segunda-feira, 14 de setembro de 2015

ADOLF HITLER ERA ATEU?

ADOLF HITLER ERA ATEU?


                                                                                                                                        Eustáquio
                                                                                                                                       30/12/2014




                               Ontem, dia 30 de dezembro de 2014, recebi uma mensagem do internauta Marco Lorenze, por meio de minha página no “You Tube”, com os seguintes dizeres:


                           “ Muto bom como sempre Eustaquio, Posso me dar a liberdade de propor a você algo que seria interessante você abordar em seus textos? Por exemplo! A mania que religiosos tem de associar ao ateísmo crimes cometidos por tiranos comunistas do passado, e crimes cometidos por ideologias politicas também cometidos no  passado como por exemplo. Josef Stalin, Vladimir Lenin, Adolf Hitler, Mao Tsé-Tung, etc, etc, etc, Religiosos tem a mania de associar ao ateísmo crimes cometidos por estes lideres políticos, se você nos desse essa honra de produzir um texto nos seria de grande valia, eu por exemplo e acho que muitos guardaríamos como ferramenta para derrubar argumentos que nos associam aos crimes bárbaros cometidos por estes monstros,  Abração Eustaquio!!!! “ 


                        Pois bem! O internauta Marco Lorenze, após elogiar um de meus artigos, faz-me um pedido: quer que eu faça um artigo abordando a ligação do ateísmo aos crimes bárbaros cometidos por ditadores comunistas. Diz o Lorenze que é muito comum, na “internet”, religiosos associarem ao ateísmo a maldade praticada por ditadores comunistas. Já que o assunto é bom, resolvi então fazer este artigo, atendendo ao pedido do Lorenze.
                         Em vários vídeos expostos no “You Tube”, mostro o erro de pessoas religiosas, ao associarem o ateísmo às barbaridades praticadas por ditadores comunistas na China, na antiga Alemanha Oriental, na extinta URSS, em Cuba etc. Lamentavelmente, a “internet” está repleta de bobagens, de lixo puro. E isso ocorre graças à democracia. A “internet” é democrática! E é bom que continue assim. Por ser democrática, ela abre as portas a qualquer pessoa. Qualquer pessoa do povo pode, pois, opinar sobre qualquer assunto, mesmo que não entenda nada sobre ele. Daí os “comentários” infantis que lotam a “internet”.
                      Mostro, logo de início, um erro bobo de vários internautas. E esse erro reside na afirmação de que o ditador austríaco Adolf Hitler era ateu. Ora, dizer que Adolf Hitler era ateu, significa autenticar um atestado de pura ignorância histórica. Quem afirma que Hitler era ateu, jamais leu um livro sequer sobre sua vida. Ou leu, mas, por má-fé, faz de conta que não sabe. O internauta Marco Lorenze, em seu comentário acima, cita alguns líderes: Josef Stalin, Vladimir Lênin, Adolf Hitler e Mao Tse-Tung. À exceção de Adolf Hitler, os demais eram ateus.
Adolf Hitler, pois, não era ateu. Ao contrário. Acreditava em Deus! Segundo alguns biógrafos de Hitler, a Bíblia era um de seus livros de cabeceira. E alguns historiadores vão ainda até mais longe, insinuando que um dos motivos do ódio de Hitler no tocante aos judeus se deve à afirmação falsa dos cristãos de que esse povo matou Jesus. Em todos os livros sobre Adolf Hitler, está registrada sua crença no Deus da Bíblia. A crença dele e também a de seus comandantes assassinos. Todos acreditavam no Deus da Bíblia. Como exemplo, trago aqui o livro de Dennis Wepman com o título “Os grandes líderes – Hitler”, editora Nova Cultural, 1987. Esse livro, obviamente, só aborda o ditador Adolf Hitler. Pois bem! Na contracapa do citado livro, Dennis Wepman, entre outras coisas, diz:


                     “Convencido de que a derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial fora provocada pelos judeus e pelos comunistas, Hitler retornou da frente de guerra com a idéia de restaurar a glória do Império Alemão.”


                        Percebeu, caro leitor? Ora, o escritor Dennis Wepman está afirmando que Hitler odiava os judeus e os comunistas. Os comunistas, em sua quase totalidade, eram ateus. E milhares de comunistas foram mortos sob a ordem de Adolf Hitler. Você acha, leitor amigo, que, se Hitler fosse ateu, iria mandar matar seus coleguinhas de ateísmo? Fique sabendo, pois, que judeus, comunistas e ateus foram perseguidos e assassinados por Hitler. No supracitado livro, na página 61, Adolf Hitler, discursando após a remilitarização da Renânia, disse:

                       “As 48 horas seguintes à marcha foram as mais tensas de minha vida...
 Bom Deus, estou aliviado, pois tudo correu tranquilamente! Sim, o mundo pertence ao homem corajoso. Que Deus o ajude.”


                       Na página 66, Hermann Göring, outro carrasco assassino nazista, disse:

                     “É uma bênção para a Alemanha que, em Hitler, tenha ocorrido a rara união entre o mais agudo pensador lógico, o filósofo verdadeiro e profundo e o férreo homem de ação, resoluto até o fim. Eu não sigo lideranças, a não ser a de Hitler e a de Deus.”

                   Na página 68 do supracitado livro, falando em Berlim, em 1938, Adolf Hitler dá mais uma prova da sua crença em Deus:

                       “Acredito... que estou agindo de acordo com o Criador Todo-Poderoso.
 Repelindo os judeus, estou lutando pela obra de Deus.”

                       O escritor e historiador brasileiro Fernando Jorge, em seu livro “Hitler – Retrato de uma tirania”, uma biografia do ditador, editora Geração Editorial, 2ª edição, 2012, na página 290, traz o último bilhete do carrasco nazista Hermann Göering enviado a Hitler quando este estava sem saída, à beira do suicídio em Berlim. Entre outras coisas, Göering escreve a seu chefe Hitler:

                         “(...) Não encontro palavras adequadas para me expressar. Que Deus o proteja e logo possamos vê-lo de novo entre nós, apesar de tudo!”


