidade. Coloquei os dois ali para que eles tivessem uma noite mais agradável. Só usavam o hotel para dormirem. Pela manhã, eu os buscava. E foi assim durante 3 dias. No terceiro dia, um problema. Nonato não estava bem. Por volta das 15h (3 da tarde), ele se encontrava sentado numa cadeira, na sala da casa de minha irmã Aleuda, assistindo a um programa de televisão. Eu estava no sofá, ao lado dele. Num certo momento, senti um fedor forte de merda. Perguntei ao Nonato:



          --- Nonato, você cagou?



         E ele, prontamente:



          --- Nada! Caguei não!



           Ora não! Nonato estava todo cagado! A merda mole e amarelada escorria pela cadeira de plástico, caindo sobre a cerâmica da sala. Minha irmã Aleuda correu para pegar um balde. Na sala, havia uma torneira, ao lado da porta. Eu, com força, levantei o Nonato da cadeira. Enquanto a Aleuda jogava água na bunda dele com um copo de alumínio, eu passava minha mão direita pela sua bunda e pelo ânus para limpeza total. Minha mão direita estava desprotegida, sem luva alguma. Mesmo lavando depois, minha mão ficou fedendo à bosta durante todo o dia. Nonato, então, tomou algum remédio e ficou quieto. À noite, fui deixar o Nonato e a sua ajudante Lucy Freitas no hotel. No fundo, eu já estava preocupado, em razão da caganeira ocorrida na parte da tarde. Voltei para a casa da Aleuda. Fui dormir por volta das 23h (11 da noite). O Vinícius, neto da Aleuda, morava com ela e estava estudando na mesa da cozinha até de madrugada. Mais ou menos à 1 hora da madrugada, Vinícius me acorda, dizendo:



          --- Tio Eustáquio, a Lucy ligou do hotel desesperada. O tio Nonato tá passando mal.



        Dei um salto da rede, e corri para o Hugo Plaza Hotel, no meu carro. O quarto, onde o Nonato e a Lucy Freitas estavam, era de primeira qualidade: ar-condicionado, rede, televisor, cama grande e linda, banheiro luxuoso etc. Ao abrir a porta do quarto, senti o fedor forte da merda. A Lucy me olhava desesperada, sem saber o que fazer. Eu, ao ver o Nonato todo cagado sobre aquela cama linda, caí na gargalhada. Ri muito! E a Lucy começou a rir também. Levantei o Nonato, enquanto Lucy puxava o lençol lotado de merda. Ela colocou o lençol sobre a linda pia do hotel. Levei o Nonato até o chuveiro. Depois, ele se deitou novamente na cama. Peguei meu carro e fui, de madrugada, à farmácia do Rodolfo que fica próxima do Mercado Municipal. Só havia dois funcionários ali. Disse a um deles:



           --- Boa-noite, meu amigo! Rapaz, qual é o medicamento bom que você tem aí para um idoso com 73 anos que não para de cagar?



           O atendente achou graça! Comprei o medicamento que ele me indicou. Chegando ao hotel, fiz o Nonato tomar uns dois comprimidos. Permaneci ali por 1 hora por precaução. Já que Nonato parou de cagar, então voltei para dormir. No quarto dia, eu e Liduína entramos no carro e fomos ao hotel para buscar Nonato e Lucy com destino a Fortaleza. Quando cheguei ao hotel, pensando que o Nonato estava em condições de viajar, quebrei a cara. O recepcionista me disse que ele estava muito mal. Subi ao quarto. E vi o Nonato todo cagado novamente. E quase inconsciente. A Lucy, sua ajudante, diante de tanta merda, pegou até a toalha que cobria uma pequena mesa. E colocou tudo sobre a pia. A pia estava lotada de panos contendo muita bosta. Era tanta merda que, num dado momento, Lucy queria até pegar a linda rede que estava armada. Na hora, eu lhe disse:



          --- Não, Lucy, não faça essa desgraça! Não estrague essa pobre rede! Coitada, ela não merece esse terrível destino.



