sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O ALLAN KARDEC, OS ATEUS E A FROUXIDÃO MORAL

 O ALLAN KARDEC, OS ATEUS E A FROUXIDÃO MORAL



                                                                                                                                                                                                 Eustáquio



                  A propaganda falsa contra o ateísmo, contra os ateus, está presente em livros religiosos, em cultos evangélicos e missas, na boca de líderes religiosos e de fiéis. Neste artigo, trago mais um exemplo das mentiras propagadas contra os ateus.
                   O espírita francês Allan Kardec, falecido em 1869, escreve em seu livro “O evangelho segundo o espiritismo”, editora Lake, 21ª edição, 1980, página 84:

“A incredulidade, a simples dúvida quanto ao futuro, as idéias materialistas, em uma palavra, são os maiores incentivadores do suicídio: elas produzem a frouxidão moral.”

              E diz ainda mais à frente, na mesma página:

“A propagação das idéias materialistas é, portanto, o veneno que inocula em muitos a idéia do suicídio.”

             Pois bem, caro leitor! Temos aqui afirmações falsas de Allan Kardec contra o ateísmo, contra a incredulidade, contra as idéias materialistas, contra os ateus. Fanáticos religiosos ficam felizes quando leem as afirmações acima, pensando realmente que estão diante da verdade. Pobres fiéis!
           Por que escrevo que as afirmações acima de Kardec são falsas? Por uma razão bem simples: se alguém afirma que a incredulidade, as idéias materialistas, enfim, o ateísmo é o maior incentivador de suicídios e que também produz a frouxidão moral, deve apresentar as provas.  O Kardec afirma essas bobagens sem se apoiar em prova alguma, em nenhum dado estatístico. Ou seja, as afirmações dele contra o ateísmo carecem, pois, de provas. São, apenas, afirmações vazias, oriundas do cérebro criativo de Allan Kardec.
Kardec diz que “a incredulidade é a maior incentivadora de suicídios”. E diz também que a incredulidade produz a frouxidão moral. E ainda coloca em negrito esses tópicos. A incredulidade é a qualidade própria do incrédulo. O incrédulo é a pessoa descrente, ateia, que não tem crença religiosa, que não acredita em deuses. Por exemplo, eu sou ateu, logo sou um incrédulo, um descrente. Kardec diz, pois, que os incrédulos (ateus) estão a um passo do suicídio. E diz também que os ateus sofrem de frouxidão moral. O que Kardec quer dizer com “frouxidão moral”? Ele quer dizer que os ateus, já que não acreditam no Deus de Kardec, são pessoas que praticam as piores coisas: homicídios, latrocínios, estupros, roubos, corrupção, depravação sexual etc. Ou seja, segundo o pensamento de Kardec, como os ateus não têm temor ao Deus bíblico, não têm um freio moral, então ficam livres para praticar as piores barbaridades. Que loucura kardecista!
            Ora, os ateus, na verdade, estão longe das afirmações de Kardec. A incredulidade não incentiva alguém a cometer suicídios. Não existe relação de causalidade entre a descrença em Deus ou deuses e o suicídio. A descrença no Deus bíblico não é causa de suicídio, e o suicídio não é resultado dessa descrença. Tudo isso é pura imaginação de Allan Kardec. Sem apoio em dado algum, sem apoio em estatística alguma, ele vai escrevendo as bobagens que mostro aqui.
               O que nos mostram as estatísticas? O que nos mostram os estudos sérios sobre o suicídio? Será que eles vêm ao encontro das afirmações de Kardec? Claro que não! As estatísticas e os estudos científicos sobre o suicídio derrubam as afirmações de Allan Kardec. Elas ficam sem sentido, sem racionalidade. Em nenhum estudo sério sobre o suicídio, aparece o ateísmo, a incredulidade, como uma de suas causas. As pessoas se suicidam por vários motivos: depressão, desilusão amorosa, perda de um ente querido, problemas financeiros etc. O ateísmo, é óbvio, não aparece como causa de suicídios. Isso só existe na cabeça de Allan Kardec. E o ateísmo também não leva a pessoa a ter frouxidão moral. O ateu, pois, não é uma pessoa sem freios, como afirma o Kardec. Sou ateu, responsável, trabalhador, honesto, estudioso, caridoso, amigo. Não bebo bebida alcoólica, não fumo, não uso drogas etc. E há milhares de ateus que apresentam o quadro que eu apresento. Dizer, pois, que os ateus sofrem de frouxidão moral é assinar um atestado de pura ignorância e, às vezes, de má-fé.
                 Ora, as estatísticas, com frequência, nos mostram que muitos suicídios ocorrem por causa do fator religioso. Ou seja, mostram-nos um quadro diferente do pintado por Allan Kardec. Na verdade, são religiosos que se suicidam justamente por causa da crença religiosa. E aqui temos o oposto do que é pregado por Kardec. Ele falsamente liga o ateísmo ao suicídio quando, segundo dados estatísticos, é a crença religiosa que surge, às vezes, como incentivadora do suicídio. E as provas estão aí. Em estatísticas, jornais, rádios, televisão, revistas e livros. Na terra da Bíblia, por exemplo, Oriente Médio, vemos ali pessoas se suicidando por causa da crença religiosa, colocando explosivos no corpo, crentes de que vão ganhar o paraíso após a morte. Os ateus jamais praticam essas barbaridades.
            Eis abaixo algumas provas fundadas em fatos que derrubam as afirmações de Kardec, colocando em evidência que é o homem religioso que está mais próximo do suicídio e que tem frouxidão moral.