                        Ainda bem que Hitler e Göering não se reencontraram. Era o fim do nazismo com suas barbaridades.
                      Deixando o Adolf Hitler de lado, passo agora a discorrer sobre outro erro de alguns internautas. E esse erro está na afirmação de que o ateísmo e o comunismo são a mesma coisa! Eis outra imbecilidade humana! E muito comum na “internet”. Quem diz que o ateísmo e o comunismo são palavras sinônimas não conhece o significado desses vocábulos. É uma pessoa que não lê os dicionários da Língua Portuguesa. Ateísmo, pois, é a mera descrença em deuses, a inexistência de deuses. Apenas isso, e nada mais! Ateísmo nada tem a ver com a propriedade coletiva dos meios de produção. O comunismo sim! Se o comunismo é um sistema econômico marcado pela propriedade coletiva dos meios de produção, oposto ao capitalismo, e o ateísmo nada tem a ver com essa propriedade coletiva, é óbvio que ateísmo é coisa diferente de comunismo. É por isso que eu sou ateu, mas não fui e nunca serei a favor do comunismo, do socialismo. Portanto, sou ateu, mas não sou comunista. E há, também, comunistas que não são ateus. Conheço, pois, várias pessoas que são contra o capitalismo selvagem, que desejariam uma economia comum a todos, mas sem proibir a crença das pessoas em deuses, sem proibir pessoas de aderir a religiões.
                  Pois bem! É muito comum, na “internet”, pessoas religiosas principalmente afirmarem que os ateus mataram mais gente que os religiosos, e aí citam, como exemplos, os ditadores comunistas ateus. E há vários erros nessa afirmação. Vou me restringir ao erro de associação. O mais correto seria dizer: “Os comunistas e socialistas mataram milhões de pessoas”. Quando alguém diz que os ateus mataram milhões de pessoas, e aí trazem os ditadores comunistas como exemplo, incorre em erro porque eles mataram não porque eram ateus, mas por outro motivo. Se Josef Stalin, Mao Tsé-Tung e Fidel Castro não fossem ateus, eles teriam matado inúmeras pessoas da mesma forma e com os mesmos métodos. Ou seja, o fato de eles serem ateus, ou não, não mudaria o quadro que tivemos. Hitler, por exemplo, não era ateu, e mandou matar milhões de pessoas (judeus, comunistas, ateus etc.). E os ditadores sanguinários cristãos no Chile, na Argentina, no Uruguai, obviamente não eram ateus, e mesmo assim torturaram e mataram milhares de pessoas. O cristianismo, ao longo de 2 mil anos, torturou e matou milhares de seres humanos inocentes. E os cristãos obviamente não eram ateus.
                   Ora, os ditadores comunistas ateus praticaram barbaridades. Os religiosos cristãos, por exemplo, também praticaram barbaridades( cruzadas, inquisições, perseguição às bruxas, torturas e fogueiras). Só que aqui há uma diferença gritante que somente as pessoas estudiosas e com um cérebro afiado percebem. E que diferença é essa?  Ora, Josef Stalin e Mao Tsé-Tung, por exemplo, eram ateus, mas não praticaram essas maldades em nome do ateísmo. O ateísmo não foi a causa, a motivação para que esses dois comunistas praticassem as barbaridades.  Não foi o ateísmo! Já as barbaridades cometidas pelo cristianismo tiveram como motivação apenas o caráter religioso. Ou seja, quando os religiosos cristãos mataram inúmeras pessoas inocentes, fizeram-no em nome do Deus da Bíblia. O motivo foi apenas o religioso. Você está entendendo, caro leitor? Quando comunistas ateus fizeram barbaridades, o motivo não foi o ateísmo. Quando o cristianismo cometeu barbaridades, o motivo foi apenas o religioso. Em nome da religião, da crença religiosa, cristãos praticaram barbaridades. Já os ditadores comunistas ateus praticaram barbaridades, mas o ateísmo não foi a motivação. Se não fossem ateus, repito, esses ditadores teriam praticado o mesmo mal, como os ditadores capitalistas cristãos o praticaram. Eis, portanto, a diferença!
                      Vou explicar isso melhor! Veja, amigo leitor, como é importante a motivação, o motivo, a causa de um crime, o que leva uma pessoa a cometer um crime. E aí reside a diferença! Para que você, leitor, entenda melhor, vou trazer aqui o crime de homicídio. O crime chamado homicídio está descrito no Código Penal brasileiro. Ocorre HOMICÍDIO quando uma pessoa mata outra pessoa. Você está entendendo, leitor? Pois bem! No Brasil, a cada ano, são assassinadas, em média, quase 60 (sessenta) mil pessoas. É isso mesmo! Sessenta mil pessoas são assassinadas no Brasil! Que absurdo! Que loucura! Pois bem! São 60 mil homicídios no Brasil a cada ano. Os homicídios são iguais, ou seja, a morte de uma pessoa causada por outra. Tudo igual! O que vai marcar a diferença é o motivo do homicídio. A causa do homicídio. O que levou alguém a matar outra pessoa. A diferença está aqui. Os homicídios, pois, são iguais, mas os motivos são diferentes. Existem pessoas que matam por causa de uma desilusão amorosa. Já outras matam para roubar. Outras, para receber seguros de vida. Outras, por causa de uma dívida. Outras, por causa de uma discussão infantil. Outras, por causa de religião, e assim por diante. Vê-se, pois, que os homicídios são iguais, mas diferentes no MOTIVO, na motivação.
                    Já que você, leitor amigo, entendeu o que é o MOTIVO no crime de homicídio, volto agora aos ateus comunistas assassinos e aos cristãos assassinos. Quando cristãos assassinos mataram milhares de pessoas (cruzadas, inquisições, caça às bruxas), qual foi o MOTIVO? O que os levou a praticar essas barbaridades? A resposta é simples: o MOTIVO foi o religioso. De caráter religioso. E até hoje, ano 2015, é comum religiosos, principalmente na terra da Bíblia, matarem por MOTIVAÇÃO religiosa. Pois bem! E os ateus comunistas assassinos na antiga URSS, na Alemanha Oriental, China e Cuba, mataram milhões de pessoas. Qual foi o MOTIVO? Será que esses ateus mataram por causa do ateísmo? Claro que não! Se eles não fossem ateus, teriam cometido as mesmas carnificinas. Mataram milhões de pessoas por causa da implantação do regime comunista. Com o sucesso das revoluções socialistas, os comunistas assumiram o poder, provocando drásticas mudanças nesses países. Implantou-se a propriedade coletiva dos meios de produção. Foi extinta a liberdade de expressão, de pensamento. Aboliu-se a liberdade de ir e vir. Extinguiu-se a liberdade religiosa. Com o surgimento dessas desgraças, o povo se rebelou. Não aceitava as condições impostas pelo novo regime. E aí os ateus comunistas praticaram as maldades que é do conhecimento de todos. Não foram perseguidos e mortos apenas religiosos contrariados, mas até mesmo ateus inconformados com a ditadura socialista. Muita gente pensa, por pura ignorância, que os ateus comunistas iam de casa em casa, matando as pessoas religiosas. Que idiotice! Se eles tivessem agindo assim, não restaria quase ninguém na URSS, China, Cuba e Alemanha Oriental. Mesmo depois da implantação do regime comunista, o povo continuava com seu credo, com sua religião, só que não podia instituir templos, igrejas. Ninguém era barbaramente assassinado apenas porque afirmava que acreditava em deuses. Tanto é verdade que, com o fim do sistema socialista na antiga URSS e na Alemanha Oriental, russos e alemães, em sua totalidade, continuavam religiosos. E vivos!
                 Veja, por exemplo, Cuba. Ainda hoje, Cuba é um país socialista, ateu. O presidente ditador é o Raúl Castro, irmão do ex-ditador Fidel Castro. Os dois são ateus. Agora, eu pergunto: existem pessoas religiosas morando em Cuba? Se existem, elas são perseguidas e assassinadas pelo ateu Raúl Castro? Sim, existem hoje pessoas religiosas em Cuba. Como existem! E elas não são perseguidas, nem assassinadas pelo regime ateu. Percebeu, leitor amigo? A mesma coisa se verifica na China. Lá, vige o sistema socialista, ateu. Mesmo assim, existem pessoas religiosas morando na China e não são perseguidas e assassinadas pelo ditador comunista ateu. Ora, se existiram e ainda existem pessoas religiosas em países socialistas, sem perseguição alguma por parte de ditadores socialistas, é de se concluir que um estado ateu não mata pessoas simplesmente porque são religiosas. Se fosse assim, não haveria sequer um religioso morando em países comunistas.
                 O ateísmo, por si só, não gera fanatismo, muito menos intolerância. Basta ver o mundo de hoje. Em que parte do planeta Terra, existem grupos de ateus, armados até os dentes, perseguindo e matando pessoas religiosas em nome do ateísmo? Você, amigo leitor, não vai encontrar um grupo de ateu sequer. Nem no Ceará, você vai encontrar um grupo de ateus perseguindo e matando pessoas porque são cristãs, por exemplo. Infelizmente, não posso dizer a mesma coisa em relação às pessoas religiosas.