        Lucy soltou uma gargalhada. Havia merda em todo o quarto, até mesmo na cabeceira da cama. Acho até que o Nonato entupiu toda a rede de esgoto de Sobral. Merda com aquela quantidade só mesmo a fossa de minha casa em Sobral com o Sr. Elói fazendo a limpeza. O Nonato, como eu já disse, estava quase inconsciente. Eu não tinha condições de tirá-lo dali. Eu disse à Lucy que iria arranjar alguém. Desci e resolvi logo pagar as diárias equivalentes a 3 dias. Eu disse ao recepcionista que iria buscar alguém para tirar o Nonato dali. Ao sair do hotel, na frente, vi uma oficina. Dentro, 4 jovens. Eu lhes disse:



            --- Bom-dia, meus amigos! Estou precisando de 3 homens para pegar um idoso que está hospedado aqui, no hotel. Basta descer com ele e colocá-lo no meu carro que está ali. Dou cinquenta reais para cada um.


        

            Quando eu disse que dava cinquenta reais para cada um, os 4 jovens brigavam entre si para ganhar o dinheiro. Então, os 3 subiram e trouxeram o Nonato para o carro. Paguei a eles, e ficaram muito felizes. E eu também. Levei o Nonato ao Hospital Dr. Estevam Ponte, um hospital público situado na Rua João Barbosa, ao lado de um trilho, próximo ao Arco de Nossa Senhora de Fátima. Um hospital simples, mas maravilhoso, muito eficiente. Desci do carro, pegando uma cadeira de rodas para o Nonato. Ele foi rapidamente encaminhado a uma médica. Entrei com ele no consultório. Dali, Nonato foi levado para outra sala, ficando deitado numa maca. Vieram o soro e os medicamentos. E o Nonato dormindo. Meu medo era que ele acordasse e cagasse ali. Se o Nonato resolvesse cagar naquele hospital, o vigilante da portaria seria o primeiro a correr para escapar do fedor. Ainda bem que o Nonato manteve seu ânus fechado. Deixei a Lucy e a Liduína na casa da Aleuda, e voltei para o hospital. Fiquei ao lado dele. Chegamos ao hospital por volta de 8h. Fiquei com ele até às 15h quando recebeu alta. Nonato estava normal. Enquanto eu estava ao lado do Nonato, as auxiliares de enfermagem se aproximavam de mim para conversar. Eu dizia a elas que era sobralense e que estava morando há muitos anos em Brasília. Uma delas olhou para o meu braço direito em que há uma tatuagem com o rosto de Elvis Presley, dizendo-me:



           --- Nossa, você é fã mesmo de Elvis, hein! Também gosto muito dele, que homem lindo!



           Muito bem! Às 15h, Nonato teve alta. Voltamos para a casa da Aleuda. No dia seguinte, retornamos a Fortaleza. Até hoje fico imaginando aquela pobre empregada do hotel chegando àquele quarto. Só encontrou ali merda, muita merda. Merda no colchão da cama, merda na cabeceira da cama, merda nos lençóis, merda na toalha da mesa e merda no banheiro.

             Atualmente, quando vou à casa da Lucy Freitas, que mora quase ao lado de minha irmã Graça, ainda brinco com ela. Eu digo à Lucy, brincando, que o diretor do Hotel Hugo colocou um cartaz com os seguintes dizeres:



              “O casal Nonato Lins e Lucy Freitas está proibido de entrar neste estabelecimento porque veio de Fortaleza apenas para cagar aqui.”


segunda-feira, 3 de junho de 2019

BOLSONARO OU ADÉLIO: QUEM DIZ A VERDADE?



                                                    Eustáquio


             Caro leitor,

             Na foto abaixo, o presidente Jair Messias Bolsonaro e o garçom Adélio Bispo de Oliveira.
             No dia 6 de setembro de 2018, ano passado, em uma das ruas da cidade mineira Juiz de Fora (nada a ver com o juiz Sergio Moro), o garçom Adélio desferiu uma facada em Bolsonaro. Sobre esse fato, cada um deles apresenta uma explicação radicalmente contraditória. Por essa razão, submeto-lhe, amigo leitor, as explicações de ambos a fim de que você possa me dizer qual deles diz a verdade.
               O presidente Jair Bolsonaro não se cansa de dizer que Deus o salvou. Na revista VEJA desta semana, datada de 5 de junho de 2019, na página 40, ele diz:


           “Entendo que Deus me deu o milagre de estar vivo”


            Muito bem! Jair Bolsonaro “entende” que Deus o salvou do atentado. Já o garçom Adélio, o autor da facada, diz o seguinte:


           “Ouvi a voz de Deus dizendo que somente ele poderia salvar o Brasil da destruição.”