                                       AS GUERRAS NA HISTÓRIA DO HOMEM


                  Desde a Pré-História, antes do aparecimento da escrita, até os dias atuais, ano 2014, houve milhares e milhares de guerras, com milhares e milhares de mortes. Os homens guerreiros eram religiosos ou ateus? Ora, eram homens religiosos! Não havia ateu ali. O professor de história Antônio José Barbosa, que leciona na Universidade de Brasília – UNB, afirmou numa entrevista televisiva, no final de 2008, que 68% das guerras havidas em toda a história do homem foram de cunho religioso, e os 32% restantes, de natureza econômica. Isso é estatística, uma prova científica.



                                        OS GRUPOS TERRORISTAS DO MUNDO




                            Os terroristas são assassinos cruéis, bárbaros e hediondos. Eles agem covardemente, ceifando a própria vida e a de centenas e centenas de pessoas. Ao longo da história do homem, surgiram vários e vários grupos terroristas, e ainda hoje, ano 2014, existem inúmeros deles espalhados por todo o mundo, matando pessoas inocentes e causando prejuízos financeiros incalculáveis aos países. Os membros desses grupos terroristas são pessoas religiosas ou ateus? Ora, são pessoas religiosas!  Veja:


a) Grupo terrorista islâmico Al-Qaeda, de Osama Bin Laden;

b) Organização cristã Ku Klux Klan, formada por cristãos protestantes, nos Estados Unidos da América do Norte;

c) Exército Republicano Irlandês (IRA), grupo terrorista cristão católico;

d) Organização para a libertação da Palestina (OLP)
 

e) Movimento de Resistência Islâmica (HAMAS);


f) Grupo terrorista Abu Nidal;


g) Grupo terrorista JIHAD ISLÂMICA;



                         Caro leitor, isso é estatística. Os grupos terroristas enumerados acima são formados por pessoas religiosas e movidos pelas diversas religiões.



                          OS SUICÍDIOS COLETIVOS RELIGIOSOS


                        É comum a ocorrência de suicídios coletivos de caráter religioso em todo o mundo. O nome, caro leitor, já diz tudo: suicídios religiosos. Logo, não existe ateu algum ali. Eis alguns deles:

a) Suicídio no Rancho Santa Fé.

             Em San Diego, no sul da Califórnia, nos EUA, 39 fiéis de uma seita americana cometeram suicídio coletivo. Eles pensavam que eram anjos encarnados;


b) Suicídio na Guiana.

                  Em 8 de novembro de 1978, em Jonestown, na Guiana, o reverendo Jim Jones determinou que todos os fiéis bebessem suco de uva com cianureto. Suicidaram-se 912 religiosos;

c) Suicídio no Texas.

                 No dia 19 de abril de 1993, David Koresh, líder do culto Ramo Davidiano, e 80 de seus seguidores se suicidaram no Texas, nos EUA;


d) Suicídio na Suíça.

                  Em 5 de outubro de 1994, policiais encontraram os corpos de 48 pessoas da Ordem do Templo Solar, em 3 chalés suíços. Eles haviam cometido suicídio coletivo;


e) Suicídio nos Alpes franceses.

                Em dezembro de 1995, foram encontrados os corpos de 16 membros da Ordem do Templo Solar, em Grenoble, nos Alpes franceses. Cometeram suicídio coletivo;


f) Suicídio nas Filipinas.

                Em 19 de setembro de 1985, 60 fiéis da Ordem Grã-Sacerdote Datu Mangayanon se suicidaram com o uso de veneno.

                Isso, caro leitor, é estatística. Os suicidas são, na verdade, pessoas religiosas. Não há ateu ali. A religiosidade daquelas pessoas conduziram-nas ao suicídio. O elemento presente nesses suicídios foi o religioso.


                                        A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NO MUNDO


                   A intolerância é uma das marcas características das religiões. Não existe intolerância no ateísmo. O que é a intolerância? O intolerante é aquele que não admite opiniões divergentes das suas. Como essa intolerância se manifesta? Ela se manifesta por meio de inúmeras ações de violência, tais como: perseguições, torturas, assassínios etc. Os livros de história das religiões nos dizem que a intolerância sempre foi um elemento inseparável das mais variadas religiões. Onde há religião, haverá a presença da intolerância. Cito, por exemplo, as três maiores religiões monoteístas do mundo: judaísmo, cristianismo e islamismo. Essas religiões estão caracterizadas pela presença marcante da intolerância. Em sua história, a intolerância sempre esteve viva, presente e marcante.