domingo, 4 de janeiro de 2015

20 PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS (III)

 20 PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS      (III)


                                                                            Eustáquio


                 Este é o terceiro artigo de uma série de 20 em que abordo as 20 “provas” da existência de Deus apresentadas pelo pastor evangélico Jefferson Magno Costa, em seu livro “Provas da Existência de Deus”, lançado pela editora evangélica Vida. No primeiro artigo, a primeira “prova”. No segundo, a segunda “prova”. No terceiro, a terceira “prova”. E assim sucessivamente. Escrevo a palavra “prova” entre aspas porque obviamente não se trata de prova alguma. Não existem provas da existência de deuses porque os deuses não existem de fato. Os deuses sempre foram uma criação do homem. É o homem que cria deuses e religiões à sua imagem e semelhança. Atualmente, há, no planeta Terra, no mínimo, 2 mil deuses e 10 mil religiões. Eis a verdade pura e cristalina!
              Pois bem! Na página 12 do supracitado livro, o pastor evangélico Jefferson Magno Costa apresenta a terceira “prova” da existência do Deus bíblico. Ei-la:

                     “O ateísmo, essa epidemia que vem contaminando ao longo dos séculos o espírito de milhões de seres humanos, é uma espécie de câncer que nasce no coração de indivíduos soberbos, uma posição vaidosa, uma decisão precipitada, superficial e, em muitos casos, uma fuga.”