            O garçom Adélio afirma com toda certeza de que Deus determinou que ele matasse o candidato Jair Bolsonaro. Percebeu, leitor, a contradição insuperável entre as afirmações? Só para efeito de argumentação, vou levar a sério as afirmações. Bolsonaro diz que Deus o salvou. Adélio afirma que Deus mandou que ele matasse Bolsonaro. Imagine Deus dizendo a Adélio:


            ---- Adélio, salve o Brasil! Mate o Jair Bolsonaro!


            E imagine Deus dizendo a Bolsonaro:


            --- Bolsonaro, meu querido, você vai levar uma facada, mas eu o salvarei!


            Ou seja, segundo os dois, o Deus que salva é o mesmo Deus que manda matar. Por favor, não ria, caro leitor!
            E agora? Qual dos dois está afirmando a verdade, já que as afirmações são irremediavelmente contraditórias?
             A verdade, amigo leitor, é que Bolsonaro e Adélio estão delirando!

MULHER PULA DO 8º ANDAR



                                                    Eustáquio


             Caro leitor,

             Na foto abaixo, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, um órgão do Poder Judiciário Federal, situado na Praça do Buriti, em Brasília. Trabalhei aí a partir de 11 de abril de 1994 a 29 de dezembro de 2016, quando me aposentei. Foram, portanto, 22 anos e 8 meses de trabalho. Você, leitor, vê 4 prédios: 2 edifícios, à direita, mais altos, cada um com 9 andares, um ao lado do outro; à esquerda, mais 2 edifícios. Todos do Tribunal. Eu trabalhava no edifício à direita onde, na foto, aparecem inúmeras janelas e os longos vidros que parecem varandas. Eu ficava no 4º andar. São 9 andares. Os elevadores enormes e luxuosos vão até o 8º. Para chegar ao 9º andar, é preciso subir por uma escada. Neste andar, estão até hoje o maravilhoso restaurante, a biblioteca e um auditório.
                Muito bem! Em 2015, não sei precisar o mês, presenciei uma coisa horrível cuja lembrança ficou gravada em meu cérebro. Nessa época, eu trabalhava à noite. Chegava ao Tribunal às 18h e saía à 1h. Num certo dia, por volta das 20h30, horário do início do Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, resolvi sair da minha seção para ir a uma das máquinas eletrônicas do Banco do Brasil a fim de pagar uma conta de energia e para sacar um dinheirinho. Peguei um dos elevadores e cheguei ao térreo do prédio. Silêncio total. Eu era o único ser humano que estava ali. Havia 2 máquinas à minha disposição, e ainda hoje estão lá. Escolhi a máquina que ficava ao lado da porta do banheiro masculino. Com certeza, a outra máquina ficou com ciúmes porque eu não a escolhi. Problema dela! Paguei a conta de energia. Quando eu estava pegando o dinheiro que havia solicitado, ouvi um barulho extremamente forte que veio da janela que ficava à minha esquerda, ao lado do banheiro feminino. Naquele momento, já que o prédio estava sob reforma, eu pensei que aquele barulho forte tivesse sido causado por algum saco de cimento que havia caído de algum andar superior. Bastante curioso, coloquei o dinheiro no bolso, aproximando-me da janela. Ela estava fechada. Girei a maçaneta no sentido anti-horário, empurrei a janela e levei um grande susto. A apenas uma distância equivalente a um braço meu, um cadáver de uma mulher bonita, cabelos longos, bem vestida, pés descalços, olhos direcionados para mim, cotovelo deslocado do braço em razão da queda e uma poça de sangue. Durante aproximadamente 30 segundos, fiquei ali, olhando para aquele cadáver, petrificado. Caminhei rapidamente em direção à entrada principal do prédio, onde ficavam os vigilantes. Comuniquei o ocorrido a eles. Dois deles foram comigo ao local da desgraça. Um deles, com ar muito triste, reconheceu aquela mulher. Era uma das defensoras públicas que trabalhava ali, uma especialista em Direito. Um dos vigilantes retornou à entrada do prédio, entrando em contato telefônico com alguém que trabalhava na Defensoria Pública. Já o outro vigilante entrou no elevador comigo com o objetivo de encontrar o lugar de onde a mulher se jogou. Eu acionei o elevador para o 8º andar. Se ela não tivesse se jogado do 8º, desceríamos pelo 7º, pelo 6º etc. No banheiro do 8º andar, nada de estranho. Descemos para o 7º andar pela escada. Neste andar, na entrada do banheiro feminino, eu e o vigilante vimos o par de sapatos com salto alto. A jovem mulher deixou ali seus calçados, antes de dar o salto mortal pela janela. A tampa do vaso sanitário estava abaixada e sobre ela a bolsa, uma carteira e as chaves do carro. Um quadro muito triste para se ver. Depois disso, retornei à minha seção. Meus amigos foram ver o cadáver. À 1h da madrugada, saindo do trabalho, falei com os vigilantes. Os médicos legistas já haviam levado o corpo para os exames necessários. O irmão dela, um procurador federal, havia também aparecido e levara o carro dela. Ele disse aos vigilantes que a irmã era evangélica e que por 2 vezes já havia tentado o suicídio em razão de uma forte depressão. Na 3ª vez, ela conseguiu.
                 No dia seguinte, entrei no elevador para chegar à minha seção. Dentro do elevador, uma jovem que trabalhava na limpeza, com um rodo na mão direita, virou-se para mim, dizendo:


                --- Foi você que viu a doutora morta?


               --- Sim, minha amiga, eu mesmo! Uma pena! Uma jovem bonita, inteligente, com uma carreira brilhante, de família rica! Realmente uma pena! --- respondi eu.

                 
             E ela disse:


            --- Como é que pode, uma mulher rica, que ganhava tão bem, faz isso?

            Respondi novamente:


          --- Pois fique sabendo, minha amiga, que o maior índice de suicídio em todo o mundo se verifica nas classes média e rica. Regra geral, o pobre não se suicida.


            E ela, olhando para mim, espantada:


           --- O quê? O quê?

domingo, 2 de junho de 2019

SEU FILHO É HOMOSSEXUAL?





                                                    Eustáquio


               Caro leitor,

             Na foto abaixo, o fantástico inglês Elton John. Com 72 anos de idade, ele é cantor, compositor, pianista, produtor musical e homossexual. Elton John é um artista completo: toca piano desde os 5 anos de idade, compõe suas canções e possui gravadora própria. Ele é mais completo do que foi Elvis Presley (1935 – 1977). Sou fã de Elvis desde minha adolescência vivida em Sobral, no Ceará. Gosto tanto de Elvis que meu filho se chama Elvis e minha filha, Priscila. Priscila foi a esposa dele. Aprecio tanto o Elvis que coloquei no meu braço direito uma tatuagem com o rosto dele. Pois bem! Sou fã de Elvis, porém não sou um homem fanático. Por isso mesmo, afirmo que o Elton John é um artista completo porque faz de tudo. O Elvis era apenas um intérprete com voz belíssima. Ele não fazia canções, não tocava e não tinha produtora própria. Por falar em Elton John, hoje, dia 2 de junho de 2019, nos cinemas brasileiros, está em cartaz o filme “Rocketman”, uma biografia de Elton John aprovada por ele. Ainda não vi o filme. Irei assistir a ele amanhã, segunda-feira. Caro leitor, assista a esse filme porque o cara merece. Além de tudo isso, Elton John é um homossexual, casado com um homem e mora na terra onde nasceu, em Londres.
                  Desde fevereiro deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) vem julgando a questão da homofobia, ou seja, a discriminação e o ódio aos homossexuais, travestis, transexuais e outros. O julgamento ainda não terminou, recomeçará na próxima quarta-feira, dia 5 de junho. Porém, já, por maioria, o STF criminalizou a homofobia, isto é, tornou crime específico qualquer agressão física ou verbal a essas pessoas. E o STF fez muito bem! Diante da omissão do Congresso Nacional, que é composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, com sede aqui, em Brasília, a Constituição permite ao STF agir assim, até que o Congresso Nacional crie vergonha na cara e produza uma lei protegendo os homossexuais, transexuais, travestis e outros.
                 Já que estou analisando a homossexualidade, quero deixar clara uma coisa: não sou um homossexual, não sou um viado. Sou macho, gosto de mulher! Meu pai (João Lopes Lins) e minha mãe (Gerarda Alves Lins) fabricaram 19 filhos. Isso se explica porque, naquele tempo, não havia televisor, computador e celular em Sobral. Quando papai chegava do trabalho, à noite, olhava para a mamãe e os dois já iam direto para a cama. É como dizia o médico de Fortaleza, dr. Salomão: “De dia na agricultura, de noite, na criatura”. Que homem sábio! Sinto saudades do médico Salomão que infelizmente faleceu no final do ano passado. Muito bem! Minha querida e inesquecível mãezinha pariu 19 filhos. Nenhum deles um homossexual. Todos heterossexuais. Até meu irmão Nonato Lins, que tem problemas mentais, foi um macho tão forte que engravidou por 4 vezes sua esposa Solange, filha do Sr. José Fialho. Solange, infelizmente, faleceu ano passado. O Nonato vive muito bem em Fortaleza, na casa de minha irmã Graça Lins. Escrevi acima que Nonato foi um macho tão forte porque hoje ele está com 75 anos de idade e não consegue levantar nem o mastro da Bandeira do Brasil, imagine o pênis.  Portanto, em minha família, nunca apareceu um homossexual. Por isso mesmo, sou um homem livre para analisar imparcialmente a homossexualidade. Esse assunto é tão extenso que eu poderia até fazer um livro. Para este artigo, vou tratar apenas da origem da homossexualidade.