                     O cristianismo chegou ao ápice da intolerância religiosa. Nos seus 2 mil anos de existência, cometeu as piores barbaridades que sujam com sangue as páginas dos livros de história da civilização humana. Vou citar alguns exemplos dessa intolerância cristã que podem ser facilmente checados nos livros de história.
               A Igreja Católica Apostólica Romana perseguiu, torturou e matou milhares e milhares de pessoas simplesmente porque não concordava com as opiniões emitidas por elas. Roubalheiras e assassínios eram frequentes na Igreja Católica Apostólica Romana. Imperadores, papas, antipapas e bispos lutavam num mar de sangue e de lamas. Em jogo, estavam o poder e o dinheiro. A Igreja Católica, com sua fome, dominava a tudo. O mero fato de alguém ter em casa uma Bíblia já bastava para levantar as suspeitas de ser um inimigo da Igreja. A Igreja Católica não queria ver alguém lendo a Bíblia. Para expandir o cristianismo, fez uso da força. Criou as Cruzadas cristãs. Esses exércitos de cristãos invadiam as cidades, apossando-se de tudo. Em 1096, a famosa Cruzada dos Mendigos massacrou 4 mil pessoas apenas na cidade húngara de Zemun. A Quarta Cruzada, realizada em 1202, tomou de assalto a cidade de Constantinopla conquistada por meio de saques e do massacre da população. A Igreja Católica, com essas ações, ficava rica. O principal objetivo dessas cruzadas cristãs católicas era matar os hereges, obrigando os sobreviventes a aceitarem seus dogmas fabricados em Roma. O papa Inocêncio III, com o intuito de deter a heresia cátara, decretou em 1209 uma verdadeira cruzada no sul da França, que durou vinte anos, massacrando dezenas de milhares de pessoas. A Igreja Católica perseguia até mesmo seus membros que discordavam dos dogmas católicos. O bispo espanhol Prisciliano, em 385 d.C, foi condenado e banido por dois concílios regionais. Foi torturado e condenado pelo imperador Máximo, a pedido dos próprios bispos. Junto com ele, morreram seis de seus seguidores. As Cruzadas cristãs católicas duraram 200 anos. 200 anos de roubos e crimes em nome de Deus. Isso aqui, caro leitor, é apenas uma pequena amostra da intolerância cristã católica.
                     A própria Bíblia, livro sagrado dos cristãos, é uma prova viva de intolerância religiosa. No Velho Testamento, é contada em fantasias a história do povo hebreu: abraão, Jacó, Isaque, Moisés, Josué, Elias, Davi, Salomão e muitos outros. O povo hebreu queria que todos os outros povos adorassem o seu Deus. Daí o famoso “não terás outros deuses diante de mim”. Invadiam as aldeias, saíam destruindo as imagens dos deuses dos outros povos. Apossavam-se de tudo: armas, animais, objetos de valor etc. Não satisfeitos, matavam as crianças e idosos, livrando as mulheres jovens e bonitas para satisfazerem seu apetite sexual. E tudo isso em nome do Deus de Abraão e de Jacó. A história desse povo é parte integrante da religião judaica.

            Com os radicais islâmicos, a mesma coisa: a intolerância religiosa. Perseguem todos aqueles que professam opiniões diferentes das suas. Atentados terroristas surgem a cada dia, ceifando inúmeras vidas inocentes. Os mártires, como são chamados os autores da chacina, recebem a promessa de que vão para o Céu, onde há várias mulheres virgens à sua espera. Há alguns anos, um caso de intolerância religiosa teve repercussão mundial. O escritor indiano Salmam Rusdie escreveu o livro “Versos Satânicos”. O Aiatolá Khomeini, líder do Irã, em 1989, determinou aos fiéis religiosos que matassem o escritor porque o livro ofendia a religião islã. Ora, caro leitor, são os religiosos que estão à frente de toda essa intolerância, e não os ateus. Se todos fossem ateus, obviamente não haveria intolerância religiosa. Esses crimes não teriam ocorrido justamente por faltar o elemento religioso.


                              CONFLITOS RELIGIOSOS NO MUNDO


                     Desde a origem do homem até hoje, ano 2014, os conflitos religiosos se espalham pelo mundo. O próprio nome já diz tudo: conflitos religiosos, e não conflitos entre ateus. Ora, os conflitos religiosos no Oriente Médio são constantes.

                    Na Bósnia, sérvios, croatas e bósnios estão também em conflito religioso. Os sérvios são cristãos ortodoxos; os croatas são católicos romanos, e os bósnios, islâmicos. É um autêntico barril de pólvoras. Em 1995, morreram mais de 8 mil muçulmanos em Srebrenica, no leste da Bósnia. Entre 1992 e 1995, morreram mais de 200 mil pessoas.

                   No Iraque, os conflitos religiosos são também cotidianos. Xiitas e sunitas brigam pelo poder religioso. 90% dos muçulmanos são sunitas, e 10% são xiitas. As brigas entre eles se estendem pelo Irã, Índia, Paquistão, Afeganistão etc.

                    Na Irlanda do Norte, cristãos católicos e protestantes estão também em conflitos constantes.



                                                 ORGIAS SATÂNICAS NO MUNDO



                           Na história do homem, foram praticados milhões e milhões de crimes envolvendo magia negra, com a invocação do nome do Diabo. E, hoje, ano 2014, essas monstruosidades ainda são corriqueiras. O Satanás está nas religiões ou no ateísmo? Ora, o ateísmo nega a existência de deuses e de demônios. Logo, o Satanás não está no ateísmo. Já as religiões acreditam na existência de Satanás. Logo, o Satanás está nas religiões. Dessa forma, os crimes bárbaros cometidos com magia negra são de autoria de pessoas que acreditam no Satanás, ou seja, pessoas que possuem carga religiosa. Os ateus, obviamente, por não acreditarem na existência do Capeta, não cometeriam tais crimes. Vou discorrer abaixo sobre alguns desses crimes.


a)      O assassinato da atriz Sharon Tate.


                               A linda atriz Sharon Tate era esposa do diretor de cinema Roman Polanski. No dia 9 de agosto de 1969, à meia-noite, ela, grávida, estava em sua mansão na Califórnia, juntamente com 3 amigos. Seu esposo, Roman Polanski, estava em Londres, trabalhando em um filme. Naquela hora, chegaram à mansão 4 integrantes da família Manson: Charles Watson, Susan Atkins, Linda Kasabian e Patrícia Krenwinkel. Esses criminosos haviam recebido ordens de Charles Manson para matar todo mundo que estivesse na casa. E assim foi feito. Sharon Tate, grávida, e seus amigos foram amarrados e esfaqueados diversas vezes. Ela levou dezesseis facadas. Os assassinos entraram na mansão, gritando que eram o demônio e que estavam ali para fazer um trabalho para o capeta. O mandante dos crimes, Charles Manson, era um fanático religioso que acreditava ser Jesus Cristo encarnado e possuir uma família que eram os seguidores de suas pregações. Ele acreditava também que os Beatles eram anjos mandados à Terra por Deus para avisar aos homens o terrível apocalipse que se aproximava. Em dezembro de 1969, os assassinos foram presos e condenados à pena de morte que foi convertida em prisão perpétua. Eles continuam presos até hoje;


   b) os crimes de Henry Lee Lucas.