                   Por favor, caro leitor, releia a terceira “prova” da existência do Deus dos cristãos apresentada acima pelo pastor evangélico. E aí, leu novamente? O que você descobriu facilmente? Eu sei o que você descobriu facilmente. Você, leitor amigo, descobriu facilmente que isso aí não é prova alguma da existência do Deus hebreu. Ora, afirmar que o ateísmo é uma epidemia que vem contaminando ao longo dos séculos o espírito de milhões de seres humanos, além de ser uma grande mentira, não é prova alguma da existência de deuses, muito menos do Deus dos cristãos, que foi criado pelo povo hebreu. O pastor evangélico Jefferson Magno Costa está mais por fora do que bunda de índio. O que ele escreve é pura fantasia, imaginação, obviamente desprovidas de raciocínio e de provas históricas, antropológicas, sociológicas e, até mesmo, teológicas. Na “prova” acima, há inúmeros erros do pastor evangélico, porém vou me ater apenas a um: a propaganda falsa contra o ateísmo. É muito comum a gente encontrar em livros religiosos propagandas falsas contra o ateísmo. O que seria dos religiosos, em geral, se não houvesse a mentira? Em vários vídeos meus expostos no “You Tube” e em vários artigos, mostro a propaganda falsa contra o ateísmo, contra os ateus, veiculada por líderes religiosos. E, neste artigo, eis mais uma. O pastor evangélico Jefferson Magno Costa diz que o ateísmo é uma epidemia que contamina os seres humanos. Que é uma espécie de câncer, uma decisão precipitada e superficial de algumas pessoas. E por que afirmo que essa propaganda é falsa? Ora, é falsa porque é uma afirmação desprovida de provas. Se alguém afirma que o ateísmo é uma epidemia que contamina as pessoas, deve apresentar provas. E as provas não existem. Ou seja, a afirmação do pastor evangélico é, pois, completamente falsa. Ao contrário, as provas que existem, mostram que a religião é que é uma epidemia que contamina as pessoas. Portanto, a verdade não traz benefícios à religião.
                   Não existe, pois, uma prova sequer de que o ateísmo é uma epidemia, um mal, que contamina as pessoas. Não há uma prova histórica. Não há uma prova antropológica. Não há uma prova sociológica. Na verdade, a religião é que é uma epidemia, um mal. E as provas são inúmeras, históricas, antropológicas e sociológicas. Apresentarei, neste artigo, resumidamente, provas claras e cristalinas que comprovam que a religião é que é uma epidemia, um mal, e não o ateísmo. E aqui eu novamente estou com a verdade pura, cristalina e incontestável.
                    Leitor amigo, diga-me uma coisa: você conhece algum grupo terrorista composto por ateus que aciona explosivos em lugares públicos com a finalidade de matar pessoas inocentes? Faça uma pesquisa em bibliotecas, revistas, jornais, rádios, “internet” etc. Você não encontrará sequer 1 grupo de ateus terroristas que matam em nome do ateísmo. E não encontrará porque simplesmente nunca existiu e não existe. Ao contrário, os grupos terroristas que existiram e ainda existem no planeta Terra são compostos por pessoas religiosas. Viu aí, leitor amigo, como o ateísmo não é uma epidemia, um mal, mas a religião! É a religião que contamina seres humanos, levando-os ao fanatismo e à intolerância. E as provas estão aí, ao alcance de qualquer pessoa. Você, leitor, não conhece os grupos terroristas compostos por pessoas religiosas? Se não conhece, vai conhecer alguns agora: Al-Qaeda, Hamas (Movimento de Resistência Islâmica), Jihad Islâmica, Hezbollah (Partido de Deus), Al Jihad, Organização Abu Nidal, Brigada dos Mártires do Al-Aqsa, Grupo Abu Sayyaf, IRA (Exército Republicano Irlandês) e outros. Os integrantes desses grupos terroristas são pessoas religiosas, e não ateus.
Você, amigo leitor, já ouviu alguma coisa sobre a organização criminosa norte-americana chamada KU KLUX KLAN? Não? Pois vai ficar sabendo agora. Os membros dessa organização torturavam e matavam pessoas negras e também pessoas cristãs católicas. As vítimas inocentes eram enforcadas em árvores e também queimadas vivas. E essas desgraças ocorreram recentemente nos Estados Unidos da América do Norte. Dou-lhe uma rapadura do meu querido Ceará, caro leitor, se você me disser o seguinte: os membros da KU KLUX KLAN eram ateus ou religiosos? Você sabe? Isso mesmo: os membros dessa organização hedionda eram cristãos protestantes, e não ateus. Viu aí, leitor amigo, como o ateísmo não é uma epidemia, um mal, e sim a religião! E não sou eu que estou afirmando. São as provas incontestáveis que falam. E você não vai ganhar a rapadura prometida por mim porque é diabético. Não vou fazer essa desgraça com você.
                  Você, leitor, conhece a história do Cristianismo? O que fizeram cristãos católicos e protestantes? Se não conhece, que tal conhecer a partir de agora. Vá a uma biblioteca de sua cidade e escolha qualquer livro sobre a História do Cristianismo. Procure nas prateleiras de História. Se não tem tempo para ir a bibliotecas, acesse o “Google”. Pois bem! Quando cristãos torturaram e mataram milhares de pessoas inocentes, eles agiram em nome do ateísmo, ou da religião? Da religião? Você acertou em cheio, leitor. Eles agiram em nome da religião cristã, em nome do Deus Javé, criado pelo povo hebreu. Viu aí, leitor, como o ateísmo não é uma epidemia, um mal, mas a religião!
                       Se você, leitor amigo, conhece bem a História da civilização mundial, as guerras e os conflitos, então com certeza deve saber que os religiosos adoram guerras e conflitos, e não os ateus. E por que afirmo essa verdade? Porque os dados estatísticos a comprovam. Um professor da UnB (Universidade de Brasília) chamado Antônio José Barbosa, doutor em História, numa entrevista televisiva, afirmou que 68% das guerras existentes ao longo da história do homem foram de cunho religioso, e 32%, de caráter econômico. Ou seja, a quase totalidade das guerras existentes na história do homem foi patrocinada por pessoas religiosas, e não por ateus. Viu aí, leitor amigo, como o ateísmo não é uma epidemia, um mal, e sim a religião! Se você quiser obter esses dados com o doutor Antônio José, procure o “site” da universidade.
                      Você, amigo leitor, já ouviu falar acerca de suicídios coletivos? Você conhece grupos de ateus que praticam suicídios? Não conhece, não é mesmo? E não conhece porque simplesmente não existem ateus que se reúnem para cometerem suicídios. É o homem religioso que adora praticar suicídios coletivos. E não sou eu que estou afirmando. As provas estão aí para qualquer um ver. Veja alguns casos: nos EUA, no dia 28 de março de 1997, no Rancho Santa Fé, em San Diego, no sul da Califórnia, o líder religioso Marshall Applewhite levou ao suicídio 39 fiéis e também se suicidou em nome de Deus. Na Guiana, em Jonestown, no dia 8 de novembro de 1978, o reverendo Jim Jones levou ao suicídio 912 fiéis. No Texas, EUA, no dia 19 de abril de 1993, o reverendo David Koresh levou à morte 80 fiéis. Eis apenas alguns exemplos. Viu aí, leitor amigo, como o ateísmo não é uma epidemia, um mal, como o diz o pastor evangélico Jefferson Magno Costa! É a religião que leva o cidadão a praticar verdadeiras loucuras. E as provas, repito, estão aí para qualquer um ver.
                       Hoje, leitor amigo, veja a terra da Bíblia, o Oriente Médio. O fervor religioso ali é mais forte daquele que existe no Brasil. O Oriente Médio respira, pois, religião. Como respira religião, o fanatismo e a intolerância são gritantes. Palestinos e israelenses em conflitos diários. No Iraque, berço da lenda bíblica, sunitas e xiitas mergulhados num ódio eterno. E assim em toda a extensão do Oriente Médio. Atentados a bomba, impulsionados por religiosos, ceifam a vida de centenas de pessoas inocentes (crianças, mulheres e idosos).
                        Você, leitor amigo, já ouviu falar acerca de orgias satânicas? Você sabe quem está por trás desses crimes hediondos, bárbaros? O ateu ou o homem religioso? Você acertou em cheio: é o homem religioso que está por trás de orgias satânicas, e não o ateu. Quem coloca na cabeça da pessoa que o Satanás existe? O ateísmo ou a religião? A religião, não é mesmo? Não há um ateu no mundo que pratique orgias satânicas porque ele sabe que o Satanás é mais uma criação do homem. O homem religioso, que acredita no Satanás, é que pratica essas orgias. Aqui, no Brasil, a literatura policial está lotada de crimes bárbaros dessa espécie. E poderia citar aqui inúmeras barbaridades praticadas por pessoas religiosas. Os exemplos citados acima já são suficientes.
                     Viu aí, leitor amigo, como é falsa a afirmação de que o ateísmo é uma epidemia, um mal, que contamina as pessoas! O pastor evangélico Jefferson Magno Costa atribui falsamente ao ateísmo os péssimos adjetivos que são próprios da religião. E somente leitores bobos dão credibilidade às afirmações do pastor. 