                   Você, caro leitor, sabe por que uma determinada pessoa é homossexual? Você tem algum filho homossexual em sua casa? O que você me diz? Por que o maravilhoso cantor inglês Elton John é homossexual? Se ele fosse um heterossexual, como é rico e famoso, hoje estaria trepando com as mulheres mais lindas do mundo. Então, por que o Elton John faz sexo com outro homem? Não seria melhor que ele procurasse mulheres? A resposta a essas perguntas é muito fácil, amigo leitor. O Elton John faz sexo com outro homem simplesmente porque ele não sente prazer algum diante de uma mulher. E esse desinteresse dele por mulher não é uma opção dele, uma escolha, mas algo mais forte que tem origem em sua genética. Escapa do controle dele, independe dele.
                O Elton John não sente tesão por mulher, como também eu, Eustáquio, não sinto tesão por homens. Esse desejo sexual do Elton John por homens foge do controle dele, é mais forte do que supõe a ignorância de milhões de brasileiros. Da mesma forma, o desejo sexual que eu, Eustáquio, sinto por mulher, é mais forte do que supõe a ignorância de milhões de brasileiros. É impossível que eu, Eustáquio, deixe de sentir tesão por mulher e passe a sentir tesão por homens. É impossível porque esse tesão por mulher faz parte de minha genética, não está sob meu controle. Da mesma forma, o tesão de Elton John por homens. É tão fácil entender isso!
               Para que você, leitor amigo, entenda bem esse assunto, trago exemplos fora do sexo. Eu, Eustáquio, tenho 1 metro e 75 centímetros de altura. Para os padrões do Ceará, sou até considerado um homem alto, já que meu estado está lotado de pigmeus, pessoas bem baixas. Mesmo assim, eu gostaria de ter 1 metro e 90 centímetros de altura. Por que então eu tenho apenas 1 metro e 75 centímetros de altura? A resposta é simples. Tenho essa altura por causa de minha genética. E isso não está sob meu controle. Trago mais um exemplo. Eu, Eustáquio, odeio peixes. Quem me conhece sabe muito bem que eu não posso nem com o cheiro de peixes. Eu queria muito comer peixes porque é uma carne mais sadia, só que isso é impossível para mim. Escapa do meu controle. Não suporto o cheiro, não suporto nem encostar a língua rapidamente numa carne de peixe porque o vômito já vem. E aí vem a pergunta: Por que eu não como carne de peixe? A resposta é fácil. Não como carne de peixe por força de minha genética. Por mais que eu tente, não conseguirei porque minha genética é mais forte do que minha decisão de comer carne de peixe. Mais um exemplo, caro leitor. Minha esposa adora entrar numa piscina ou no mar, mas não pode ficar além de 5 minutos. Por ela, permaneceria dentro d’água por todo o dia. Então vem a pergunta novamente. Por que minha esposa não pode ficar numa piscina além de 5 minutos? A resposta é fácil. Ela não consegue ficar numa piscina além de 5 minutos por causa da genética dela. Isso nasceu com ela e morrerá com ela. Independe da vontade dela, é mais forte do que supõe a ignorância de milhões de brasileiros.
                      Da mesma forma, a homossexualidade e suas variantes. Ninguém é homossexual por escolha, por opção. O desejo (tesão) é natural, independe da vontade da pessoa. A pessoa não tem culpa, não tem responsabilidade alguma por ele. Ninguém escolhe “desejar”. O desejo já está dentro do cérebro. Não adianta lutar contra ele. Há casos, no mundo todo, em que homens se suicidam porque não querem aceitar sua homossexualidade. Suicidam-se porque é impossível lutar contra sua genética. Não adianta a sociedade pressionar. A genética é mais forte do que qualquer norma de comportamento criada pelas sociedades.
                   Se seu filho, amigo leitor, ou sua filha é homossexual ou são homossexuais, só resta a você uma coisa: abrace-os com fervor, ame-os intensamente, diga a eles que podem contar com você para o que der e vier.
                    