              Henry Lee Lucas nasceu nos Estados Unidos da América do Norte, no dia 23 de agosto de 1936, falecendo em 13 de março de 2001. Foi um dos maiores assassinos norte-americanos. Confessou estar envolvido em cerca de 600 homicídios. Era integrante de uma comunidade cristã chamada “The house of Prayer” (A casa da oração), estabelecida no Texas. Depois, afirmou que pertenceu a um culto satânico e canibalista chamado “The rand of death” (A mão da morte);


c) os crimes de Ottis Toole.


               O norte-americano Ottis Toole nasceu em Jacksonville, na Flórida, no dia 5 de março de 1947, falecendo em setembro de 1996. Praticou diversos homicídios com requintes de crueldade. Sua mãe e sua avó pregavam cultos ao Satanás. Mais tarde, juntou-se com Henry Lee Lucas. Os dois faziam parte do culto satânico que raptava crianças e praticava sacrifícios humanos;

d) os crimes de David Richard Berkowitz.


                 Eis outro assassino norte-americano. Nasceu em junho de 1953, no Brooklyn, Nova York. Cometeu vários homicídios. Ele dizia que era dominado por um demônio que possuíra um cachorro da vizinhança e que lhe ordenava cometer crimes. Juntou-se ao culto satânico na primavera de 1975, envolvendo-se com “comunicação com espíritos” e previsões do futuro;


e) o caso das agulhas no corpo.


                    No Brasil, em dezembro de 2009, ano passado, um menino de 2 anos de idade foi internado em um hospital na cidade de Barreiras, na Bahia. Por falar em Barreiras, tenho uma grande amiga que mora ali. Eu a conheci aqui, em Brasília. Jaciara é uma mulher inesquecível: bela, simpática, inteligente, meiga e solidária. Ela é tão solidária que me deu um par de sapatos e um cinto. Pois bem. Esse garotinho estava com várias agulhas dentro do seu corpo. Quem fez aquela desgraça com a pobre criança? O padrasto da criança e sua amante, num ritual satânico, introduziram inúmeras agulhas no corpo da infeliz criança. Eles faziam parte de uma seita religiosa. O garotinho (que não é o político) foi encaminhado para Salvador, Bahia, e hoje passa bem;


f) a morte de Dyeniffer Aparecida Costa dos Santos.


                     A menina Dyeniffer Aparecida Costa dos Santos, com 12 anos de idade, foi assassinada num ritual de magia negra. Esse crime hediondo ocorreu em junho de 2009, ano passado, em Uberlândia, no estado de Minas Gerais. A pobre menina levou um golpe profundo no pescoço. O sangue jorrava abundantemente, enquanto era recolhido em uma bacia. Depois, os assassinos banharam com sangue um bebê de 6 meses de idade. Além disso, o corpo da menina Dyeniffer foi esquartejado, tendo suas partes espalhadas em diversos pontos da cidade de Uberlândia. E todo esse ritual macabro era em homenagem ao Satanás.
                  Caro leitor, apresentei acima 6 exemplos de barbáries relacionadas ao religioso, ao sagrado. O Diabo só existe na cabeça do homem religioso. O ateu nega a existência do Diabo. Logo, ateu algum iria cometer as barbaridades acima. Só quem acredita no Diabo é que pode cometer crimes em sua homenagem. O ateu jamais.
                   Mostrei, portanto, provas de que o mundo seria mais pacífico se os habitantes da Terra fossem ateus. Não teria havido guerras religiosas (68% da totalidade), não existiriam grupos terroristas religiosos, não ocorreriam suicídios coletivos religiosos, não haveria intolerância religiosa, não surgiriam conflitos religiosos e não haveria crimes bárbaros com rituais satânicos.
                  Percebeu, caro leitor, as bobagens propagadas no início deste artigo pelo espírita Allan Kardec?


20 PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS ( I )

 20  PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS      (I)


                                                                                                                                                                                       Eustáquio



                            Em vários artigos, abordarei o livro do missionário evangélico brasileiro Jefferson Magno Costa em que apresenta “provas” da existência de Deus. O livro, claro, foi publicado pela Editora Vida, especializada em publicação de livros evangélicos. Eis o título da obra: “Provas da Existência de Deus”. O pastor, nesse livro, mostra 20 “provas” da existência de Deus. Coloquei o vocábulo “provas” entre aspas porque, na verdade, não se trata de prova alguma sobre a existência do Deus dos cristãos.
                          Como sempre afirmo em vídeos e artigos, os deuses não existem de fato. São seres imaginários criados pelo homem desde que o homem é homem. Desde o surgimento dos primeiros homens, há 2 milhões de anos, período de sua existência no planeta Terra, em sua quase totalidade vivido na Pré-História, ou seja, antes do aparecimento da escrita, os deuses se fizeram presentes. Mergulhado numa profunda ignorância, ante o mundo ainda desconhecido, o homem passou a criar deuses à sua imagem e semelhança. E as provas estão aí, claras e cristalinas. Basta uma pessoa abrir, por exemplo, um livro de história da civilização mundial para se deparar com uma quantidade enorme de deuses. Os egípcios criaram vários deuses à sua imagem e semelhança. Os hebreus (o povo da Bíblia), por influência de povos vizinhos, também criaram vários deuses (inúmeros estão na própria Bíblia, como mostrei resumidamente em 46 vídeos expostos no “You Tube”). E assim também os gregos, os sumérios, os filisteus, os hititas, os maias, os índios etc. Sempre o homem criando seus deuses, suas fantasias.
                     Pois bem! Na contracapa do supracitado livro, o pastor Jefferson Magno Costa escreve:

                      
                    “Fruto de vários anos de pesquisa, este livro reúne algumas das mais eloqüentes provas da existência de Deus jamais publicadas em língua portuguesa.”