sábado, 3 de janeiro de 2015

20 PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS ( II )

 20 PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS      (II)



                                                                            Eustáquio



                      Este é o segundo artigo de uma série de 20 em que abordo as 20 “provas” da existência de Deus apresentadas pelo pastor evangélico Jefferson Magno Costa, em seu livro “Provas da Existência de Deus”. No primeiro artigo, a primeira “prova”. No segundo, a segunda “prova”. E Assim sucessivamente. Escrevo a palavra “prova” entre aspas porque obviamente não se trata de prova alguma. Não existem provas da existência de deuses porque os deuses não existem de fato. Os deuses sempre foram uma criação do homem. É o homem que cria deuses e religiões à sua imagem e semelhança. Atualmente, há, no planeta Terra, no mínimo, 2 mil deuses e 10 mil religiões. Eis a verdade pura e cristalina!
                 Pois bem! Na página 11 do supracitado livro, o autor traz a 2ª “prova” da existência de Deus. Ei-la:

               “Todos os grandes estudiosos das religiões, em todos os tempos e entre todos os povos, confirmam que a crença na existência de Deus é universal. Nunca existiram povos ateus”



                   
Qualquer leitor inteligente, estudioso de história e de religião, ao ler a afirmação acima, percebe facilmente que está diante de um falso argumento. Aliás, nem argumento também existe nessa afirmação. Essa 2ª “prova” da existência de Deus é igual à 1ª. Trata-se, na verdade, de duas grandes idiotices.

                 O pastor evangélico afirma que Deus existe porque, em todas as sociedades humanas, o homem sempre acreditou em Deus. Segundo o raciocínio do pastor, se é que podemos chamar a isso de raciocínio, se todas as sociedades humanas acreditavam em Deus, então isso prova que Deus existe.

                         Que conclusão profundamente infantil!
    O primeiro grande erro da afirmação acima reside na palavra “Deus”. O pastor diz que “a crença na existência de Deus é universal”. Essa afirmação comprova a total ignorância do pastor evangélico Jefferson Magno Costa sobre o fenômeno religioso. Na verdade, a crença na existência de Deus não é universal. O pastor, como é cristão, diz “Deus”, referindo-se ao Deus Javé, dos hebreus, da Bíblia. Ora, a crença na existência do Deus da Bíblia nunca foi universal. E até hoje não é universal. Como sempre afirmo em meus vídeos sobre religião, atualmente, no planeta Terra, existem 2 mil deuses. E são deuses diferentes porque cada sociedade os cria à sua imagem e semelhança. O Deus da Bíblia, criado pelo povo hebreu, é mais um deus entre milhares de deuses. O pastor evangélico Jefferson Magno Costa está mais perdido que cego em tiroteio. A própria Bíblia cristã coloca na lata de lixo a afirmação do pastor de que a crença na existência de Deus é universal. Ora, o povo hebreu adorava vários deuses, como mostro, resumidamente, em 46 vídeos expostos no “You Tube”. E cada vídeo com as passagens bíblicas correspondentes. O Deus Javé, na própria história dos hebreus, surgiu muito tempo depois. Foi criado muito tempo depois. Basta ver que o lendário Abraão e sua família acreditavam em vários deuses. E assim também Jacó, Labão, Salomão e outros. A crença na existência do Deus Javé não era universal nem mesmo na sociedade hebraica que o criou. Os hebreus, pois, acreditavam em outros deuses. Só para citar um exemplo, em Êxodo, capítulo 32, hebreus, não acreditando no Deus Javé, no deus dos cristãos, criam mais um deus, o Deus Bezerro de Ouro. E passam a adorar esse deus. E diz a Bíblia que Moisés, sob as ordens do Deus Javé, manda matar, ao fio da espada, quase três mil hebreus que estavam adorando outro deus. Nessa lenda bíblica, está comprovada a maldade de um povo que não aceitava a liberdade religiosa. Vê-se, pois, que a crença no Deus do pastor evangélico Jefferson Magno Costa não era universal nem mesmo na própria sociedade hebraica, pior ainda em outras sociedades. Você está entendendo, leitor amigo?  A crença na existência do Deus da Bíblia não era universal nem mesmo na época da civilização hebraica. Os egípcios, por exemplo, não acreditavam na existência do Deus Javé. Eles tinham seus deuses, e eram, obviamente, deuses diferentes. Logo, a crença na existência do Deus da Bíblia não era universal, e nem hoje o é.