sábado, 1 de junho de 2019

BOLSONARO E O MINISTRO EVANGÉLICO




                                                    Eustáquio


                    Caro leitor,

             Na foto abaixo, o presidente Jair Bolsonaro entre cristãos evangélicos, ontem, em Goiânia.
             Minha irmã Aleuda Lins, que mora na Rua Padre Fialho, em Sobral, minha terra natal, votou em Jair Bolsonaro. Ela detesta o PT (Partido dos Trabalhadores). Além disso, minha irmã é uma cristã católica.
             Eu, Eustáquio, não votei em Bolsonaro, não votei em Haddad e não votei em Ciro Gomes. Diferentemente de minha querida irmã, sou uma pessoa totalmente imparcial que analisa qualquer fato sem me inclinar para um lado ou para o outro. A imparcialidade, caro leitor, é a única ferramenta correta de que alguém pode fazer uso. Quando uma pessoa, por exemplo, faz opção por um candidato qualquer, sem perceber, torna-se portadora de um ponto de vista defeituoso, não conseguindo ver os pontos negativos da pessoa escolhida. Esse fenômeno se aplica em tudo: nos esportes, nas religiões, na paixão entre duas pessoas etc.
               Em meus artigos, não existe espaço para a política. Todavia, como sou um brasileiro, então, sinto-me no direito de analisar o comportamento do presidente do meu país. Se você, leitor, fez opção pelo presidente Jair Bolsonaro e não gosta de críticas dirigidas a ele, por favor, pare agora mesmo de ler este artigo. E seja muito feliz!
               Ontem, sexta-feira, dia 31 de maio do corrente ano (2019), o presidente Jair Bolsonaro esteve em Goiânia, capital de Goiás, a 220 km de Brasília. Ele participou da Convenção Nacional das Assembleias de Deus, ou seja, estava no meio de cristãos evangélicos. Como não poderia ser diferente, ao abrir a boca, Bolsonaro soltou mais idiotices. Até mesmo seus eleitores mais conscientes percebem essa realidade que é notória e pública. Bolsonaro não acerta uma. É incrível! Os jornais de televisão mostraram pequenos trechos da fala do presidente. Por enquanto, colocarei apenas um neste artigo a fim de evitar um texto longo. Bolsonaro disse assim:


               “Não me venha a imprensa dizer que eu quero misturar a Justiça com a religião. Todos nós temos uma religião ou não temos. Respeitamos e tem que respeitar. Será que não está na hora de termos um ministro do Supremo Tribunal Federal evangélico?”



                Percebeu, caro leitor, como o Bolsonaro não diz coisa com coisa? Ora, não é a imprensa brasileira que diz que o presidente mistura Justiça com religião. É ele próprio que confessa! É ele mesmo que pergunta se já não é hora de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter um ministro evangélico. Entendeu, leitor amigo? É tão simples entender isso!  Qual é o critério de que faz uso o Bolsonaro para pensar em colocar um ministro evangélico no STF? Qual é o critério? Ora, simplesmente o critério religioso! Um evangélico! E ele ainda diz que é a imprensa que insinua que ele mistura religião com Justiça.    
                A deficiência intelectual do presidente Bolsonaro é tão grande que ele não tem ideia da imparcialidade que deve existir naquele tribunal. Quando ele afirma que está na hora de o STF ter um ministro evangélico, indiretamente está afirmando que está na hora de o STF ter um ministro que esteja afinado com as ideias dele, que pense como ele pensa. Entendeu, leitor? E não é assim que o STF funciona. Não existe no STF um ministro sequer que defenda uma categoria, seja ela política, racial, religiosa, sexual etc. Os 11 ministros do STF estão ali para analisar os casos de forma imparcial, sob a ótica do texto constitucional, sem levar em consideração sua religião. Há ministros que são cristãos, mas esse fator não pode interferir nas decisões. Então pouco importa se um ministro é cristão católico, evangélico, budista ou ateu. Pouco importa!
                  Quando o presidente Bolsonaro vai falar sobre alguma coisa, eu, aqui, em casa, já começo a rir. E até agora nunca me decepcionei.