                    O autor, para atrair a atenção do leitor, diz, antes de entrar propriamente nas páginas do livro, que pesquisou durante vários anos. E, como resultado dessa “vasta” pesquisa, ele apresenta as mais eloqüentes provas da existência de Deus jamais publicadas em língua portuguesa. Um cristão fiel, ao ler esse livro, vai acreditar realmente que está diante das provas da existência de seu Deus. Puro engano! Nesse livro do pastor evangélico Jefferson Magno Costa, como também em qualquer livro de religião, não há provas da existência de deus algum, muito menos do Deus hebreu. Como já o disse, os deuses não existem de fato. São criações do homem. O pastor Jefferson Magno Costa, na verdade, pesquisou, pesquisou e pesquisou para o nada! E vou provar ao longo dos artigos.
                     Na página 7, o pastor evangélico traz a primeira “prova” da existência de Deus. Ei-la:

                     “O colapso moral, social e espiritual, presente hoje em todo o mundo, tanto nos indivíduos como nas coletividades, tem como causa a falta de confiança em Deus. Quando não temos Deus à nossa frente, vagamos sem rumo pelos desertos da vida, e nossos acalentados horizontes, largos e amplos, ou se estreitam ou se transformam em frustrantes miragens.”


                 Caro leitor! Calma, não fique zangado! Não se aborreça com o pastor evangélico! Não devolva o livro! Já que o comprou, fique com ele! Eis, pois, a primeira “prova” da existência de Deus. Um leitor inteligente logo percebe que isso não é um argumento, não é uma prova. Muito menos um argumento que comprova a existência de um ser espiritual. Isso aqui é, na verdade, uma autêntica piada. O pastor evangélico está dizendo que Deus existe porque, sem Ele, o colapso toma conta de tudo. Ou seja, o pastor nada diz. Isso é apenas uma seborreia linguística. É somente carne para encher lingüiça.
                    Nessa primeira “prova” da existência do Deus cristão, parece até que o missionário evangélico não lê livros de história, de religião, que não assiste aos telejornais. Ou seja, o pastor está mais por fora do que bunda de índio. Ele diz acima que os colapsos moral, social e espiritual são frutos da descrença em Deus. Segundo o pastor, o homem que tem fé em Deus vive uma vida reta, sem guerras, sem maldades. Já o homem ateu é a causa de toda violência, de toda maldade, de todos os colapsos moral, social e espiritual. É inacreditável que o pastor tenha feito “pesquisas” anos a fio para escrever o que está no livro. Para o azar dele, a História nos mostra o contrário. Os colapsos moral, social e espiritual estão presentes mais fortemente no homem religioso. Veja bem! Não sou eu que estou afirmando essa verdade, mas a História, a Antropologia, a Sociologia, a própria religião etc. Até nos dias atuais é o homem religioso, que confia em Deus, que está por trás dos colapsos moral, social e espiritual, e não os ateus. Só para ilustrar o que afirmo, veja alguns exemplos. Os grupos terroristas mundiais (Al-Qaeda, IRA, OLP, HAMAS, ABU NIDAL, JIHAD Islâmica etc) são formados por homens religiosos que acreditam em um Deus único e imortal. Seus membros creem em Deus, porém a crença em Deus não os afasta dos colapsos moral, social e espiritual. Ao contrário. Eles matam justamente por acreditarem em Deus. Portanto, o pastor evangélico está mais por fora do que bunda de índio. Veja, amigo leitor, mais um exemplo. Os cristãos acreditam no Deus da Bíblia. Agora eu pergunto: quantas pessoas no mundo o Cristianismo já matou e torturou? Ora, milhares de pessoas foram torturadas e mortas por cristãos. Isso é fato, é história, é a pura verdade! A crença no Deus da Bíblia não afastou os cristãos dos colapsos moral, social e espiritual. Ao contrário. Os cristãos mataram milhares de pessoas justamente por acreditarem em Deus. A Igreja Católica Apostólica Romana bateu o recorde em matança de pessoas inocentes. E tudo isso em nome de Deus. Na Irlanda do Norte, cristãos católicos e protestantes vivem mergulhados na violência, brigando entre si. Eles se alimentam do ódio. Acreditam em Deus, porém estão imersos em colapsos moral, social e espiritual. O que foi a Ku Klux Klan? Foi uma organização cristã racista que barbarizou os Estados Unidos da América do Norte. Foi fundada em 1865. Seus integrantes eram cristãos protestantes que apoiavam a supremacia branca e o protestantismo. Em nome de Deus, essa organização matou centenas de pessoas simplesmente por serem negras ou cristãs católicas. Quem está brigando em Jerusalém? Palestinos e israelenses reivindicam a terra “santa”. Eles acreditam em um Deus único e imortal. Porém, vivem mergulhados num mar de sangue. Na Sérvia, sérvios, croatas e bósnios se matam frequentemente. Os sérvios são cristãos ortodoxos, os croatas são cristãos católicos romanos e os bósnios são crentes islâmicos. Todos eles creem em um Deus único e imortal. Porém, estão se matando diariamente. Eis, caro leitor, provas claras e cristalinas, puramente verdadeiras, que colocam na lata de lixo a afirmação do pastor Jefferson Magno Costa quando diz que a descrença no Deus bíblico leva o homem aos colapsos moral, social e espiritual. As provas mostram o contrário. E a própria Bíblia é mais um exemplo. O povo hebreu, que é o povo da Bíblia, acreditava no Deus do pastor Jefferson. Na verdade, foi esse povo que inventou o Deus dos cristãos. Pois bem! Esse povo era terrível. O fato de ele acreditar em Deus não o afastou dos colapsos moral, social e espiritual. Esse povo praticou todos os crimes possíveis: homicídios, latrocínios, estupros, invasões de terra, abortos etc. Todos esses crimes horríveis estão registrados na própria Bíblia, que é o livro “sagrado” dos cristãos. O próprio Deus dos cristãos, segundo as lendas bíblicas, é que comandava todas essas barbáries. Basta ler, na Bíblia, a história desse povo para se chegar à constatação de que a crença em Deus ou em deuses não evita os colapsos moral, social e espiritual, como afirma o pastor evangélico nesse pobre livro. Ao contrário. A crença em Deus ou em deuses é um estopim para o surgimento de guerras e de intolerância religiosa.
                           Bem. Poderia citar mais algumas centenas de exemplos que comprovam ser o homem religioso um perigo, um trampolim que o conduz à violência e à intolerância. Por enquanto, os exemplos mostrados acima já são suficientes para derrubarem a afirmação profundamente tola do pastor evangélico Jefferson Magno Costa, de que a crença em Deus afasta o homem de todas as coisas más do mundo.
                    Em sua ignorância acerca da história da civilização, o pastor evangélico Jefferson Magno Costa, na contramão dos fatos, afirma que o ateísmo é uma desgraça, responsável pelas mazelas do mundo. Tudo conversa fiada, sem apoio em fatos históricos.
                           Mas é de conversa fiada que vive a religião.
                            