                      O segundo grande erro da afirmação do pastor de que a crença na existência de Deus é universal está na própria existência do povo hebreu. O Deus Javé, que é o deus dos cristãos, foi também mais um deus dos hebreus. Ora, antes da existência do povo hebreu, antes do surgimento dessa civilização, não havia o Deus Javé. O Deus Javé só veio a existir com o surgimento do povo hebreu. E o povo hebreu é muito novo na longa história do homem na face da Terra. Tem apenas 4 mil anos de existência. E o homem está no planeta Terra há 2 milhões de anos. Na Pré-História, antes do surgimento da escrita, não havia as civilizações egípcia, hebraica, suméria, grega etc. Como não existiam esses povos, também não existiam os deuses criados por esses povos. Entendeu, leitor amigo? Na Pré-História, período mais longo da existência do homem na Terra, não havia o povo hebreu, não havia o Deus Javé e os outros deuses adorados por esse povo. E não havia, claro, também Jesus e o Cristianismo. O Cristianismo surgiu apenas há 2 mil anos. E isso não é nada na longa existência do homem na face da Terra. Percebeu, leitor amigo, como é idiotice afirmar que a crença na existência do Deus da Bíblia sempre foi uma crença universal, de todos os povos? Até hoje, no planeta Terra, a crença na existência do Deus da Bíblia não é universal, como diz o pastor evangélico Jefferson Magno Costa. Existem milhares de sociedades espalhadas nos vários continentes que criam deuses diferentes do Deus Javé. Que não têm idéia alguma do Deus Javé, da Bíblia, do Cristianismo, do Islamismo, do Corão etc. E isso ocorre porque cada povo, cada sociedade, cria seus deuses e religiões à sua imagem e semelhança.
                       O terceiro grande erro da afirmação do pastor evangélico Jefferson Magno Costa surge quando ele diz que Deus existe porque nunca existiu povo ateu. Segundo o torto raciocínio dele, se os povos sempre acreditaram na existência do Deus bíblico, então isso é sinal de que o Deus bíblico é real, verdadeiro. Que loucura! Só mesmo cristãos para acreditarem no livro do pastor evangélico Jefferson Magno Costa. Ora, como já expliquei acima, não é verdade que todos os povos da face da Terra tinham ou têm a crença na existência do Deus Javé. Na verdade, a coisa é bem diferente. O homem, ao longo de sua existência na face da Terra, sempre criou deuses e religiões. E os criou porque vivia num mundo de completa ignorância, de desconhecimento diante do mundo hostil em que vivia. E o homem não criou apenas 1 deus, o Deus Javé, como diz o pastor evangélico. Nada disso! O homem, sim, criou vários deuses. E isso está nos melhores livros de história das religiões, das civilizações. Qualquer historiador de religião, qualquer teólogo sério, sabe que os deuses abundavam no passado e muitos ainda se destacam no presente. O fato de o homem criar deuses não significa que eles existam de fato. São criações imaginárias do homem. A raça humana adora ilusões, fantasias, alucinações. Cria deuses, deuses não existem. Cria lobisomens, lobisomens não existem. Cria bicho-papão, bicho-papão não existe. Nem tudo o que o homem cria, existe! Afirmar, pois, que uma coisa existe porque o homem crê nela, é uma verdadeira idiotice humana. Veja mais alguns exemplos. No mundo antigo, os povos acreditavam que a Terra era o centro do Universo e imóvel.  E esse erro está na própria Bíblia. Ai daquele que dissesse o contrário. Nicolau Copérnico e Galileu Galilei, por exemplo, discordavam. E quem estuda sabe das perseguições a Galileu. Pois bem! Os povos acreditavam nessa bobagem, nessa ilusão, nessa fantasia. E essa fantasia não se transformou em verdade apenas porque todo mundo acreditava nela. Se a população mundial acredita numa fantasia, essa fantasia não se transforma em verdade apenas porque todo mundo acredita nela. Percebeu, leitor amigo, o raciocínio infantil do pastor evangélico Jefferson Magno Costa? Veja outro exemplo. No mundo antigo, mergulhado numa profunda ignorância, os povos acreditavam que apenas o homem tinha a essência da vida. Ou seja, apenas o homem gerava um ser por meio do espermatozoide. O espermatozoide trazia o novo ser, e a mulher servia apenas como um depósito de esperma. Milhares de anos depois, com a descoberta do óvulo feminino, chegou-se à verdade: o homem, para a formação de novo ser, entra com 50%, e a mulher, também com 50%. Ou seja, o espermatozóide produzido pelo homem, sozinho, não gera um novo ser. É indispensável o óvulo produzido pela mulher. E assim por diante. Portanto, a crença dos povos em algo não significa que esse algo existe ou tem um formato X, Y ou Z.
                      Vê-se, pois, que a 2ª “prova” da existência de Deus apresentada pelo pastor evangélico Jefferson Magno Costa, em seu livro, é mais uma ilusão religiosa.
                       Não é “prova”, não tem fundamentação alguma e leva facilmente um leitor inocente ao erro.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A RACHEL SHEHERAZADE, O ATEU E A INTOLERÂNCIA

                             A RACHEL SHEHERAZADE, O ATEU E A INTOLERÂNCIA



                                                                                                                                                                                                                                                                                           Eustáquio




                              Hoje são 26 de dezembro de 2014.
                           No mês de julho do ano passado, o internauta Baroniz enviou-me um pedido. Desejava ele que eu fizesse um vídeo, comentando uma manifestação endereçada aos ateus da jornalista do SBT Rachel Sheherazade. Até àquela época, não conhecia a jornalista. Não a conhecia, talvez, por não assistir aos programas do SBT. Nada contra o Sílvio Santos. Pois bem! Com o objetivo de atender ao pedido do Baroniz, assisti ao vídeo da Rachel, e, ato contínuo, fiz 4 vídeos sobre seu comentário. Em cada vídeo, abordei impropriedades ínsitas na manifestação da jornalista. Trago, agora, neste artigo, o erro mais claro e forte cometido pela apresentadora do telejornal do SBT. É o erro sobre o vocábulo “intolerância”. No vídeo, Sheherazade diz em relação aos ateus:


“Esquecem eles que a intolerância religiosa é inadmissível neste país que garante a liberdade de crença.”


                         A jornalista Rachel Sheherazade diz acima que, no Brasil, existe a liberdade de crença. Será que ela está com razão? É verdade que existe liberdade de crença no Brasil? Sim, é verdade! Rachel diz aqui a pura verdade. De fato, a Constituição federal do nosso país, em seu artigo 5º, VI, é clara quanto à liberdade religiosa:


“É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.”

                          Portanto, existe liberdade de crença no Brasil, e a jornalista Rachel tem razão! Mas, em que parte de seu discurso, ela erra?  Veja, caro leitor! Ela diz aí que ateus brasileiros se esquecem de que há liberdade de crença no Brasil. Ou seja, a jornalista dá a ateus uma aula de intolerância religiosa. E aqui reside seu grande erro.
                              Ora, a Rachel Sheherazade é cristã. Uma cristã levantar a bandeira em prol da liberdade de crença, da liberdade religiosa, constitui uma grande anedota, um profundo desconhecimento do próprio livro “sagrado” do cristianismo: a Bíblia cristã. E mostra também uma profunda ignorância acerca da História do próprio Cristianismo. A Bíblia cristã e a História do Cristianismo estão atoladas num mundo de violência e de intolerância religiosa. A Bíblia cristã e a História do Cristianismo não são exemplos de tolerância religiosa. Ao contrário. Eis, portanto, caro leitor, o grande erro de Sheherazade.
                        Só para ilustrar minha afirmação acima, trago o exemplo bíblico mais forte. Sempre recorro à Bíblia porque é o melhor livro de ateísmo que existe no mundo ocidental. E também porque o cristão fica sem saída. Pois bem! Os cristãos pensam que, por exemplo, os 10 mandamentos foram feitos pelo Deus Javé. Tudo ilusão! Deuses são produzidos pelo homem, e o Deus Javé é um deus criado pelo povo hebreu que, aliás, adorava também outros deuses. E os 10 mandamentos, na verdade, não são 10 mandamentos, como já mostrei em inúmeros vídeos expostos no “You Tube”.
                            Quando a jornalista Rachel Sheherazade diz a ateus que, no Brasil, existe a liberdade de crença, ela se esquece da Bíblia. Ela ignora a própria Bíblia, a própria lei criada pelo Deus Javé. Ela tem um surto de amnésia, perdendo completamente a memória. Ora, a Bíblia é um conjunto de livros que levanta a bandeira da intolerância religiosa. Não existe liberdade de crença na Bíblia. Se não existe liberdade de crença na Bíblia, como pode um cristão defender essa liberdade de crença? Como se vê facilmente, caro leitor, o mundo da fé religiosa está imerso num profundo fanatismo. Veja, por exemplo, o que diz a Bíblia cristã, em Êxodo 20: 3:



“Não terás outros deuses diante de mim.”