OS ATEUS COMUNISTAS ASSASSINOS

OS ATEUS COMUNISTAS ASSASSINOS


                                                                                                                                                                                                                                               Eustáquio




                               Ontem, dia 30 de dezembro de 2014, recebi uma mensagem do internauta Marco Lorenze, por meio de minha página no “You Tube”, com os seguintes dizeres:


                           “ Muto bom como sempre Eustaquio, Posso me dar a liberdade de propor a você algo que seria interessante você abordar em seus textos? Por exemplo! A mania que religiosos tem de associar ao ateísmo crimes cometidos por tiranos comunistas do passado, e crimes cometidos por ideologias politicas também cometidos no  passado como por exemplo. Josef Stalin, Vladimir Lenin, Adolf Hitler, Mao Tsé-Tung, etc, etc, etc, Religiosos tem a mania de associar ao ateísmo crimes cometidos por estes lideres políticos, se você nos desse essa honra de produzir um texto nos seria de grande valia, eu por exemplo e acho que muitos guardaríamos como ferramenta para derrubar argumentos que nos associam aos crimes bárbaros cometidos por estes monstros,  Abração Eustaquio!!!! “ 


                        Pois bem! O internauta Marco Lorenze, após elogiar um de meus artigos, faz-me um pedido: quer que eu faça um artigo abordando a ligação do ateísmo aos crimes bárbaros cometidos por ditadores comunistas. Diz o Lorenze que é muito comum, na “internet”, religiosos associarem ao ateísmo a maldade praticada por ditadores comunistas. Já que o assunto é bom, resolvi então fazer este artigo, atendendo ao pedido do Lorenze.
                         Em vários vídeos expostos no “You Tube”, mostro o erro de pessoas religiosas, ao associarem o ateísmo às barbaridades praticadas por ditadores comunistas na China, na antiga Alemanha Oriental, na extinta URSS, em Cuba etc. Lamentavelmente, a “internet” está repleta de bobagens, de lixo puro. E isso ocorre graças à democracia. A “internet” é democrática! E é bom que continue assim. Por ser democrática, ela abre as portas a qualquer pessoa. Qualquer pessoa do povo pode, pois, opinar sobre qualquer assunto, mesmo que não entenda nada sobre ele. Daí os “comentários” infantis que lotam a “internet”.
                      Mostro, logo de início, um erro bobo de vários internautas. E esse erro reside na afirmação de que o ditador austríaco Adolf Hitler era ateu. Ora, dizer que Adolf Hitler era ateu, significa autenticar um atestado de pura ignorância histórica. Quem afirma que Hitler era ateu, jamais leu um livro sequer sobre sua vida. Ou leu, mas, por má-fé, faz de conta que não sabe. O internauta Marco Lorenze, em seu comentário acima, cita alguns líderes: Josef Stalin, Vladimir Lênin, Adolf Hitler e Mao Tse-Tung. À exceção de Adolf Hitler, os demais eram ateus.
Adolf Hitler, pois, não era ateu. Ao contrário. Acreditava em Deus! Segundo alguns biógrafos de Hitler, a Bíblia era um de seus livros de cabeceira. E alguns historiadores vão ainda até mais longe, insinuando que um dos motivos do ódio de Hitler no tocante aos judeus se deve à afirmação falsa dos cristãos de que esse povo matou Jesus. Em todos os livros sobre Adolf Hitler, está registrada sua crença no Deus da Bíblia. A crença dele e também a de seus comandantes assassinos. Todos acreditavam no Deus da Bíblia. Como exemplo, trago aqui o livro de Dennis Wepman com o título “Os grandes líderes – Hitler”, editora Nova Cultural, 1987. Esse livro, obviamente, só aborda o ditador Adolf Hitler. Pois bem! Na contracapa do citado livro, Dennis Wepman, entre outras coisas, diz:


                     “Convencido de que a derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial fora provocada pelos judeus e pelos comunistas, Hitler retornou da frente de guerra com a idéia de restaurar a glória do Império Alemão.”


                        Percebeu, caro leitor? Ora, o escritor Dennis Wepman está afirmando que Hitler odiava os judeus e os comunistas. Os comunistas, em sua quase totalidade, eram ateus. E milhares de comunistas foram mortos sob a ordem de Adolf Hitler. Você acha, leitor amigo, que, se Hitler fosse ateu, iria mandar matar seus coleguinhas de ateísmo? Fique sabendo, pois, que judeus, comunistas e ateus foram perseguidos e assassinados por Hitler. No supracitado livro, na página 61, Adolf Hitler, discursando após a remilitarização da Renânia, disse:

                       “As 48 horas seguintes à marcha foram as mais tensas de minha vida...
 Bom Deus, estou aliviado, pois tudo correu tranquilamente! Sim, o mundo pertence ao homem corajoso. Que Deus o ajude.”


                       Na página 66, Hermann Göring, outro carrasco assassino nazista, disse:

                     “É uma bênção para a Alemanha que, em Hitler, tenha ocorrido a rara união entre o mais agudo pensador lógico, o filósofo verdadeiro e profundo e o férreo homem de ação, resoluto até o fim. Eu não sigo lideranças, a não ser a de Hitler e a de Deus.”

                   Na página 68 do supracitado livro, falando em Berlim, em 1938, Adolf Hitler dá mais uma prova da sua crença em Deus:

                       “Acredito... que estou agindo de acordo com o Criador Todo-Poderoso.
 Repelindo os judeus, estou lutando pela obra de Deus.”

                       O escritor e historiador brasileiro Fernando Jorge, em seu livro “Hitler – Retrato de uma tirania”, uma biografia do ditador, editora Geração Editorial, 2ª edição, 2012, na página 290, traz o último bilhete do carrasco nazista Hermann Göering enviado a Hitler quando este estava sem saída, à beira do suicídio em Berlim. Entre outras coisas, Göering escreve a seu chefe Hitler:

                         “(...) Não encontro palavras adequadas para me expressar. Que Deus o proteja e logo possamos vê-lo de novo entre nós, apesar de tudo!”