                    Na tradição cristã, o versículo acima significa o primeiro mandamento dos 10 entregues a Moisés pelo Deus dos cristãos. Será que esse mandamento defende a liberdade de crença? Sheherazade diz acima a ateus que, no Brasil, existe a liberdade de crença. Será que essa liberdade de crença defendida pela jornalista cristã existe também na própria lei ditada pelo deus que ela adora? A resposta é clara e cristalina: claro que não!
                      O 1º dos 10 mandamentos é o mais terrível de todos. Nesse mandamento hebreu, aflora o que há de pior, de hediondo, em se tratando de intolerância religiosa. Porém, a jornalista Sheherazade não vê essa verdade por causa de sua fé cristã. A intolerância religiosa máxima está aqui, no primeiro mandamento dos 10. No mundo hebreu, ninguém tinha a liberdade de crença, a liberdade religiosa. Quem adorasse a outro deus ou deuses, e isso acontecia com freqüência, era condenado à morte ao fio da espada ou por apedrejamento. E a jornalista Sheherazade não consegue ver essa verdade que está em toda a Bíblia. É irônico e cômico um cristão defender a liberdade de crença quando tem a Bíblia cristã como livro “sagrado”. Como já dizia um gozador brasileiro, é “o verdadeiro samba-do-crioulo-doido”.
                        Por que, no mundo hebreu, ninguém tinha a liberdade de crença? Ora, por causa do atraso em que as pessoas viviam. O mundo antigo era dominado pela violência, barbárie, intolerância, inexistência de direitos sociais etc. Essas leis terríveis que estão na Bíblia nos fornecem o retrato horrível daquele tempo. São leis mal redigidas, injustas e más porque foram elaboradas por um povo arcaico, e não por uma “entidade espiritual”.
                    Nos relatos lendários bíblicos, com esse 1º mandamento, o Deus Javé decretou a intolerância religiosa. Ai daquele que viesse a adorar outros deuses. Os hebreus, apesar da ordem do Deus Javé, sempre adoraram outros deuses. E a própria Bíblia nos mostra esse quadro. Os deuses proliferam na Bíblia. E proliferam porque é o homem que cria deuses à sua imagem e semelhança. Aqui, o Deus Javé, que é o deus adorado pela jornalista, dita a Moisés, na lenda bíblica, o primeiro mandamento. Quem adorar a outro deus, deve morrer. Mais à frente, no mesmo livro, capítulo 32, o 1º mandamento é colocado em prática: Moisés, cumprindo a ordem do Deus Javé, assume a liderança de uma carnificina. Ele e seus soldados matam, ao fio da espada, quase 3 mil hebreus porque estavam apenas adorando outro deus, o Deus Bezerro de Ouro. Veja o que diz o versículo 28 do capítulo 32 de Êxodo:


“E fizeram os filhos de Levi segundo a palavra de Moisés; e caíram do povo, naquele dia, uns três mil homens.”


                   Ou seja, quase 3 mil hebreus foram assassinados ao fio da espada apenas porque estava adorando outro deus. Eis o ápice da intolerância religiosa, da falta da liberdade de crença. Nada de liberdade de crença na Bíblia. E a cristã Sheherazade louva a liberdade de crença no Brasil!
                        Louva aquilo que é negado em seu próprio livro “sagrado”.

O PADRE SOLANO E A BELA FAXINEIRA

O PADRE SOLANO E A BELA FAXINEIRA
                                                                                                                              Eustáquio 


O jornal Correio Braziliense de sexta-feira passada, dia 5 de novembro de 2010, na página 21, trouxe a seguinte manchete:

                                                                                               “    MARIDO FLAGRA PADRE "

                                       O padre católico José Antonio Boitrón Solano foi filmado em pleno ato sexual com a faxineira de sua paróquia na cidade de Trujillo, norte do Peru. O flagrante foi dado pelo marido de Tedolinda Amaya Altamirano, que desconfiava da infidelidade da mulher. Ele enviou a gravação para uma emissora de televisão, que divulgou as imagens. “Armaram uma armadilha para mim”, queixou-se o padre flagrado em sua cama, na área residencial da Igreja Medalha Milagrosa, com Teolinda, grávida de quatro meses do religioso. “Reconheço meu erro, acalme-se”, fala o padre na gravação. O marido responde: “Como vou ficar calmo se minha mulher está com você, e ainda mais um padre!”. Em sua defesa, a faxineira afirmou que o padre a atacou. “Eu era forçada a satisfazer seus desejos”. Teolinda, que foi despedida da paróquia, entrou com um processo pedindo pagamento pelo tempo de serviço e que seu filho com o padre seja reconhecido. Solano, por sua vez, continua celebrando missas e dando comunhão aos fiéis.”

                                               Eis, caro leitor, um caso de infidelidade conjugal. Tedolinda Amaya Altamirano, casada, botava “chifre” no marido, praticando relações sexuais com o padre José Antonio Boitrón Solano, sacerdote católico da igreja Medalha Milagrosa, no Peru. Os colóquios amorosos, as carícias e os orgasmos ocorriam na área residencial da própria igrejinha. A cada orgasmo, o padre Solano ia de fato ao céu, ao paraíso.
                                        Quem errou, caro leitor? O padre? A faxineira Tedolinda? O marido corneado? Ora, nenhum dos três errou. Quem errou foi a Igreja Católica Apostólica Romana. Ela colocou na cabeça do padre que ele deveria ficar para sempre em abstinência sexual. Portanto, o pobre padre estava condenado para sempre a viver sem fazer sexo, rejeitando o próprio membro viril chamado pênis. Obviamente, o padre Solano não se contentava em masturbar-se. Ele queria entrar na carne humana feminina, procurando satisfazer um dos mais elementares e naturais desejos humanos: a satisfação sexual. Atraído pela beleza física da faxineira Tedolinda, sendo correspondido, padre Solano partiu para os “finalmente”, como dizia o prefeito Odorico Paraguaçu, um dos personagens de Dias Gomes interpretado maravilhosamente pelo saudoso ator Paulo Gracindo.
                                      A religião é uma faca de dois gumes. De qualquer jeito, o fiel se corta. Em nome da religião, em nome de Deus, o homem pratica as piores barbaridades, as piores maldades. Persegue, tortura e mata seus semelhantes. Arma-se com explosivos, explodindo-se em lugares públicos, levando milhares de pessoas à morte, certo de que um ser sobrenatural justo e misericordioso, que mora no céu, irá presenteá-lo com 60 mulheres virgens. Decepa o próprio pênis porque colocou em sua cabecinha que sexo é uma coisa pecaminosa, do Satanás. Promove guerras e guerras. Abastece com dinheiro e bens os templos religiosos promovendo-lhe a riqueza etc.
                                            A visão sexual da Igreja Católica Apostólica Romana os historiadores e teólogos a conhecem. Em inúmeros artigos, eu sempre a comento. Tenho aqui, em meu apartamento, o melhor livro que aborda seriamente a visão distorcida do desejo sexual patrocinada pela Igreja Católica. Trata-se do livro “Eunucos pelo reino de Deus – mulheres, sexualidade e a Igreja Católica”, da teóloga Uta Ranke ~ Heinemann, considerada a maior teóloga do mundo. As notas feitas nas orelhas do livro são do teólogo brasileiro Leonardo Boff. Esse livro fantástico mostra a visão doentia da Igreja Católica, desde o nascedouro, em relação ao sexo. Quero adiantar-lhe, amigo leitor, que eu não empresto livros. Quem empresta livros perde duas coisas valiosas: o livro e o amigo. Portanto, não empresto livros.
                                            O sexo é uma coisa linda, maravilhosa, fantástica, deslumbrante, empolgante, natural etc. Os adjetivos existentes nos dicionários não são suficientes para exprimir o sexo. O sexo vai além deles. O pênis e a vagina existem naturalmente. Quando o ser humano começa a se formar dentro do útero materno, o pênis e a vagina já estão lá, assim como o cérebro, os olhos, as mãos, os pés, o coração etc. O pênis faz parte da anatomia do homem, e a vagina, da anatomia da mulher. São, portanto, órgãos humanos naturais, e não artificiais criados pelo próprio homem ou pelo Satanás. Nada disso. Ora, o pênis possui naturalmente dois estágios: mole ou duro. Quando ele está mole, flácido, o homem urina. Quando o pênis fica naturalmente duro, ele não serve para urinar porque passa a ter outra função. Qual é essa função?  Ora, penetrar no interior da vagina ou em outros interiores. Não é o Satanás que endurece o pênis do homem. Não é o Satanás que desperta o desejo sexual do homem. A vagina é um longo orifício que naturalmente deve receber o pênis. Acomoda facilmente o pequeno ou longo pênis do macho. Antes da penetração do pênis na vagina, a própria natureza prepara os dois para o grande encontro. Tanto o pênis quanto a vagina ficam naturalmente umedecidos pelo líquido seminal. O sêmen lubrifica os dois órgãos para facilitar a penetração. A própria natureza prepara o homem e a mulher para que atinjam o orgasmo, o maior e mais saudável prazer carnal. E o Satanás nada tem a ver com isso. Com os olhos, o homem vê. Com os ouvidos, ouve. Com as mãos, pega. Com a boca, come e fala. Com o pênis, urina e faz sexo. Com a vagina, idem. Cada órgão humano tem a sua função dada pela própria natureza. Pênis e vagina são órgãos tão naturais quanto os olhos, coração, boca, ouvido, nariz etc. Não são órgãos imundos, pecaminosos, que devem ser rejeitados.
                                             Infelizmente, surge a religião para esculhambar a tudo. A religião, diferentemente do sexo, não é uma coisa natural. Ela não existe na natureza. Ela não nasce no útero materno. As religiões são criadas pelo homem. O homem cria os deuses e os dogmas. Tanto é verdade que cada civilização tem sua religião que é totalmente diferente das outras. Os egípcios, por exemplo, criaram deuses antropozoomórficos, ou seja, deuses que tinham feições híbridas (humanas e animais). Eles adoravam a vários deuses, e não apenas a um só Deus, como os hebreus, o povo da Bíblia. O sexo é uma coisa natural. Já a religião, uma coisa convencional, artificial, criada pelo homem. Ora, é um absurdo, uma idiotice sem tamanho, uma coisa convencional proibir uma coisa natural. É de uma irracionalidade sem precedentes que uma dada religião proíba um cidadão de fazer sexo por qualquer motivo. O pênis e a vagina não podem abandonar sua função natural porque uma cambada de idiotas religiosos assim decidiu por meio de reuniões também idiotas chamadas de concílios. O sexo nada tem a ver com esses pensamentos imbecis. O cristianismo, imbecilmente, elevou o sexo à categoria de pecado, de coisa imunda, que deve ser evitada. Santo Agostinho e Tomás de Aquino, dois loucos teólogos católicos, pregavam essa idiotice. Eles diziam que o sexo era coisa do demônio, do Satanás. O orgasmo era entendido como a satisfação do capeta.
                                   No caso em destaque, o pobre padre Solano, com essa teologia louca na cabeça, não suportava mais apenas se masturbar. Coitado. O desejo sexual vinha naturalmente, mas ele não podia fazer sexo porque sacerdotes católicos decidiram que aquilo não era certo. Que loucura! Padre Solano, conduzido pela saudável libido, engatou na faxineira Tedolinda. E os dois tiveram momentos maravilhosos de prazer sexual. Houve o encontro natural e saudável do pênis e vagina. Que maravilha! Padre Solano não cometeu crime algum, não praticou pedofilia. Fez sexo, que é uma coisa natural, com uma mulher adulta, consciente e dona do seu nariz. Deus algum ficou triste com isso, e Satanás algum ficou alegre. A religião cria verdadeiras loucuras nos cérebros humanos. Padre Solano está de parabéns. Tedolinda, casada, meteu um chifre na cabeça do marido. Se ela o fez, deve ter os seus motivos. A vida a dois só quem a conhece são os cônjuges, e ninguém mais. Muita gente critica o comportamento de mulheres ou homens casados que traem os respectivos cônjuges sem saberem o dia a dia da convivência conjugal. Ora, numa relação conjugal, podem surgir muitos problemas. Eu, por exemplo, tenho um colega que trabalha no Banco do Brasil cuja esposa não gosta de fazer sexo. Ele me revelou esse segredo. Não se trata de traição. Ela não faz sexo com outro homem. Simplesmente não gosta de sexo por motivo não revelado. O que vai acontecer, então, com esse casal? O meu amigo adora sexo, a mulher, não. Será que ele vai ficar sem fazer sexo para o resto da vida apenas porque a sua esposa não gosta?  Claro que não! O que ele não encontra em casa, com certeza encontrará nas ruas. E assim aconteceu. O meu amigo faz sexo com várias garotas. Ele está errado? De forma alguma. Vive feliz em suas aventuras sexuais. Como não poderia ser diferente, divorciou-se da esposa há 2 anos.
                                           Padre Solano tem o meu sincero e fundamentado apoio.