                        Ainda bem que Hitler e Göering não se reencontraram. Era o fim do nazismo com suas barbaridades.
                      Deixando o Adolf Hitler de lado, passo agora a discorrer sobre outro erro de alguns internautas. E esse erro está na afirmação de que o ateísmo e o comunismo são a mesma coisa! Eis outra imbecilidade humana! E muito comum na “internet”. Quem diz que o ateísmo e o comunismo são palavras sinônimas não conhece o significado desses vocábulos. É uma pessoa que não lê os dicionários da Língua Portuguesa. Ateísmo, pois, é a mera descrença em deuses, a inexistência de deuses. Apenas isso, e nada mais! Ateísmo nada tem a ver com a propriedade coletiva dos meios de produção. O comunismo sim! Se o comunismo é um sistema econômico marcado pela propriedade coletiva dos meios de produção, oposto ao capitalismo, e o ateísmo nada tem a ver com essa propriedade coletiva, é óbvio que ateísmo é coisa diferente de comunismo. É por isso que eu sou ateu, mas não fui e nunca serei a favor do comunismo, do socialismo. Portanto, sou ateu, mas não sou comunista. E há, também, comunistas que não são ateus. Conheço, pois, várias pessoas que são contra o capitalismo selvagem, que desejariam uma economia comum a todos, mas sem proibir a crença das pessoas em deuses, sem proibir pessoas de aderir a religiões.
                  Pois bem! É muito comum, na “internet”, pessoas religiosas principalmente afirmarem que os ateus mataram mais gente que os religiosos, e aí citam, como exemplos, os ditadores comunistas ateus. E há vários erros nessa afirmação. Vou me restringir ao erro de associação. O mais correto seria dizer: “Os comunistas e socialistas mataram milhões de pessoas”. Quando alguém diz que os ateus mataram milhões de pessoas, e aí trazem os ditadores comunistas como exemplo, incorre em erro porque eles mataram não porque eram ateus, mas por outro motivo. Se Josef Stalin, Mao Tsé-Tung e Fidel Castro não fossem ateus, eles teriam matado inúmeras pessoas da mesma forma e com os mesmos métodos. Ou seja, o fato de eles serem ateus, ou não, não mudaria o quadro que tivemos. Hitler, por exemplo, não era ateu, e mandou matar milhões de pessoas (judeus, comunistas, ateus etc.). E os ditadores sanguinários cristãos no Chile, na Argentina, no Uruguai, obviamente não eram ateus, e mesmo assim torturaram e mataram milhares de pessoas. O cristianismo, ao longo de 2 mil anos, torturou e matou milhares de seres humanos inocentes. E os cristãos obviamente não eram ateus.
                   Ora, os ditadores comunistas ateus praticaram barbaridades. Os religiosos cristãos, por exemplo, também praticaram barbaridades( cruzadas, inquisições, perseguição às bruxas, torturas e fogueiras). Só que aqui há uma diferença gritante que somente as pessoas estudiosas e com um cérebro afiado percebem. E que diferença é essa?  Ora, Josef Stalin e Mao Tsé-Tung, por exemplo, eram ateus, mas não praticaram essas maldades em nome do ateísmo. O ateísmo não foi a causa, a motivação para que esses dois comunistas praticassem as barbaridades.  Não foi o ateísmo! Já as barbaridades cometidas pelo cristianismo tiveram como motivação apenas o caráter religioso. Ou seja, quando os religiosos cristãos mataram inúmeras pessoas inocentes, fizeram-no em nome do Deus da Bíblia. O motivo foi apenas o religioso. Você está entendendo, caro leitor? Quando comunistas ateus fizeram barbaridades, o motivo não foi o ateísmo. Quando o cristianismo cometeu barbaridades, o motivo foi apenas o religioso. Em nome da religião, da crença religiosa, cristãos praticaram barbaridades. Já os ditadores comunistas ateus praticaram barbaridades, mas o ateísmo não foi a motivação. Se não fossem ateus, repito, esses ditadores teriam praticado o mesmo mal, como os ditadores capitalistas cristãos o praticaram. Eis, portanto, a diferença!
                      Vou explicar isso melhor! Veja, amigo leitor, como é importante a motivação, o motivo, a causa de um crime, o que leva uma pessoa a cometer um crime. E aí reside a diferença! Para que você, leitor, entenda melhor, vou trazer aqui o crime de homicídio. O crime chamado homicídio está descrito no Código Penal brasileiro. Ocorre HOMICÍDIO quando uma pessoa mata outra pessoa. Você está entendendo, leitor? Pois bem! No Brasil, a cada ano, são assassinadas, em média, quase 60 (sessenta) mil pessoas. É isso mesmo! Sessenta mil pessoas são assassinadas no Brasil! Que absurdo! Que loucura! Pois bem! São 60 mil homicídios no Brasil a cada ano. Os homicídios são iguais, ou seja, a morte de uma pessoa causada por outra. Tudo igual! O que vai marcar a diferença é o motivo do homicídio. A causa do homicídio. O que levou alguém a matar outra pessoa. A diferença está aqui. Os homicídios, pois, são iguais, mas os motivos são diferentes. Existem pessoas que matam por causa de uma desilusão amorosa. Já outras matam para roubar. Outras, para receber seguros de vida. Outras, por causa de uma dívida. Outras, por causa de uma discussão infantil. Outras, por causa de religião, e assim por diante. Vê-se, pois, que os homicídios são iguais, mas diferentes no MOTIVO, na motivação.
                    Já que você, leitor amigo, entendeu o que é o MOTIVO no crime de homicídio, volto agora aos ateus comunistas assassinos e aos cristãos assassinos. Quando cristãos assassinos mataram milhares de pessoas (cruzadas, inquisições, caça às bruxas), qual foi o MOTIVO? O que os levou a praticar essas barbaridades? A resposta é simples: o MOTIVO foi o religioso. De caráter religioso. E até hoje, ano 2015, é comum religiosos, principalmente na terra da Bíblia, matarem por MOTIVAÇÃO religiosa. Pois bem! E os ateus comunistas assassinos na antiga URSS, na Alemanha Oriental, China e Cuba, mataram milhões de pessoas. Qual foi o MOTIVO? Será que esses ateus mataram por causa do ateísmo? Claro que não! Se eles não fossem ateus, teriam cometido as mesmas carnificinas. Mataram milhões de pessoas por causa da implantação do regime comunista. Com o sucesso das revoluções socialistas, os comunistas assumiram o poder, provocando drásticas mudanças nesses países. Implantou-se a propriedade coletiva dos meios de produção. Foi extinta a liberdade de expressão, de pensamento. Aboliu-se a liberdade de ir e vir. Extinguiu-se a liberdade religiosa. Com o surgimento dessas desgraças, o povo se rebelou. Não aceitava as condições impostas pelo novo regime. E aí os ateus comunistas praticaram as maldades que é do conhecimento de todos. Não foram perseguidos e mortos apenas religiosos contrariados, mas até mesmo ateus inconformados com a ditadura socialista. Muita gente pensa, por pura ignorância, que os ateus comunistas iam de casa em casa, matando as pessoas religiosas. Que idiotice! Se eles tivessem agindo assim, não restaria quase ninguém na URSS, China, Cuba e Alemanha Oriental. Mesmo depois da implantação do regime comunista, o povo continuava com seu credo, com sua religião, só que não podia instituir templos, igrejas. Ninguém era barbaramente assassinado apenas porque afirmava que acreditava em deuses. Tanto é verdade que, com o fim do sistema socialista na antiga URSS e na Alemanha Oriental, russos e alemães, em sua totalidade, continuavam religiosos. E vivos!
                 Veja, por exemplo, Cuba. Ainda hoje, Cuba é um país socialista, ateu. O presidente ditador é o Raúl Castro, irmão do ex-ditador Fidel Castro. Os dois são ateus. Agora, eu pergunto: existem pessoas religiosas morando em Cuba? Se existem, elas são perseguidas e assassinadas pelo ateu Raúl Castro? Sim, existem hoje pessoas religiosas em Cuba. Como existem! E elas não são perseguidas, nem assassinadas pelo regime ateu. Percebeu, leitor amigo? A mesma coisa se verifica na China. Lá, vige o sistema socialista, ateu. Mesmo assim, existem pessoas religiosas morando na China e não são perseguidas e assassinadas pelo ditador comunista ateu. Ora, se existiram e ainda existem pessoas religiosas em países socialistas, sem perseguição alguma por parte de ditadores socialistas, é de se concluir que um estado ateu não mata pessoas simplesmente porque são religiosas. Se fosse assim, não haveria sequer um religioso morando em países comunistas.
                 O ateísmo, por si só, não gera fanatismo, muito menos intolerância. Basta ver o mundo de hoje. Em que parte do planeta Terra, existem grupos de ateus, armados até os dentes, perseguindo e matando pessoas religiosas em nome do ateísmo? Você, amigo leitor, não vai encontrar um grupo de ateu sequer. Nem no Ceará, você vai encontrar um grupo de ateus perseguindo e matando pessoas porque são cristãs, por exemplo. Infelizmente, não posso dizer a mesma coisa em relação às pessoas religiosas.